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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

MÚSICA PARA O CARNAVAL: «CARNAVAL DOS ANIMAIS»


Será que os animais também festejam o Carnaval?
Festejando ou não estes dias tão apreciados em muitos países do mundo, Camille Saint-Saëns compôs a peça “O Carnaval dos animais”, que, à semelhança de muitas das fábulas que já tiveste a oportunidade de ler, é uma crítica mordaz, neste caso, ao cenário musical de Paris do final do século XIX.
Saint-Saëns, prodígio musical que compôs o seu primeiro concerto aos dez anos de idade (!!!), arquitetou desta forma as catorze partes de “Carnaval dos animais”:

1. Introdução e marcha real do leão - Os dois pianos trinam e arpejam; as cordas (violinos, violas d’arco, violoncelos e contrabaixos) abrem a marcha do soberbo animal, imitando os seus rugidos.
2. Galinhas e galos - Clarinetes, pianos, violinos e viola d’arco, num breve trecho à moda de Rameau.
3. Hémiones (asnos selvagens do Tibete, animais muito velozes) - Num presto furioso, os dois pianos lançam-se em escalas de clima de loucura, que jamais se alcançam.
4. Tartaruga - Offenbach está presente aqui com a sua obra Orfeu no Inferno. Tocada em andamento extremamente lento perlas cordas, sobre um acompanhamento do piano.
5. O Elefante - O contrabaixo com ornamentos do piano tocam o tema da «Dança das sílfides» da Danação de Fausto de Berlioz, com uma alusão ao «Scherzo» do Sonho de uma noite de verão de Mendelsshon.
6. Cangurus - Os dois pianos saltitam,  hesitam, param...
7. Aquário - Flauta, celesta, os dois pianos e as cordas. As flautas sugerem ondas; os pianos insinuam a natação; o som da celesta lembra gotas de água.
8. Personagens de orelhas longas (ou seja, os burros) – Durante breves compassos, dois violinos alternam os seus diálogos.
9. O Cuco no fundo do bosque - Com o acompanhamento do piano, a terça do cuco é dita e redita pelo clarinete.
10. Viveiro - Uma flauta chilreia com acompanhamento dos pianos e das cordas.
11. Pianistas - São segundo Saint-Saëns verdadeiros animais e não dos menos barulhentos. Devem imitar o toque de um aluno de piano principiante, alternado em escalas e terças duplas, com notas desafinadas. As cordas rangem, irritam-se e interrompem o insuportável duo.
12. Fósseis - as antiguidades – uma série de citações que se encadeiam vivamente. A Dança Macabra surge como um dos temas do movimento, mas outras obras são citadas, como a «Aria da Rosina» do Barbeiro de Sevilha.
13. O Cisne (É bem provável que já conheças esta parte!) - Uma nobre palhaçada, segundo o próprio Saint-Saëns. O violoncelo toca sobre as harmonia dos pianos. No final, o cisne adormece.
14. Final - Um desfile de toda a bicharada, onde ecoam os principais temas ouvidos durante a obra, inclusive o dos pianistas.

Agora que já foste introduzido à bicharada que desfila nesta peça, assim como aos instrumentos que representam cada um dos animais, convidamos-te a ouvi-la na íntegra. Usufrui de 27 minutos e 12 segundos de diversão!


AQUI outra versão bastante divertida!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

MÁSCARAS DE CARNAVAL NA BIBLIOTECA

Antes de partires para a pausa de Carnaval, convidamos-te a visitar as máscaras carnavalescas expostas na nossa biblioteca, que os alunos do 6.º A criaram sob a orientação da professora Fernanda Lima.
Deixamos-te aqui uma amostra, para que possas inspirar-te!


FotografiaCabeçudo
Figura antropomórfica que se caracteriza pela enorme cabeça feita geralmente de pasta de papel, que é usada como máscara. Típico das festas populares portuguesas, romarias e cortejos de carnaval. Os cabeçudos distinguem-se dos gigantones sobretudo pela sua estatura e pelo seu caráter folião.
Materias: Cartão, papel de jornal, cola de papel de parede e tintas acrílicas.
Técnica: Papel machê e pintura

Autores: João Moura, Luís Abreu, Miguel Coutinho, Pedro Oliveira, Tiago Silva – 6ºA



Fotografia

Máscara de Monstro
“Uma máscara é um acessório utilizado para cobrir o rosto, utilizada para diversos propósitos: lúdicos (como nos bailes de máscaras e no carnaval), religiosos, artísticos ou de natureza prática (máscaras de proteção).”
Materiais: jornal, cartão, cola de papel de parede e tinta acrílica.

Técnica: Papel machê

Autores: Carlos, Diogo, Rodrigo e Ruben – 6ºA



Fotografia
Careto
O careto é uma personagem mascarada do carnaval de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal. É um homem que usa uma máscara com nariz saliente, pintada com cores vivas de amarelo vermelho e verde.

Materiais: Cartão, papel de jornal, cola branca, lã (vermelha, verde e amarela), tinta (vermelha e branca), tecido e cola quente.
Técnica: Papel machê, pintura, colagem e costura.

Autores: Mário Carvão, Miguel Dantas, Rafael Babo e João Real - 6ºA



FotografiaMáscara de Veneza
O carnaval de Veneza surge a partir da tradição do séc.XVI, onde a nobreza se disfarçava para sair e misturar-se com o povo. Desde então as máscaras são o elemento mais importante deste carnaval. Os trajes que se usam são característicos do séc. XVIII, e são comuns as “machera nobile”, ou seja, máscaras nobres, caretas brancas com roupa de seda negra e chapéu de três pontas. Desde 1999 foram sendo somadas outras cores aos trajes, embora as máscaras continuem a ser brancas, prateadas e douradas.
Materiais:  Barro, papel de jornal, cola branca, tinta acrílica, marcadores, brilhantes de plástico, penas e purpurinas.
Técnica: Papel machê, pintura, colagem.
Autores: Alexandra, Beatriz, Carolina, Catarina, Leonor e Rita - 6ºA



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

FINALMENTE, O CARNAVAL!

Ilustração de Gabriel Perrone, via Bibliocolors

SONETO DE CARNAVAL

Distante o meu amor, se me afigura 
O amor como um patético tormento 
Pensar nele é morrer de desventura 
Não pensar é matar meu pensamento. 

Seu mais doce desejo se amargura 
Todo o instante perdido é um sofrimento 
Cada beijo lembrado é uma tortura 
Um ciúme do próprio ciumento. 

E vivemos partindo, ela de mim 
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos 
Para a grande partida que há no fim 

De toda a vida e todo o amor humanos: 
Mas tranquila ela sabe, e eu sei tranquilo 
Que se um fica o outro parte a redimi-lo. 

       Vinicius de Moraes, Antologia Poética