terça-feira, 11 de junho de 2013

ALMA DE POETA: POESIA E HOMENAGEM À ESCRITORA LUÍSA FERREIRA

         Mais uma vez, pelo quarto ano consecutivo, reunimo-nos para celebrar a poesia.
     Para além das ideias de beleza, de música, de surpresa, queremos que a palavra poesia também signifique “inclusão”. Por isso, ouvimos e vimos os nossos alunos - do 7.º C, do 8.º B, do 8.º S e do 9.º S  - e também o professor António Rodrigues a “dizerem” poemas de autores consagrados, mas também textos criados pelos próprios alunos, que têm alma de poeta!
         Escutámos as suas palavras, observámo-las, sentimo-las…
        Por último, foi feita uma homenagem à professora Luísa Ferreira, que, para além de lecionar História, também é escritora e editou recentemente O Mistério da Casa Verde, obra que escreveu quando tinha apenas 13 anos.

         Vê, aqui, os que fizeram a festa: apresentadores, autores, declamadores, professores, intérpretes de língua gestual, professora Luísa Ferreira e o público!






 
 













 





sexta-feira, 7 de junho de 2013

ALUNOS DO 6.º S EM PROJETO DA FUNDAÇÃO DE SERRALVES


     Reproduzimos o convite da Fundação de Serralves, que tem o prazer de te convidar para a exposição “Lugares Imaginários - Utopia Transição”, a decorrer até ao dia 29 de setembro de 2013. 
     Este projeto, realizado no âmbito de uma parceria entre o Serviço Educativo da Fundação de Serralves e um conjunto de escolas - do pré-escolar ao ensino secundário - visa fomentar a capacidade dos mais jovens de idealizar e antever futuros e conta com a participação de alunos do 6.º S, orientados pela professora Luísa Ferreira.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

CONVITE: EXPOSIÇÃO NA BMAG


     Convida-se toda a comunidade educativa a visitar a exposição de trabalhos realizados por alunos de várias escolas do Porto no âmbito do Projeto de Animação Comum das Bibliotecas Escolares, patente na Biblioteca Municipal Almeida Garrett. 
     Esta exposição - que inclui 14 trabalhos da autoria dos alunos do curso CEF de Pintura e Decoração Cerâmica da nossa escola, realizados na disciplina de "Cores a Água" sob a orientação da professora Cristina Brás - poderá ser visitada até ao final do mês de junho.

     Vê, na PhotoStory abaixo, uma amostra dos trabalhos dos alunos do CEF Pintura e Decoração Cerâmica.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

VALE A PENA PENSAR NISTO...


"Senti-me muito envergonhado quando as minhas telas começaram a alcançar preços elevados, vi-me condenado a um futuro de pintar nada mais que obras-primas."

Henri Matisse – Pintor e escultor francês
 (1869-1954)

Se gostas de Matisse, clica AQUI, para veres outras obras deste e de muitos outros artistas.

terça-feira, 4 de junho de 2013

LIVROS DO MÊS DE JUNHO

Leitores de junho madrugam muito!

No mês em que se celebra o Dia Mundial da Criança, propomos: 

Deus é Amigo do Homem-Aranha, de Maria Inês de Almeida, ilustrado por Rita Correia


     Uma recolha de declarações de crianças de todo o país resultou num livro com o título Deus É Amigo do Homem-Aranha. Uma frase de um miúdo de três anos, o Gonçalo. Mas há declarações mais interessantes, mais felizes e também mais perturbadoras. Como a de João, com nove anos. “O trabalho é a troca do tempo que os nossos pais nos roubam pelo dinheiro que recebem.”
     A ideia de juntar frases de crianças surgiu depois de Maria Inês de Almeida, jornalista e escritora, expor no Facebook o que o seu filho, José (agora com cinco anos) ia dizendo. “As pessoas reagiam e sugeriam-me que fizesse um livro com as frases dele. Depois, com a editora (Esfera dos Livros), pensámos que seria interessante fazer um livro com as frases de crianças espalhadas por todo o país (incluindo as regiões autónomas)”, conta a autora ao PÚBLICO. E acrescenta: “Elas têm muito a dizer sobre os mais variados temas. Nós [os adultos] é que temos de parar para as escutar, desafiar e estimular.”
     Sobre a escola […] por exemplo, há declarações muito expressivas. “A escola é o lugar onde nos ensinam a escrever, a ler e a magia da Matemática”, diz Flávia, com nove anos e a estudar em Arganil. […] Para a madeirense Inês, de dez anos, “a escola é a nossa vida. Se a destruirmos, destruímos também a nossa vida”.                     
Fonte: Público online

História de um Gato e de um Rato que se tornaram Amigos, de Luis Sepúlveda.


