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sexta-feira, 28 de junho de 2013

E OS VENCEDORES DO NÍVEL 1 DA 2.ª EDIÇÃO DO SPOKEN WORD FORAM...

... três alunos do 8.º ano da nossa escola, com os textos que te apresentamos em seguida.
Parabéns aos vencedores!



Não és mais nem menos por seres diferente
Todos temos diferenças
Que nos tornam originais
Que nos tornam diferentes
Mas no fundo todos iguais
Seremos amigos, bons e sinceros
A amizade faz-nos humanos
Passamos dificuldades
Passamos tudo juntos
A amizade é que conta
O importante é o que sentimos
Somos todos diferentes,
Mas isso não faz mal
Todos com diferenças
É assim que vamos viver
Todos juntos em harmonia
Com todos os desejos
Com todos os sonhos
Para realizarmos juntos
E construirmos o nosso pequeno lugar
Assim e sem pensar
Conquistamos o mundo
Deixamos brilhar uma estrelinha
Cada estrelinha faz-nos sorrir
Cada uma faz-nos ganhar
Talvez às vezes sofrer
Mas acima de tudo sonhar
Cada um diferente
Mas sempre presente
Em qualquer parte do mundo
Em qualquer parte do coração
Vão nascer paixões
E grande amizades
Vão fazer-nos sorrir
E às vezes chorar
Cada um diferente, é verdade,
Mas são as diferenças que nos fazem únicos
E acima de tudo unidos
Para os bons e os maus momentos
Pode ser que um dia tudo acabe
Mas com amizade construiremos tudo novamente
E cada vez de forma diferente
Será único e inesquecível cada momento
Juntos viveremos e lembraremos para sempre.
                                             Eduarda (8.º B)

A vida é assim…
A vida não é justa para mim.
É um espaço vazio no meu coração.
Sou um fantasma sem sentimentos, um canário solitário, um homem sem cor, um Silêncio profundo e uma solidão sem canção.
O meu cérebro está sempre assustado,
Com marcas de medo em cada linha,
Mas, dentro do meu cérebro, umas partículas estão sempre a sorrir e a rir.
Os meus ossos são brancos, dorminhocos e desconfortáveis, o que é o contrário de confortáveis.
Os meus dentes estão muitas vezes a chocar como se fossem ratos a comer carne.
Os meus olhos são como a curiosidade de um miúdo intrometido.
Os meus olhos estão tão cansados que parecem que correram 100 quilometros.
Enfim, por dentro, sou feliz como uma flor-de-lis.
Sou feliz com a felicidade quente e sentimental.
Sou feliz para continuar com a felicidade até morrer.
Sou feliz com a minha familia.
Sou feliz como o amor.
Sou feliz como um amigo está feliz com o seu amigo.
Sou livre com a liberdade.
Sou livre como o próprio subterrâneo e o mar Mediterrâneo.
Sou livre para livrar-me destes doentes.
Livre para viver livremente.
Mas, infelizmente, a vida não é assim,
E eu sou o contrário do que disse.
Até quando tenho raiva, apetece-me soltar o monstro que está dentro de mim, e matar os que me fazem mal.
Mas umas cordas metálicas e a minha consciência, detém-no lá dentro.
Depois, para acalmar a raiva, tenho que passar o meu cérebro de estado líquido para sólido
Dom Chinelo 9/4/2013 (António Vale, 8.º B)



                                                                 
                                                                   O colo da minha mãe

                                                                   Nasci muito pequenina
                                                                   Dizem, que era fofinha
                                                                   Era tão leve, tão leve
                                                                   E branquinha como a neve.

                                                                   Minha mãe pegou em mim
                                                                   Seus olhos, sorriram para mim
                                                                   Senti-me segura, eu sei…
                                                                   No colo da minha mãe.
                                                                 
                                                                   Não há nada melhor
                                                                   Do que o colo de uma mãe
                                                                   Mesmo agora, que sou maior
                                                                   Fico à espera da minha mãe.

