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quinta-feira, 2 de abril de 2015

EM HOMENAGEM A MANOEL DE OLIVEIRA (11.12.1908 - 2.4.2015)

Fica a conhecer a vida nas margens do Douro, em 1931, pelo olhar de Manoel de Oliveira. Um Porto muito diferente daquele que conheces!




Sobre  o  "cineasta  mais  velho  do mundo em atividade" até ao dia de hoje, veja-se a homenagem que Agustina Bessa-Luís lhe presta no seu Dicionário Imperfeito:

Oliveira, Manuel de.

É um visionário. O seu lado obscuro desconcerta; o seu lado grave converte-se em humor para não ser apercebido. Eu aparento Manoel de Oliveira àqueles poetas saudosos que tivemos; Bernardim foi um deles, outro o cavaleiro Francisco Manuel de Melo. Vou dizer porquê. Porque em todos há mais determinação de fazer obra sua, do que voz do mundo.

Como um Bergman ou um Dreyer, ficará para sempre um mistério para os seus contemporâneos. Umas vezes é subtil, outras é sarcástico, raramente é amoroso e abandonado a um sentimento terno. Abandona-se à perfeição e nada mais. Há nele um empenho de contradição, o que faz da sua obra tão variada, tão inesperada e tão controversa.
Agustina Bessa Luís, Dicionário Imperfeito

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A CORRESPONDÊNCIA MAIS BREVE DA HISTÓRIA


     Victor Hugo foi um escritor prolífico e metódico e a sua obra, ampla e variada, inclui teatro, poesia, novela, discursos políticos e abundante correspondência.
    Precisamente sobre esta faceta da obra de Victor Hugo, existe uma anedota que ilustra bem o personagem e que se trata, seguramente, da correspondência mais breve da história.
     Victor Hugo acabava de escrever a sua mais relevante obra: Os Miseráveis. Se o esforço para a escrever foi proporcional à qualidade do resultado obtido, certamente o “Monsieur” Hugo devia estar exausto. Por isso, enviou o manuscrito ao seu editor e foi de férias.
       Não se sabe se foi no momento em que remeteu o manuscrito – querendo saber a opinião do seu editor sobre o material que lhe enviava -, ou se foi passado algum tempo – para inteirar-se do andamento da edição, o caso é que cruzou com o seu editor uma interessante e expressiva correspondência. Ambas as cartas continham um único símbolo:

A carta de Hugo: “?
(Um ponto de interrogação)

A resposta do seu editor: “!
(Um ponto de exclamação).

E assim se demonstra que, às vezes, as palavras não fazem falta nenhuma!

Vê aqui o trailer da mais recente adaptação de Os Miseráveis ao cinema:


(Tradução e adaptação)