     Max vive em Munique com os seus pais e irmãos - e com Mix, o seu inseparável gato preto com uma mancha branca na barriga. Amigos desde a infância, quando Max cresce e decide mudar de casa, leva Mix consigo.
     Mix adora viver no novo apartamento. Mas quando Max começa a trabalhar e não pode estar tanto tempo em casa, Mix, que está a envelhecer e a perder a visão, sente-se cada vez mais sozinho. Um dia, Mix ouve uns passinhos suaves vindos da despensa e descobre que há um ladrão a comer os cereais crocantes do dono. Esperto, Mix deixa-se ficar quieto e, de repente, com a rapidez de outros tempos, estica a pata e sente o corpo trémulo de um minúsculo ratinho. Mex, como é batizado, é um ratinho mexicano, muito medroso e charlatão. Mas os verdadeiros amigos apoiam-se um ao outro e juntos aprendem a partilhar o que de melhor têm dentro de si.
     Baseado num episódio da vida de um dos filhos de Luis Sepúlveda, a História de um gato e de um rato que se tornaram amigos oferece-nos uma vez mais uma fábula singela e divertida sobre o verdadeiro valor da amizade.
     Uma fábula deliciosa que nos mostra que:

           AO AMIGOS...
                    ...ENTREAJUDAM-SE;
                    ...ENSINAM-SE MUTUAMENTE;
                    ...PARTILHAM AS VITÓRIAS E OS ERROS;
                    ...VELAM PELA ALEGRIA UM DO OUTRO;
                    ...VELAM SEMPRE PELA AMIZADE UM DO OUTRO;
                    ...COMPREENDEM AS LIMITAÇÕES DO OUTRO E AJUDAM-NO.

          OS VERDADEIROS AMIGOS...
                    ... TAMBÉM PARTILHAM O SILÊNCIO;
                    ...CUIDAM SEMPRE UM DO OUTRO;
                    ... PARTILHAM OS SONHOS E AS ESPERANÇAS;
                    ... DIZEM SEMPRE A VERDADE;
                    ...TAMBÉM PARTILHAM AS PEQUENAS COISAS QUE ALEGRAM A VIDA.
                    ... E NUNCA, NUNCA ENGANAM OS AMIGOS.

Descobre neste filme um pouco desta bela história:


segunda-feira, 3 de junho de 2013

RECEÇÃO AOS ALUNOS DO 4.º ANO

             


   Os últimos dias foram muito especiais: recebemos todos os alunos das turmas de 4.º ano das Escolas Augusto Lessa, Costa Cabral e Covelo!
  Os alunos, na companhia dos seus professores, visitaram a nossa escola, onde realizaram diversas atividades, e, como não podia deixar de ser, também visitaram a nossa biblioteca!
    Aqui, foram convidados a fazer uma viagem por todos os continentes, onde visitaram bibliotecas espantosas. Depois, olhinhos atentos e curiosos viajaram até à Nova Zelândia e ficaram a saber as vantagens de consultar um dicionário. No fim da visita, sabiam que um quivi (“kiwi” em inglês e maori) não é só um fruto ou a planta que no-lo dá: é também uma ave em vias de extinção que os neozelandeses prezam muito, pois é o símbolo nacional do seu país, que fica do outro lado do mundo.
       Esperamos ver muitas vezes estes alunos na nossa escola, pois gostámos muito de os receber!

domingo, 2 de junho de 2013

OS DOZE ERROS MAIS COMUNS DOS ALUNOS NOS EXAMES

Se frequentas o 6.º ou o 9.º ano de escolaridade, estás a um passo de realizar exames. Por isso, aconselhamos-te vivamente a ler o texto que se segue, no qual Andreia Sanches, do Jornal "Público", apresenta os erros mais comuns dos alunos quando realizam exames.


Debitar uma resposta memorizada, em vez de apostar na capacidade de pensar pela própria cabeça, não é uma boa solução.
Peça-se num exame que os alunos identifiquem com um "v" de "verdadeiro" as afirmações, entre várias apresentadas numa lista, que sustentem uma determinada hipótese. E é quase certo que vários identificarão com um "v" todas as afirmações que consideram verdadeiras - independentemente de apoiarem ou não a hipótese apresentada. E assim se falha uma resposta. O exemplo serve para ilustrar um dos erros frequentes dos estudantes quando fazem exames: não lêem a pergunta até ao fim. Ganham minutos, mas perdem pontos.
A duas semanas de começarem os exames nacionais do básico e do secundário, pedimos a professores de diferentes áreas que nos ajudassem a fazer uma lista de erros frequentes. Alguns são fáceis de adivinhar. Outros, mais surpreendentes. Há quem aconselhe umas boas horas de desporto vigoroso na véspera da prova.

1. Não estudar com tempo 
É bom que cada um encontre a sua própria forma de optimizar o tempo de estudo e de ser eficaz, nota José Morgado, professor do Instituto Superior de Psicologia Aplicada. Mas a verdade é que o tempo que os alunos dedicam a preparar-se para as provas é, muitas vezes, insuficiente.
"Uma parte significativa não se prepara com a antecedência devida", diz Miguel Barros, vice-presidente da Associação de Professores de História (APH). Muitos deixam para a véspera das provas o estudo das matérias obrigatórias, continua Paula Gonçalves, professora de Filosofia e coordenadora do centro de explicações Ás de Saber. "Revelam um estudo pouco sistemático, mal organizado, sem a elaboração prévia de resumos, os quais, quando realizados ao longo do ano lectivo, simplificam muito a preparação mais específica e intensiva que antecede os exames", afirma.
O local de estudo também pode fazer a diferença. Miguel Barros nota que "muitos alunos não estudam em ambientes propícios à concentração - não desligam a televisão, a Internet ou os telemóveis, por exemplo".

2. Stress a mais 
"Quando iniciam o estudo, é frequente entrarem em pânico face à enormidade da tarefa, o que os leva a situações de stress e, no limite, ao uso de fármacos que, supostamente, os auxiliarão a concluir com sucesso o que se pretende", diz o dirigente da APH. Eis outro erro frequente. José Morgado sublinha a importância de se tentar "lidar de forma serena com a pressão ou expectativas que, muitas vezes, pais, professores ou os próprios colocam - e que, para alguns alunos, podem tornar-se parte do problema".
À medida que o exame se aproxima, os nervos aumentam. E, no dia da prova, ainda pior - sendo que, tendencialmente, os mais pequeninos são mais sensíveis, explica Fernando Nunes, ex-presidente da Associação de Professores de Matemática.
O excesso de tensão, diz este professor, é um grande inimigo. Leva os alunos a cometer erros, sobretudo se no exame se confrontam com algo "novo", uma pergunta feita de forma diferente daquela que é habitual, por exemplo. O último relatório disponível do Gabinete de Avaliação Educacional, sobre os exames, confirma esta ideia: em 2011, nos exames de Matemática do 9.º e do 12.º ano, por exemplo, os alunos revelaram dificuldades na interpretação de algumas questões, sobretudo quando estas envolviam "estratégias não habituais".

3. Ter excesso de confiança 
Muitos alunos consideram que não precisam de fazer uma preparação "mais específica e direccionada" para os exames porque julgam que já conhecem a matéria, diz Paula Gonçalves. Acham, portanto, que não precisam de praticar. Mas atenção ao excesso de confiança: "A realização contínua de exercícios permite fazer um levantamento dos próprios erros procurando superá-los e, além disso, obriga a analisar os critérios de correcção dos exames procurando responder à questão "em que é que eu não posso falhar?".

4. Ler só resumos 
Cada vez mais se nota que os alunos não lêem as obras integrais que são obrigatórias, notam alguns professores. Isto vale, nomeadamente, para quem está a preparar-se para o exame de Português. Os resumos das obras não chegam!