                                                                   Mãe, sempre presente
                                                                   Quando grito e choro
                                                                   Mãe, que mesmo ausente
                                                                   Me dá força e me dá colo.
                                                                                    Viviana  (8.ºS)

terça-feira, 28 de maio de 2013

SPOKEN WORD - PALAVRA DITA E FEITA: SEMIFINAL NA NOSSA ESCOLA

     Pelo segundo ano consecutivo alunos e professores do agrupamento puderam assistir a uma sessão de poesia de palavras ditas e feitas por alunos de 8.º e 9.º anos, resultantes de uma trabalho criativo, exigente e também divertido, promovido pela Fundação EDP e dinamizado pelas Produções Fictícias.
       Foi no auditório da nossa escola que o António, o Nélson, o João, a Marta, o Miguel, a Luísa, o Carlos, a Eduarda, o André, a Diana, a Viviana, o Ricardo, o Marcos, a Aléxia e a Teresa exploraram aquilo que as palavras, gestualizadas ou pronunciadas, podem dizer e fazer.
       O resultado surpreendeu: textos muito interessantes, formas de os transmitir únicas.
      Nesta semifinal, aberta à comunidade educativa, um júri de quatro elementos escolheu os alunos que, no dia 6 de junho, irão representar a nossa escola na final, a decorrer no auditório da Fundação EDP, junto à Casa da Música: o António Vale venceu o primeiro nível; a Aléxia Simões e a Teresa Carvalho foram as vencedoras do nível 2.
       Na realidade, todos ganhámos, pois…

“A pontuação pouco conta quando a história condiz com quem a conta”.
                                                                                     Silva, o Sentinela


A apresentadora: Prof.ª Sónia Cruzeiro
Os participantes:
                                         









Outros vencedores
O António, vencedor da primeira etapa












O júri

O público

Para saberes quem é Silva, o Sentinela, clica AQUI


quarta-feira, 23 de maio de 2012

SPOKEN WORD: PALAVRA DITA E FEITA


     No auditório da Junta de Freguesia, a professora Sónia Cruzeiro apresentou uma sessão de poesia, de palavras ditas e feitas por alunos de 8º e 9º ano. Foi o resultado de um trabalho criativo, exigente, mas divertido, promovido pela Fundação EDP, dinamizado pelas Produções Fictícias, apoiado por professores de alunos surdos e de ouvintes e constantemente acompanhado e organizado pela coordenadora de projetos Ana Maria Monteiro.
     Com a expressividade da palavra e do gesto, houve poesia em sessões orientadas por Silva, o Sentinela, ou Pedro Silva. A Aléxia Simões, o Luís Pereira, a Amanda Feitosa, a Ana Catarina Costa, o Nelson Tavares, a Inês Lobo, o João Azevedo, a Teresa Carvalho, o Marcos Domingues, a Mariana Lemos, a Vanessa Gomes, a Marta Costa reuniram várias vezes com o Pedro e exploraram aquilo que a palavra, gestualizada ou pronunciada, pode dizer e fazer.
     O resultado final foi um concurso de que todos saíram vencedores, porque saborearam o prazer do gesto e do som que acompanham a palavra.
     A sessão de hoje, aberta à comunidade educativa, definiu ainda, pelo juízo de um ilustrado e ilustre júri, a lista dos alunos que vão a Lisboa, ao Museu da Eletricidade, a 5 de junho, dizer as suas palavras, aquelas que, de todas que encantaram, foram as mais deslumbrantes. Nessa altura, veremos e ouviremos também palavras ditas e feitas por alunos da Escola EB 2, 3 Miguel Torga, localizada na Amadora.
     Em representação do Agrupamento Eugénio de Andrade, usarão da palavra, em Lisboa, Mariana Lima, Aléxia Simões, Luís Pereira, Vanessa Gomes, João Azevedo, Amanda Feitosa, Nelson Tavares e Marcos Domingues.