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sexta-feira, 13 de março de 2015

NOMES DA HISTÓRIA DE PORTUGAL COM O JN


      Se a história do nosso país te fascina e se gostarias de saber mais acerca das personalidades que «traçaram, passo a passo, o rumo que Portugal levou até hoje», ser-te-á útil saber que , a partir do próximo domingo, o Jornal de Notícias vai lançar a coleção «Nomes com História», uma introdução aos momentos mais relevantes da História Nacional.
      Esta coleção é constituída por seis títulos, com a seguinte ordem de saída:
       - D. Afonso Henriques (primeiro rei de Portugal) - 15 março;
       - Inês de Castro (bela protagonista de uma história de amor trágica) - 22 março; 
       - Marquês de Pombal (homem que ajudou a reconstruir após o terramoto de 1755) - 29 março;
       - Luís de Camões (um dos maiores poetas de Portugal e do Mundo) - 5 abril;
   - D. Leonor (mulher boa e honesta que muito contribuiu para a saúde e bem-estar dos mais desfavorecidos) - 12 abril;
       - Vasco da Gama (capitão da primeira armada portuguesa a chegar à Índia) - 19 abril.
Fonte:http://www.jn.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=4449522 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

NO DIA DOS NAMORADOS...

Imagem  Christy Nichols (TheReaderBee)

Se amas alguém,
Deixa-o(a) ler!


Por exemplo, poemas de amor!

Transforma-se o amador na cousa amada,
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.

Se nela está minha alma transformada,
Que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
Pois consigo tal alma está liada.

Mas esta linda e pura semideia,
Que, como o acidente em seu sujeito,
Assim como a alma minha se conforma,

Está no pensamento como ideia;
E o vivo e puro amor de que sou feito,
Como a matéria simples busca a forma.

            Luís de Camões (1524? – 1580)

Nascemos para amar; a humanidade
Vai tarde ou cedo aos laços da ternura:
Tu és doce atrativo, ó formosura,
Que encanta, que seduz, que persuade.

Enleia-se por gosto a liberdade;
E depois que a paixão n’alma se apura
Alguns então lhe chamam desventura,
Chamam-lhe alguns então felicidade.

Qual se abismou nas lôbregas tristezas,
Qual em suaves júbilos discorre,
Com esperanças mil na ideia acesas.

Amor ou desfalece, ou para, ou corre;
E, segundo as diversas naturezas,
Um porfia, este esquece, aquele morre.

Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805)

Quando nós vamos ambos, de mãos dadas,
Colher nos vales lírios e boninas,
E galgamos de um fôlego as colinas
Do rocio da noite inda orvalhadas;

Ou vendo o mar, das ermas cumeadas,
Contemplamos as nuvens vespertinas,
Que parecem fantásticas ruínas
Ao longe no horizonte amontoadas;

Quantas vezes, de súbito, emudeces!
Não sei que luz no teu olhar flutua;
Sinto tremer-te a mão, e empalideces…

O vento e o mar murmuram orações
E a poesia das cousas se insinua
Lenta e amorosa em nossos corações.

Antero de Quental (1842-1891)

                          O amor é uma companhia. 
                          Já não sei andar só pelos caminhos,
                          Porque já não posso andar só.
                          Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
                          E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
                          Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
                          E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
                          Se não a vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
                          Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do sinto na ausência dela.
                          Todo eu sou qualquer força que me abandona.
                          Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.

                          Alberto Caeiro - heterónimo de Fernando Pessoa (1888-1935)

Cuidado. O amor
é um pequeno animal
desprevenido, uma teia
que se desfia
pouco a pouco. Guardo
silêncio
para que possam ouvi-lo
desfazer-se.

Casimiro de Brito (n. 1938)

                                                     AMOR COMO EM CASA
                                                     Regresso devagar ao teu
                                                     sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
                                                     não é nada comigo. Distraído percorro
                                                     o caminho familiar da saudade,
                                                     pequeninas coisas me prendem,
                                                     uma tarde num café, um livro. Devagar
                                                     te amo e às vezes depressa,
                                                     meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
                                                     regresso devagar a tua casa,
                                                     compro um livro, entro no
                                                     amor como em casa.
   
