segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

DIFICULDADES EM DECORAR A ÁRVORE DE NATAL? A MATEMÁTICA (TAMBÉM) AJUDA!


     

      Convenhamos que sem árvore de Natal a nossa casa fica menos luminosa, menos  acolhedora. Sente-se  a  falta  de  algo,  não é? Será o espírito do Natal? Será a luz e o brilho, que contrastam com o negrume das noites de inverno?
    Mas que enfeites utilizar para decorar uma árvore de Natal? Quantos utilizar para que a árvore fique esplendorosa? 
      Se estás com dificuldade em decorar a árvore de Natal, talvez seja  interessante que saibas que dois alunos da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, desvendaram o segredo para a decoração perfeita de uma árvore de Natal. Fica a saber como em http://p3.publico.pt/actualidade/ciencia/5780/dificuldades-em-decorar-arvore-de-natal-matematica-ajuda, onde encontras informações sobre este tema. 
      Já agora, em tempos de crise, que tal fazeres tu os enfeites da tua árvore? E que tal fazeres uma grinalda de Natal, ou “guirlanda” no português do Brasil? Falta de ideias? Isso é o que não falta na internet, algumas bem interessantes! Vê, alguns exemplos aqui, e também aqui.


     Mais importante ainda: como terá surgido a tradição de enfeitar a árvore de natal? Sophia de Mello Breyner Andresen apresenta-nos uma "hipótese" em O Cavaleiro da Dinamarca, uma história maravilhosa que encantará toda a família.
URL da imagem: http://paginadacultura.com.br/br/wp-content/
uploads/2011/12/arvore-de-natal-de-livros-III.jpg

sábado, 15 de dezembro de 2012

RICHARD ZENITH VENCE PRÉMIO PESSOA 2012



         Depois de ter vivido na Colômbia, no Brasil e em França, Richard Zenith,  investigador americano nascido em Washington DC e licenciado em letras pela University of Virginia, veio para Portugal, onde vive há vinte e cinco anos, tendo-se tornado cidadão português há cinco anos, “por dedicação e louvor a uma obra, a de Fernando Pessoa, uma literatura, a nossa, e uma língua, a portuguesa", como explicou Pinto Balsemão, quando anunciou o prémio no Palácio de Seteais, em Sintra.
     Quando aportou no nosso país, Richard Zenith era movido pelo objetivo de estudar a lírica trovadoresca, isto é, as cantigas de amigo, de amor e de escárnio e maldizer – poesia medieval (guardada em três cancioneiros - o Cancioneiro da Ajuda, o Cancioneiro da Biblioteca Nacional e o Cancioneiro da Vaticana - ver aqui), que irás estudar no ensino secundário.
       No entanto, apaixonou-se pela obra do grande poeta Fernando Pessoa: traduziu-a e atualmente encontra-se a escrever uma biografia do poeta que criou usando nomes diversos (os seus heterónimos), sobre assuntos díspares.
         Damos os parabéns a Richard Zenith, e deixamos-te aqui dois poemas de Fernando Pessoa cujo tema é o Natal.

         O NATAL POR FERNANDO PESSOA
       
          Natal… Na província neva.
          Nos lares aconchegados,
          Um sentimento conserva
          Os sentimentos passados.

          Coração oposto ao mundo,
          Como a família é verdade !
          Meu pensamento é profundo,
          Estou só e sonho saudade.

          E como é branca de graça
          A paisagem que não sei,
          Vista de trás da vidraça
          Do lar que nunca terei !



                                     
               Chove. É dia de Natal.
               Lá para o Norte é melhor:
               Há a neve que faz mal,
               E o frio que ainda é pior.

                              E toda a gente é contente
                              Porque é dia de o ficar.
                              Chove no Natal presente.
                              Antes isso que nevar.
  
                                              Pois apesar de ser esse
                                              O Natal da convenção,
                                              Quando o corpo me arrefece
                                              Tenho o frio e Natal não.

                                                         Deixo sentir a quem quadra
                                                         E o Natal a quem o fez,
                                                         Pois se escrevo ainda outra quadra
                                                         Fico gelado dos pés.              


Para saberes mais sobre Richard Zenith e sobre Fernando pessoa, clica nos seus nomes.                                                                                                                                                 

OS NOSSOS LIVROS TAMBÉM FALAM DO NATAL!





Agora que as férias de Natal já começaram, convidamos-te a ler um livro, ou um simples texto acerca desta altura do ano, que é cheia de poesia e de arte.