5. Ir de directa 
Ir para o exame com uma noite mal dormida é um erro frequente. "Metade da nota consegue-se com estudo, a outra metade com os neurónios em actividade máxima... o que implica uma cabeça fresca!", diz Paula Canha, professora de Biologia e Geologia. "Aconselho os meus alunos a praticarem desporto vigoroso no final do dia anterior ao exame, pelo menos oito horas de sono e uma refeição decente antes do exame. Assim, a concentração e a capacidade de raciocínio estarão no seu máximo."

6. Não ler as perguntas 
Até que chega aquele momento em que o professor distribui o exame. "Às vezes nem lêem o enunciado completo!" O desabafo é de Paula Canha, mas é partilhado por vários professores. "Dizem que a meio já achavam que tinham percebido o que era para responder, mas afinal... Exemplo: uma pergunta de V/F [Verdadeiro/Falso] em que é para indicar as afirmações que apoiam uma determinada hipótese. Eles partem do princípio que é para assinalar as frases como verdadeiras ou falsas, ignorando o segundo requisito do enunciado", continua a professora de Biologia.
Não dedicar o tempo necessário à leitura das perguntas leva a erros de interpretação, diz também Miguel Barros. Sem compreender bem o que é pedido, dificilmente se dá a resposta certa, e isto é verdade para todas as disciplinas, diz Paula Gonçalves.

7. Não planear as respostas 
Para além de compreender as perguntas é preciso "preparar e planear as respostas", diz José Morgado. "A resposta imediata pode ser desajustada ou "ao lado"." É importante avaliar o que é mesmo "essencial", referir e o que é "acessório" - sendo que o acessório também se pode incluir, e até pode ser relevante, em questões de "desenvolvimento".

8. Debitar o que se decorou 
"Muitos alunos desenvolvem na sua cabeça a resposta certa, mas como não confiam na sua capacidade de raciocínio, preferem procurar na memória alguma coisa que tenham ouvido na aula ou estudado no manual e que possa colar-se àquela situação", diz Paula Canha. Miguel Barros dá o exemplo do que se passa na sua área científica: "Apesar de nos exames de História se privilegiar a interpretação de fontes, devendo a informação recolhida nessas fontes ser integrada, de forma crítica, nas respostas, um número significativo de alunos continua a achar que o que interessa é "decorar a matéria" e "despejá-la" nas respostas. Isto dá origem a erros de análise - veem nas questões aquilo que querem ver, dando origem a respostas longas mas que ficam muito aquém daquilo que se pretende."

9. Não ser assertivo 
Ser objectivo e assertivo dá pontos, diz Paula Gonçalves. "Muitos alunos têm tendência para o excesso de informação numa resposta, tornando-a pouco assertiva. A objectividade é muito bem cotada num exame."

10. Não gerir o tempo 
O exame deve ser visto como um todo, diz Miguel Barros. Mas a maioria dos alunos não é assim que lida com o enunciado da prova. "Como não olham para o exame como um todo, mas antes como uma lista de questões, não planeiam com cuidado o tempo de que vão necessitar. Perdem, frequentemente, demasiado tempo com questões de nível mais elementar (do tipo refere, enumera...), que são menos pontuadas, acabando por não ter tempo suficiente para responder a questões mais complexas, que implicam uma maior reflexão."
Mas isto de gerir o tempo não é coisa fácil. Ficar "bloqueado" numa resposta que parece supercomplicada também pode acabar por significar que não se tem tempo para responder a outras eventualmente mais fáceis, lembra José Morgado.
Fernando Nunes lembra que o "tempo" não é, geralmente, um factor muito valorizado no processo de ensino-aprendizagem - mais cinco minutos, menos cinco minutos, o que interessa aos professores na sala de aula é que os jovens acabem por conseguir resolver o problema. No exame, tudo é diferente. Fica a sugestão: "Se acham que estão a levar demasiado tempo com uma pergunta que não estão a conseguir responder, passem para outra, porque elas não têm todas o mesmo grau de dificuldade."

11. Não rever as respostas 
É fundamental voltar a reler as respostas do exame para perceber se existe coerência no que foi exposto e poder detectar erros e falhas.