                                                     Manuel António Pina (1943-2012)

AQUI poemas em inglês adequados ao dia de hoje!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

LIVROS DO MÊS DE FEVEREIRO

Neste mês de Carnaval, mas também de São Valentim, sugerimos:


100 DATAS QUE FIZERAM A HISTÓRIA DE PORTUGAL – Tudo o que precisa de saber, de Pedro Rabaçal

Trata-se de um livro “escrito com o objetivo de tentar despertar o interesse pela história de Portugal por meio da desconstrução de mitos históricos e da revelação de diferentes versões do mesmo acontecimento”, associando-se cada data ao “ambiente histórico e socioeconómico respetivo, assim como os dados biográficos mais relevantes das personagens envolvidas, para se visar uma melhor compreensão do contexto e ambiente em que se enquadram”, mostrando-se a “verdade por detrás de cada acontecimento [que] costuma ser mais complicada do que a primeira impressão dá a entender”.
Aí são referidas datas que nos elucidam acerca das nossas origens, das nossas maiores aventuras, dos momentos mais marcantes e dos acontecimentos mais dramáticos, como a morte de Inês de Castro em 1355, no fatídico dia 7 de janeiro.


Curiosidades:
A história de amor de Pedro e Inês deu origem a inúmeras manifestações culturais, entre as quais se encontra um dos episódios líricos da epopeia Os Lusíadas (1572) de Luís de Camões; os textos dramáticos Reinar después de morir (1625) de Luís Vélez de Guevara, Inês de Castro (1723) de Antoine Houdar de La Motte; La reine morte (1942) de Henri de Montherlant; Corona de amor y muerte (1955), de Alejandro Casona; a ópera “Inês de Castro” (1835) do compositor Giuseppe Persiani, escrita sobre libreto de Salvatore Cammarano; a pintura “A morte de Inês de Castro” de K.P. Bryullov, presente no Museu do Estado em São Petesburgo na Rússia. Também o primeiro trabalho do escritor francês Victor Hugo, autor de Os Miseráveis, teve como fonte este tema e, já no final do século XX, o compositor escocês James MacMillan compôs a ópera “Inês de Castro”.
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A VIDA DE PI – A VIAGEM DE UMA VIDA, de Yann Martel

Esta obra, que valeu a Yann Martel o Man Booker Prize de 2002, entre outros prémios, e figurou como bestseller do New York Times durante mais de um ano, conta-nos a história de um jovem que aos dezasseis anos emigra com a sua família para a América do Norte num navio cargueiro juntamente com os habitantes do zoo. Porém, o navio afunda-se logo nos primeiros dias de viagem. Pi vê-se na imensidão do Pacífico a bordo de um salva-vidas acompanhado de uma hiena, um orangotango, uma zebra ferida e um tigre de Bengala. Em breve restarão apenas Pi e o tigre. 

Recomendada pelo PNL para o 8.º ano de escolaridade e recentemente adaptada ao cinema pela realizador Ang Lee, este romance tem recebido críticas extraordinárias da imprensa, das quais destacamos: 

«Martel recria [neste livro] os grandes temas romanescos: um herói à procura de aventuras maravilhosas, a liberdade para as viver, a fuga permanente para a frente, seguindo os desígnios do destino e da própria fantasia - depois, há que pagar o preço pela exaltação dos delírios. (...) "Podemos ler esta história como uma alegoria da vida, dos 'trabalhos' e provações pelas quais, de uma maneira ou de outra, todos passamos. Será que alguém está absolutamente protegido contra o medo, o desgosto, a sensação de ter perdido tudo? Para Pi, é indispensável vencer o medo, ultrapassar as provações e manter intacta a humanidade. É bom que seja a literatura a ensinar isso.» Helena Vasconcelos, Público, Mil Folhas, 28/6/03 

«Uma obra soberba, muito bem escrita e capaz de prender o leitor da primeira à última linha, com algumas paragens pelo meio para pensar, reflectir, sorrir, ou simplesmente para respirar fundo…» Diário de Notícias 

«Se este século nos deixar um clássico de literatura sobre sobrevivência, Martel é sem dúvida um candidato a esse título.» The Nation «Uma fabulosa incursão por uma imaginação a seu tempo arrebatadora, astuta, desesperada e inabalável, este romance é uma obra impressionante. Martel revela uma voz inteligente e um espantoso talento para contra histórias.» Publishers Weekly

Apresentamos-te também o trailer do filme de Ang Lee, nomeado para diversos óscares: