segunda-feira, 15 de abril de 2013

LEONHARD EULER: O HOMEM QUE CALCULAVA


    

    Celebra-se hoje o 306.º do nascimento de Leonhard Euler (1707-1783), considerado o maior matemático do século XVIII e o autor mais prolífico de todos os tempos, sendo que muitos dos seus trabalhos foram produzidos nas duas últimas décadas da sua vida, quando ficou totalmente cego.
      Embora tenha nascido em Basileia, na Suíça, Euler construiu a sua carreira em São Petersburgo, na Rússia, e em Berlim, na Alemanha, locais onde desenvolveu as suas teorias, contribuindo para o progresso em diversas áreas da matemática – como a ótica, a mecânica, a electricidade, o magnetismo, os números complexos, as funções trigonométricas,… - o que lhe valeu 12 vezes o Prémio da Academia de Paris.
       Os seus contributos foram extraordinários, como era extraordinária a sua prodigiosa memória e a sua fenomenal capacidade de fazer cálculos. Por isso, o físico francês François Arago disse deste matemático invulgar: “Este homem calculava tal como os outros homens respiram, tal como as águias se sustêm no ar”.
       
       A propósito, requisita na nossa biblioteca O Homem que Calculava: Aventuras de um singular calculista persa, do escritor brasileiro Malba Tahan, um livro muito interessante que narra as aventuras e proezas matemáticas do calculista persa Beremiz Samir na Bagdad do século XIII.


SEMANA DA LEITURA: UM BALANÇO BREVE

Young readers / Jóvenes lectores (ilustración de Greg Clarke)
Jovens leitores, ilustração de Greg Clarke
via Pinzellades al món
   
      Fazendo um breve balanço de mais uma “Semana da Leitura”, realçamos os momentos em que se parou para ler e ouvir ler os textos, os livros, as revistas e os jornais escolhidos pelos próprios alunos e também pelos professores, sem a preocupação de responderem a questionários ou de realizarem testes escritos, e salientamos também a deslocação que diversos professores fizeram às turmas, simplesmente para ler. Destacamos ainda a visita que os alunos surdos, acompanhados pelos professores de língua gestual, pelos intérpretes de língua gestual e pela professora Olinda Cardoso fizeram a diversas turmas, desde o 5.º ao 9.º ano. 
     Estes alunos, professores e intérpretes começaram por apresentar aos alunos ouvintes “O milagre da escrita”, um conto da autoria da professora Olinda Cardoso, no qual o protagonista, um aluno surdo, consegue ultrapassar as barreiras de comunicação através da descoberta da escrita e das suas potencialidades. Depois foi a vez de “declamarem” o poema “Frutos” de Eugénio de Andrade e de ensinarem aos alunos ouvintes o nome dos frutos em língua gestual. Uma sequência de atividades verdadeiramente interessante! 
      Em suma, esta foi uma semana em que se deu a prioridade ao prazer da leitura  e em que, por via da leitura, se deram mais alguns passos no caminho da inclusão.

       Deixamos aqui o poema "Frutos" de Eugénio de Andrade, para que também tu possas saborear as palavras:
                                                               
                                                                     FRUTOS

                                                           Pêssegos, peras, laranjas,
                                                           morangos, cerejas, figos,
                                                           maçãs, melão, melancia,
                                                           ó música de meus sentidos,
                                                           pura delícia da língua;
                                                           deixai-me agora falar 
                                                           do fruto que me fascina,
                                                           pelo sabor, pela cor,
                                                           pelo aroma das sílabas:
                                                           tamgerina, tangerina.

Eugénio de   Andrade (1999). Antologia Breve.  
Porto: Fundação Eugénio de andrade

sábado, 13 de abril de 2013

SEMANA DA LEITURA: HOMENAGEM AOS ILUSTRADORES

      Nesta “Semana da Leitura” não podíamos esquecer os ilustradores, artistas que, com as suas pinturas, os seus desenhos, as suas colagens ou as suas fotografias, acrescentam valor às mensagens escritas, explicando, interpretando, acrescentando informação, sintetizando ou simplesmente decorando os textos.
     Divulgamos, em homenagem a estes profissionais que enriquecem os nossos livros, alguns trabalhos belíssimos, inspirados numa obra extraordinária que tem marcado gerações de leitores: O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry. Aprecia-os!

Ilustração via http://bnreview.barnesandnoble.com/t5/Reviews-Essays/The-Little-Prince-at-Seventy/ba-p/10283

Ilustração via http://www.lemediateaseur.fr/2010/11/21/le-petit-prince-sur-france-3/

Convidamos-te a ler ou a reler O Principezinho, obra de que encontras vários exemplares na nossa biblioteca.
Já agora, atreve-te a ilustrar um excerto que te agrade particularmente nesta obra e nós publicá-lo-emos no nosso blogue! 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

VALE A PENA PENSAR NISTO


Quem lê muito e anda muito
vê muito e sabe muito.


Miguel de Cervantes,
 escritor espanhol (1547-1616)

URL da imagem:http://img2.mlstatic.com/livro-dom-
quixotemiguel-de-cervantes-saavedra610-paginas_MLB-
O-222490282_4333.jpg 

terça-feira, 9 de abril de 2013

A PROPÓSITO DA SEMANA DA LEITURA: A BIBLIOTECA IDEAL

A Semana da Leitura iniciou-se ontem. Também por isso, apresentamos-te o testemunho de alguém cuja vida esteve sempre (e continua a estar) muito próxima dos livros: Vasco Graça Moura, autor nascido na Foz do Douro em 1942.


A Biblioteca Ideal

     A minha relação com os livros é muito antiga e bastante multifacetada. Desde muito pequeno que me habituei a ler e, durante muitos anos, fi-lo quase compulsivamente. Lia tudo o que havia lá em casa, tudo o que comprava, tudo o que me emprestavam. Comecei a ler livros aí pelos seis ou sete anos. Não apenas livros para crianças, mas coisas para adultos que o meu pai me passava para as mãos, às vezes com discordâncias  fortes  da  minha  mãe:  romances  do Camilo e do Eça, por exemplo, e outras coisas, como o D. Quixote e o Gil Blas de Santillana, que havia em casa de meus avós numas edições monumentais. E uma coisa romântica e delicodoce que dava pelo nome de A toutinegra do moinho. Os primeiros cinco ou dez escudos que nessa altura juntei (já lá vão mais de cinquenta anos…) foram utilizados na compra de uma versão portuguesa do Quentin Durwald, de Walter Scott, salvo erro sob o título de O cavaleiro da Escócia… O livro mais antigo que conservo dos que tinha nessa altura é uma Ilíada em versão francesa que um tio me ofereceu quando fiz doze anos. E desde então fiz das livrarias os meus lugares de peregrinação, fascínio, prazer, namoro (para desespero das namoradas) e… despesa. Mas nunca me arrependi de ter comprado um livro. Por vezes, só dez ou vinte anos mais tarde é que ele me revelou toda a sua utilidade, mas isso faz parte das regras. A relação multifacetada com o livro de que falo acima tem a ver com o facto de eu ter uma longa experiência de leitor, uma terrível experiência de comprador, uma razoável experiência de editor (…) e uma aceitável experiência de autor (cerca de sessenta títulos publicados desde 1963, sem contar a colaboração em jornais e revistas). Como pode imaginar-se, tenho uma razoável biblioteca que cobre áreas muito variadas: literatura; história da literatura, história propriamente dita, história da arte, ensaio, filosofia e política são as secções mais importantes, em todas as línguas em que consigo ler (e procuro não ler traduções quando as obras originais estão disponíveis nessas línguas): além do português, o francês, o inglês, o italiano, o espanhol e o alemão. Há cerca de duas semanas fiz as contagens à metragem de estantes de que estou a precisar, porque os livros se acumulam um pouco por toda a parte, à maneira dos cogumelos. Preciso, neste momento, de ter 413 metros de estantes e só disponho de cerca de 250. Em resultado, tenho de recorrer a “filas duplas” nalgumas secções da minha biblioteca, o que por vezes me torna muito difícil o acesso a certos títulos. A biblioteca ideal é constituída por todos os livros que já tenho e pelos que ainda me faltam mais os que nunca chegarei a ter…
Vasco Graça Moura, in “Casa Cláudia”, outubro de 2001
URL da imagem:http://imagens2.publico.pt/imagens.aspx/236282?tp=UH&db=IMAGENS  

domingo, 7 de abril de 2013

120 ANOS DE ALMADA NEGREIROS


Autorretrato de Almada Negreiros

         Celebra-se hoje, dia 8 de abril, o 120º aniversário de nascimento de Almada Negreiros. Este artista multifacetado foi pintor, poeta, bailarino, dramaturgo, conferencista, desenhador, vitralista, romancista e ensaísta.
         Vulto do modernismo português, Almada Negreiros “passou a vida a dizer, a comunicar de todas as maneiras”, como refere a historiadora de arte Sara Afonso Ferreira, que se dedica ao estudo e à inventariação da sua obra.
      Para que vislumbres um pouco dessa obra, deixamos-te aqui dois dos seus textos, dois belíssimos textos:

Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça! Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens! Eu vou viajar. Tenho sede! Eu prometo saber viajar! Quando voltar, é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar-me a teu lado. Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras. 
Mãe! Ata as tuas mãos às minhas e dá um nó cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Como a mesa. Eu também quero ter um feitio que sirva exactamente para a nossa casa, como a mesa. 
Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça! Quando passas a tua mão na minha cabeça, é tudo tão verdade! 

Flor

Pede-se a uma criança. Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis.
A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém. Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas.
A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase que não resistiu. Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais. Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor! As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor! Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas
linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!

Clica aqui para veres retratos deste autor e de familiares seus.

sábado, 6 de abril de 2013

SEMANA DA LEITURA
                    
Ler é bom, é mesmo bom, ler é ótimo e, às vezes, nem reparamos!
Na próxima semana (8 a 12 de abril), vão realizar-se na nossa escola atividades variadas de leitura. 
Na segunda, quarta e sexta-feira, vamos todos PARAR PARA LER. Por isso, traz um livro, uma carta, um jornal, uma revista, um pedaço de leitura, de boa leitura. Um toque especial dará sinal para iniciarmos a atividade, dez minutos antes do primeiro intervalo da manhã.
Ao longo da semana, irás ainda PARAR PARA OUVIR LER e OUVIR LER POR ETAPAS – duas atividades que te ajudarão a descobrir que és mesmo um bom leitor. 
OUVIR LER POR ETAPAS decorrerá na terça-feira. Haverá em cada livro de ponto um conto dividido em duas partes. O professor das 8 e 25 lê só a primeira parte, pois, outro professor concluirá a leitura da história, no bloco seguinte. 
PARAR PARA OUVIR LER decorrerá ao longo de toda a semana. As turmas poderão ser surpreendidas por um contador de uma história. Todos se poderão oferecer para ser contador, preenchendo a tabela colocada na sala dos professores.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

AJUDARIS - EXPOSIÇÃO E HORA DO CONTO NA BIBLIOTECA DA E.B. 1 DE COSTA CABRAL


    Está patente, na biblioteca da Escola E.B. 1 de Costa Cabral, uma vasta e interessantíssima exposição de ilustrações dos contos da última edição das Histórias da Ajudaris. Os contos são fruto da imaginação de alunos de escolas de todo o país e as ilustrações são da autoria de muitos artistas consagrados.
   A par da visita à exposição, todas as turmas do primeiro ciclo do agrupamento têm participado ativamente na “Hora do Conto” em que também participaram docentes da escola-sede.
   Uma experiência fantástica para quem partilha, ouvindo e contando, num espaço bonito e acolhedor!























VALE A PENA PENSAR NISTO...


«Contar histórias às crianças é 
roubar-lhes a possibilidade de fracasso.» 

Thomas Bakk, contautor de histórias, que esteve, ontem, no nosso auditório, no âmbito do Projeto Ajudaris, onde alunos das três escolas do primeiro ciclo do nosso agrupamento mostraram diferentes formas de contar histórias a um auditório apinhado de pais, avós, docentes, direção do agrupamento, presidente do conselho geral e autarcas locais.

TURMA DE CEF EM PROJETO NACIONAL DE REABILITAÇÃO


A turma do CEF da nossa escola está a participar no concurso “Escola Alerta!” 2012/2013 que é promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação (INR).
Para se submeter a este concurso, realizou o projeto “Sociedade Inclusa” que teve como objetivo sensibilizar a sociedade para pequenas alterações, fáceis de realizar, em locais públicos, tais como, centros de saúde, unidades de saúde familiar e hospitais. As referidas modificações podem ser exequíveis através da instalação do “Sistema de Gestão de Vez” que pode dar às pessoas surdas autonomia para recorrerem a estes serviços, tendo assim, menos uma barreira comunicacional.

terça-feira, 2 de abril de 2013

MARIA SIBYLA MERIAN: A ARTISTA CUJA PAIXÃO PELOS INSETOS MUDOU A CIÊNCIA


     

     Hoje, 2 de abril, o doodle do Google homenageia uma das primeiras ilustradoras científicas do mundo, Maria Sibylla Merian (1647-1717). Muito antes de a máquina fotográfica ter sido inventada, esta artista e entomologista alemã agiu como se fosse os olhos do mundo, pintando imagens impressionantes e cientificamente precisas de flores e de insetos. 
     Da sua estadia no Suriname, onde se deslocou para estudar a fauna e a flora locais, resultou o livro Magnus Opus, Metamorphosis insectorum Surinamensium, em cujas páginas figuram belíssimas pinturas de plantas e animais, especialmente de mariposas e borboletas, de besouros e aranhas, e até de cobras e lagartos.
     Aprecia as pinturas de uma das maiores ilustradoras científicas do seu tempo e de todos os tempos, bem como a música de Georg Friedrich Händel, célebre compositor alemão, naturalizado cidadão britânico em 1726, no filme que te é apresentado em seguida.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

LIVROS DO MÊS DE ABRIL

Em abril, águas e palavras mil...

ELOGIO DA CONVERSA, de Theodore Zeldin


     Theodore Zeldin acredita que o século em que vivemos necessita de uma nova ambição para desenvolver, não a conversa superficial, mas a verdadeira conversação, que «consiste na partilha de ideias e de sentimentos e que modifica as pessoas (…) que é incendiária e implica mais do que enviar e receber informação». Não pretende presentear-nos com mais um livro pretensamente sobre a conversa, com instruções sobre a maneira de adular ou de iludir, de seduzir ou de parecer atualizado. Não pretende oferecer-nos mais «uma coleção de receitas destinada a produzir um estilo de conversa que possamos exibir aos amigos».
     Na realidade, o autor está interessado no tipo de conversa «que iniciamos na disposição de nos tornarmos uma pessoa diferente quando a terminamos» que «envolve risco», e é «uma aventura em que nos dispomos a cozinhar o mundo juntos para o tornarmos menos amargo», sendo a forma «como ela modifica não só a nossa maneira de ver o mundo, mas também o próprio mundo» o aspeto da conversa que mais lhe interessa e, neste livro o autor pretendeu analisar a maneira como tal acontece. Por isso, aborda neste interessante livro – que existe na nossa biblioteca, oferecido pela Gradiva – temas tão interessantes como:
     • Que alternativas haverá para as banalidades que geralmente se utilizam para dar início a uma conversa?
     • Até que ponto será útil imitar os estilos de conversa de outras pessoas?
     • Como melhorar a capacidade de adivinhar o que as pessoas deixam de dizer?
     • Como podemos expressar admiração sem lisonja ou sem nos rebaixarmos?
     • Que idade precisamos de ter para conversar?
    •As recordações partilhadas serão um ingrediente necessário de uma conversa capaz de durar toda a vida?
     •Uma conversa bem sucedida será aquela que se desenrola exatamente como foi planeada?
    •Terá uma pessoa o emprego errado se não consegue partilhar as suas preocupações pessoais com os colegas?
     •Como poderia a formação técnica aumentar a sensibilidade poética?
     • Será verdade que demasiada informação provoca a síndroma do mocho irritável?
     Encontra as respostas a estas e outras perguntas lendo Elogio da conversa!

LEMBRO-ME QUE… , de Ferreira Fernandes


Inspirando-se, quer na forma, quer no espírito de Je me souviens… do francês Georges Perec (1936-1982) e de I Remember (1970), I Remember More (1972) e More I Remember More (1973) do americano Joe Brainard, Ferreira Fernandes desfia as recordações do ano de 1974, puxando um a um, como quem come cerejas, os acontecimentos dos dias que antecederam o 25 de Abril.
Deixamos-te aqui algumas dessas recordações:
2
Lembro-me que, no dia 1 de janeiro [de 1974], se tornou obrigatório o cinto de segurança, mas só nas aulas de condução. (No ano seguinte a medida foi revogada. E só em 1992 voltou a ser lei, dessa vez já para todos os carros e não só os do ensino.)
4
Lembro-me que ir ao café ficava por 4$50. Três vezes 15 tostões assim divididos: 1$50 para o café, 1$50 para o jornal e 1$50 para engraxar os sapatos.
9
Lembro-me que uma editora do Porto, a Inova, instituiu um prémio de poesia, que se chamava Prémio Pablo Neruda. Quem ganhou foi Nuno Júdice (aconteceu quatro meses depois do golpe de Pinochet, no Chile, e a Revolução de Abril só viria quatro meses depois).
12
Lembro-me que havia anúncios assim: “Uma semana em Londres/2500 escudos – Agência Abreu.”
327
Lembro-me.