12. Não usar as tabelas 
Textos, tabelas, gráficos e exemplos não servem para embelezar o exame, diz Paula Gonçalves. Muitos alunos ignoram o recurso a estes documentos de apoio que constam de alguns enunciados e que muito podem valorizar uma resposta.

Depois de tão úteis conselhos, resta-nos desejar-te bom trabalho e boa sorte!


Fonte: http://www.publico.pt/destaque/jornal/os-12-erros-mais-comuns-que-os-alunos-cometem-26622029

sábado, 1 de junho de 2013

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA


    Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Dia Mundial da Criança não é só uma festa onde as crianças ganham presentes. É um dia em que se pensa nas centenas de crianças que continuam a sofrer de maus tratos, doenças, fome e discriminações (discriminação significa ser-se posto de lado por ser diferente).
     Sabias que o primeiro Dia Mundial da Criança foi criado em 1950?
    Tudo começou logo depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945. Muitos países da Europa, do Médio Oriente e da China entraram em crise, ou seja, não tinham boas condições de vida. As crianças desses países viviam muito mal porque não havia comida e os pais estavam mais preocupados em voltar à sua vida normal do que com a educação dos filhos. Alguns nem pais tinham! Como não tinham dinheiro, muitos pais tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, às vezes durante muitas horas e a fazer trabalhos muito duros.
    Sabias que mais de metade das crianças da Europa não sabia ler nem escrever? E também viviam em péssimas condições para a sua saúde.
     Em 1946, um grupo de países da ONU (Organização das Nações Unidas) começou a tentar resolver o problema. Foi assim que nasceu a UNICEF. 
     Mesmo assim, era difícil trabalhar para as crianças, uma vez que nem todos os países do mundo estavam interessados nos direitos da criança. Foi então que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo. Este dia foi comemorado pela primeira vez logo a 1 de Junho desse ano e, com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas, reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a: 
     - afecto, amor e compreensão; 
     - alimentação adequada; 
     - cuidados médicos; 
     - educação gratuita; 
     - protecção contra todas as formas de exploração; 
     - crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.
     Sabias que em só nove anos depois, em 1959, é que estes direitos das crianças passaram para o papel?   A 20 de Novembro desse ano, várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a "Declaração dos Direitos da Criança". Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz.
    Claro que os Dia Mundial da Criança foi muito importante para os direitos das crianças, mas, mesmo assim, esses direitos nem sempre são cumpridos. Assim, quando a "Declaração" fez 30 anos, em 1989, a ONU também aprovou a "Convenção sobre os Direitos da Criança", que é um documento muito completo (e comprido) com um conjunto de leis para protecção dos mais pequenos - tem 54 artigos!. (Clica AQUI para os leres.) Estão escritos de uma forma mais simples para tu os perceberes melhor. Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

RICARDO ARAÚJO PEREIRA VENCE O GRANDE PRÉMIO DA CRÓNICA

O Grande Prémio da Crónica, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores, foi atribuído, por unanimidade, a Ricardo Araújo Pereira, pelo livro Novas Crónicas da Boca do Inferno, uma coletânea das crónicas que semanalmente podemos ler na revista "Visão". 
Deixamos-te uma das suas crónicas, em que Ricardo Araújo Pereira nos fala de SMS, gramática, abreviaturas… tudo envolvido numa boa dose de humor e provocação!

Wook.pt - Novas Crónicas da Boca do Inferno

20 anos de SMS: k balanço?
O k de 'jokas' não revela uma preocupação com a economia dos carateres, mas sim com a introdução de um elemento de novidade
     Agora que passam 20 anos sobre o envio da primeira mensagem SMS, talvez seja tempo de avaliar o contributo que esta forma de comunicação tem dado à língua portuguesa. O silêncio que a academia tem mantido sobre o tema foi finalmente interrompido pela obra tá td? jokas - elementos de semântica do SMS, do prof. José Júlio Moreira (edições Linha Recta). A ideia central do estudo é a seguinte: a mensagem SMS é uma simplificação que complexifica, no sentido em que é constituída por abreviaturas de tal forma intrincadas que acabam por requerer, elas mesmas, descodificação. No entanto, esse fenómeno não constitui obstáculo à compreensão do texto. Como diz Moreira, "o excesso de simplificação da escrita obscurece o conteúdo da mensagem que é, felizmente, em geral, nenhum". (p. 9)
     Moreira dedica um capítulo à análise da expressão "tá td?", que dá o título ao livro (pp. 27 e seguintes). Regista duas contrações e uma omissão: a contração do verbo e do pronome, um reduzido à última sílaba e o outro expurgado de vogais; e a omissão do advérbio bem, que se subentende sem sequer ser assinalado por qualquer abreviatura. A este propósito, sente-se, Moreira experimenta um pequeno êxtase gramatical: "A falta do advérbio acrescenta um jogo de subentendidos entre emissor e receptor que tem interpretação múltipla. Que significa a desaparição do 'bem'? Que não há lugar para o bem naquela relação comunicativa? Ou, pelo contrário, que a presença do bem é tangível a ponto de ser desnecessário articulá-la verbalmente? Ou serão ambas verdadeiras, gerando uma tensão (inevitavelmente erótica) que a expressão 'jokas' parece confirmar?" (p. 41).
    Sobre "jokas", Moreira debruça-se no capítulo seguinte. Em primeiro lugar, nota que, naquela abreviatura de "beijocas", a introdução do k não contribui para a poupança de letras que caracteriza a maior parte destes textos, daí retirando as devidas conclusões: "O k de 'jokas' não revela uma preocupação com a economia dos caracteres, mas sim com a introdução de um elemento de novidade: o que se diz é que estas 'jokas' são diferentes de eventuais 'jocas'. Em que consiste essa diferença? Modernidade e exotismo são valores que nos ocorrem imediatamente, e parece ser esse o objectivo da utilização de letras de outros alfabetos." (p. 66).
     Deve fazer-se referência a um conceito interessante, avançado por Moreira: "A linguagem usada em sede de SMS revela, de um modo geral, aquilo a que poderíamos chamar 'literacia de chimpanzé', no sentido em que lança mão dos recursos de que um chimpanzé vagamente familiarizado com uma gramática também lançaria, como utilizar os sinais de pontuação para desenhar caras sorridentes ou tristonhas, por exemplo." (p. 81). Isto, sublinha Moreira, não passa de suposição, pelo menos até à altura em que o primeiro chimpanzé for vagamente familiarizado com uma gramática. Aguardemos.

Lê outras crónicas de Ricardo Araújo Pereira AQUI.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

DIA NACIONAL DA ENERGIA - EXPOSIÇÃO NA BIBLIOTECA

    Convida-se toda a comunidade educativa a visitar, amanhã de manhã, a exposição de trabalhos realizados pelos nossos alunos de 3.º ciclo, no âmbito disciplina de Ciências Físico-Químicas, e também por alunos das Escolas do 1.º Ciclo.
      O Dia Mundial da Energia – que se celebra a 29 de maio - foi criado com o objetivo de sensibilizar as  os líderes mundiais e os cidadãos em geral para a necessidade de poupança de energia e para a promoção das energias renováveis, mais amigas do ambiente, em substituição das energias fósseis, altamente poluentes e prejudiciais para a própria vida na Terra.

      Deixamos-te aqui uma pequena amostra dos trabalhos expostos:





terça-feira, 28 de maio de 2013

SPOKEN WORD - PALAVRA DITA E FEITA: SEMIFINAL NA NOSSA ESCOLA

     Pelo segundo ano consecutivo alunos e professores do agrupamento puderam assistir a uma sessão de poesia de palavras ditas e feitas por alunos de 8.º e 9.º anos, resultantes de uma trabalho criativo, exigente e também divertido, promovido pela Fundação EDP e dinamizado pelas Produções Fictícias.
       Foi no auditório da nossa escola que o António, o Nélson, o João, a Marta, o Miguel, a Luísa, o Carlos, a Eduarda, o André, a Diana, a Viviana, o Ricardo, o Marcos, a Aléxia e a Teresa exploraram aquilo que as palavras, gestualizadas ou pronunciadas, podem dizer e fazer.
       O resultado surpreendeu: textos muito interessantes, formas de os transmitir únicas.
      Nesta semifinal, aberta à comunidade educativa, um júri de quatro elementos escolheu os alunos que, no dia 6 de junho, irão representar a nossa escola na final, a decorrer no auditório da Fundação EDP, junto à Casa da Música: o António Vale venceu o primeiro nível; a Aléxia Simões e a Teresa Carvalho foram as vencedoras do nível 2.
       Na realidade, todos ganhámos, pois…

“A pontuação pouco conta quando a história condiz com quem a conta”.
                                                                                     Silva, o Sentinela


A apresentadora: Prof.ª Sónia Cruzeiro
Os participantes:
                                         









Outros vencedores
O António, vencedor da primeira etapa












O júri

O público

Para saberes quem é Silva, o Sentinela, clica AQUI! 


sexta-feira, 24 de maio de 2013

CONVITE LeV 2013

LeV 2013 - literatura em viagem: um programa a não perder!





Conferência inaugural 
Salão Nobre dos Paços do Concelho 
24 de maio | 21.30
Esta conferência inaugural será proferida por Jerónimo Pizarro e terá como tema Fernando Pessoa, cujos 125 anos sobre o nascimento se celebram em 2013. 
Após a conferência inaugural, haverá lugar a uma leitura encenada de alguns textos de Pessoa. 
25 maio 
Mesas
1. O ELOGIO DO IBERISMO 
Biblioteca Municipal Florbela Espanca 25 de maio | 11.00
A pujança de países sul-americanos, como o Brasil e a Colômbia, será um bom pretexto para reforçar os laços ibero-americanos? Podem Portugal e Espanha desenvolver uma estratégia conjunta de desenvolvimento com os países com que partilham o idioma? A que distância estamos de constituir a Jangada de Pedra de José Saramago?
Moderador: Joel Cleto.
Participantes: Pilar del Río, Jerónimo Pizarro, Valter Hugo Mãe e Alexandre Honrado.
2. PORTUGAL DO NOSSO DESCONTENTAMENTO 
Biblioteca Municipal Florbela Espanca 25 de maio | 15.30 
É este o país que esperamos? O que falhou nos últimos 40 anos? Neste debate pretende-se discutir, mais do que o papel dos políticos e dirigentes, os erros cometidos pela sociedade no seu todo. Há falta de comprometimento? Há uma cultura de desinteresse pela construção do país?
Moderador: Pedro Marques Lopes. Participantes: Eduardo Pitta, José Rentes de Carvalho, Francisco José Viegas e Pedro Vieira.
3. VIAGEM AO CENTRO DO FUTURO 
Biblioteca Municipal Florbela Espanca 25 de maio | 17.30 
Já fomos um país de comerciantes. Hoje as opiniões dividem-se entre sermos um país de turismo ou um país de serviços, havendo ainda quem defenda que podemos ser a Índia da Europa. O que esperar do nosso futuro, como nos podemos reinventar. Que papel terão a cultura e a literatura nesse futuro?
Moderador: Miguel Soares. Participantes: Júlio Magalhães, Afonso Cruz, Alberto Santos, Fernando Pinto do Amaral.
Homenagem a Carlos Tê: Benvindo sejas Carlos 
Biblioteca Municipal Florbela Espanca 25 de maio | 21.30 
O mote é dado pela canção «Benvinda sejas Maria». Será uma visita à vida e obra do poeta e letrista através de uma entrevista pontuada por momentos de música e intervenções de convidados que se cruzaram com Carlos Tê ao longo da sua carreira musical.
26 maio 
Mesas 
4. A LÍNGUA PORTUGUESA É UMA FESTA 
Biblioteca Municipal Florbela Espanca 26 de maio | 15.30 
Com a descolonização, Portugal virou as costas ao espaço lusófono. Com a Europa em ruínas e o Brasil em franco desenvolvimento, estamos a redescobrir a importância da língua portuguesa. Terá Portugal humildade para ser o copiloto do Brasil? Qual deve ser o nosso papel numa política global da língua?
Participantes: João Luís Barreto Guimarães, Carla Maia de Almeida, Onésimo Teotónio de Almeida e Teolinda Gersão.
5. A EUROPA EM TEMPOS DE CÓLERA 
Biblioteca Municipal Florbela Espanca 26 de maio | 17.30
Os períodos de crise profunda na Europa geraram graves conflitos. Poderemos estar na antecâmara de um conflito Norte/Sul? Estamos a assistir ao fim do sonho europeu? A falta de solidariedade entre os estados é só fruto de um contexto económico-financeiro ou é uma profunda questão cultural?
Moderador: Luís Caetano.
Participantes: Christiane Rösinger, Lucian Vasilescu, Manuel Jorge Marmelo, Nuno Camarneiro e Miguel Miranda.
Atividades Paralelas Levezinho; Exposições; Lounge; Feira do Livro

quinta-feira, 23 de maio de 2013

LEMBRANDO AS CEREJAS...


No mês em que se comem as cerejas ao borralho, não poderíamos esquecer estes frutos rubramente deliciosos.
Lembramo-las com palavras e imagens. Saboreia-as!



Não quero escrever muito. Não é preciso. Já disse algumas vezes que estou deixando de falar. E também de ouvir. E também de pensar. E de vez em quando uso óculos totalmente escuros para não ver nada. Mas no pouco que quero escrever […], lembro das cerejas de Portugal, aquelas que as mulheres nas aldeias colhem na hora, lavam e entregam. Já comprei cerejas assim muitas vezes em vários locais de Portugal, quase sempre nas montanhas. Tenho na boca o gosto dessas cerejas, o vermelho das amoras, esse gosto que permanece, que parece ficar para sempre. Sinto assim especialmente agora, quando sinto que todas as coisas passaram sem que eu percebesse. Sinto agora esse gosto de amora, das avelãs da minha tia Lourdes, poeta de versos sacros, todos feitos para Deus. Sempre que a vejo, ainda hoje, ela me dá avelãs. Guardo o gosto das avelãs, o gosto das amoras, o gosto das cerejas, aquelas mulheres das montanhas com um lenço na cabeça, que vendem cerejas colhidas na hora e cantam canções das mais lindas que ouvi até hoje, porque são canções da terra, com gosto de chuva, com gosto do amor, um amor de vinho e azeite. Depois as ruas onde andou Fernando pessoa, a mesa em que lia o jornal, o balcão onde tomava o seu café. Não quero escrever muito, apenas o suficiente para lembrar. As coisas passaram para sempre. Estão distantes, numa memória que se apaga. Eu estou ausente de mim.

Álvaro Alves Faria, jornalista, poeta, ensaísta e tradutor brasileiro

segunda-feira, 20 de maio de 2013

LIVRES COMO LIVROS NA BMAG

     Realiza-se amanhã, dia 21 de maio, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett,  mais uma conferência subordinada ao tema "Os livros da minha vida": Álvaro Magalhães falará de Joana-Puff e de O país das pessoas de pernas para o ar. Paulo Cunha e Silva elegeu O Mapa e o Território.
     A não perder!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O QUE É A FELICIDADE?

  
      
    O que é a felicidade? Será, como diz a velha cantiga, ter “saúde, dinheiro e amor”? 
    De facto, não podemos negar que estas três coisas são muito importantes, mas não necessariamente por esta ordem. 
    No entanto, a felicidade também é feita de outras pequeninas GRANDES coisas: ler um bom livro aninhado(a) num sofá, assistir a um bom espetáculo, jantar com amigos, apanhar flores silvestres,  ou não fazer absolutamente nada… eis algumas das coisas que nos poderão fazer felizes. 
     Mas há muitas outras pequenas GRANDES coisas que nos fazem felizes. 
     Queres saber quais? 
   Lê AQUI o “Felicidário”, uma iniciativa do jornal PÚBLICO em parceria com a associação “Encontrar+se”, onde, dia a dia, são apresentadas propostas para sermos felizes, quer tenhamos 65 quer tenhamos 15 anos.
      Em português e em inglês!

   

quinta-feira, 16 de maio de 2013

ENCONTRO DE LITERATURA INFANTO-JUVENIL NA BMAG

       Decorrerá,   amanhã  e  depois  - 17 e 18 de maio,  o  4.º  encontro  de  Literatura  Infanto-Juvenil na  Biblioteca Municipal Almeida Garrett.
     A par de diversas comunicações que versarão sobre obras de autores consagrados e também sobre a ilustração, poderá ser vista a exposição "Peter Pan e a Terra do Nunca", onde 21 ilustradores revelam a sua visão sobre o imaginário da personagem Peter Pan.