Temos na nossa biblioteca, entre outros livros:

  • A Christmas Carol de Charles Dickens (1812-1870), em várias versões – mais ou menos ilustradas, integrais umas e abreviadas outras. Uma delas, muito especial, pois foi oferecida pelo grupo de docentes de Inglês, embrulhadinha no espírito de Natal passado, presente e futuro. Um Conto de Natal - A Christmas Carol - do britânico Charles Dickens, está, certamente, entre as histórias mais difundidas da literatura ocidental. O enredo  traz-nos a figura de Scrooge, um rabugento homem de negócios de Londres, sovina e solitário, que não demonstra um pingo de bons sentimentos e compaixão para com os outros. Não deixa que ninguém rompa a sua carapaça e preocupa-se apenas com seus lucros. No frio natalício, ele é visitado pelo fantasma de Marley, seu sócio, morto há algum tempo e esta visita muda a sua vida.
  • Natal… Natais, uma antologia de Vasco Graça Moura que concentra oito séculos de poesia sobre o Natal. Inicia-se com Afonso X, o Sábio, cujas Cantigas de Santa Maria foram escritas em galego-português no século XIII, e termina com Rui Lage e Pedro Sena-Lino, poetas que começaram a publicar em livro em 2002 e 2005, respectivamente. Inclui 202 textos de 130 poetas.
  • PORTO: O Livro do Natal, de Hélder Pacheco, que nos dá a conhecer lugares e tradições natalícias da nossa cidade.
  • Fantasmas para o Natal, uma coletânea de contos prefaciada por Richard Dalby. Arrepiante!!!
  • A Noite de Natal, de Sophia de Mello Breyner Andresen, uma obra que realça os valores da amizade e da partilha.
  • Natal de Encantar, de Marta Cancela – com poemas, contos, canções, receitas e atividades de Natal. 
  • Feliz Natal, Pequeno Rei, de Harmut Bieber, uma estória sobre o amor, a saudade e sobre as "pequenas" maravilhas do Natal.
  • Conto "Natal", in Novos Contos da Montanha, de Miguel Torga. Uma história comovente.
  • O Horrível Natal, de Terry Deary, que, como todos os livros da coleção História Horrível, é de "partir o caco" a rir!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

UM PRESENTE: UM CONTO DE NATAL

     Após três meses de aulas, chegaram as tão aguardadas férias de Natal. Na escola, na ludoteca e na biblioteca, as decorações natalícias lembram-nos que esta é uma época especial. Na cantina, mesmo ali ao lado, há rabanadas. O cheirinho não engana. Apetece saborear uma: a primeira rabanada do ano é sempre a mais apetecida.
     Este é também tempo de presentes. Mas um presente não necessita de vir embrulhado em papel brilhante e colorido. Pode ser um gesto, uma palavra, um texto. Por isso, deixamos-te aqui o primeiro presente de Natal: um conto. Saboreia-o!



UM CONTO DE NATAL

     O inverno já se fazia sentir. O vento soprava com força e as nuvens escuras eram presságio de chuva. Talvez por isso, mais ninguém se encontrava ali, à beira-mar. Já ali tinha estado no dia anterior e no dia antes desse. As ondas batiam com violência nas rochas e chapinavam-me a cara. Mas a ansiedade era tanta que não podia desistir ... e olhava naquela imensidão de água ... e esperava. Todos os sonhos de prendas de Natal, a carta que escrevi ao Pai Natal, nada disso era agora importante. Apesar de ser véspera de Natal, as notícias que aguardava eram bem diferentes.
     Tudo acontecera três dias antes quando o meu pai e os meus irmãos sairam no barco para a pesca. Como de costume fizeram-se ao mar de madrugada, com o barco vazio mas cheio de esperança numa pescaria que pudesse trazer algum conforto para a família. Prometeram estar de regresso no dia seguinte, mas não chegaram. Nem no dia a seguir. Foi nessa altura que um oficial da marinha veio lá a casa informar que a embarcação tinha sido dada como desaparecida, pois não conseguiam comunicar desde a sua partida. A minha mãe nem queria acreditar e passou toda a noite a chorar.
     Resolvi desligar as luzes da árvore de Natal. Apenas um vela junto à janela permanecia acesa, dia e noite. Sei que por ter apenas dez anos, os mais velhos pensam que não nos apercebemos destas coisas, mas estava triste, muito triste ...
      Continuei a olhar a imensidão do mar.
     Quando chegou a noite deixei de ver os barcos ao longe e decidi regressar a casa. A minha mãe não tinha feito as rabanadas, não havia bolo rei nem pão de ló, nem queijo, nem bacalhau com batatas, nem ovos, nem sumo, nem presentes junto ao pinheiro. Mas nada disso era importante e acabamos por adormecer no sofá, as luzes apagadas e apenas com uma vela acesa junto à janela.
      De repente, acordamos com um enorme estrondo. Como estava a dormir nem me apercebi do que se passava. Saltamos do sofá e vimos que estava alguém a bater à porta. A minha mãe correu para a abrir e o meu pai e os meus irmãos entraram a correr pela casa e abraçaram-nos com tanta força que até faltava o ar. Tinham estado perdidos no mar mas foram salvos pela Guarda Costeira, que os trouxe de regresso a terra. Após a grande confusão que se gerou, todos nos sentamos à mesa. Conversámos toda a noite cheios de felicidade por estarmos todos juntos. E os presentes? Tudo o que mais desejava já estava ali comigo, no conforto da nossa casa.
      Afinal, este Natal não fiquei zangado por não receber presentes.
Texto de autor anónimo
Ilustração da Prof.ª Cristina Brás

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O NATAL ESPREITA NAS NOSSAS REVISTAS!


       Finalmente  as  férias de Natal estão a chegar! Natal  sem presépio não seria Natal!  Férias sem revistas repletas  de  novidades  não seriam  férias… Talvez  por isso, chegaram  as  nossas  revistas preferidas, já à espera da nossa espreitadela gulosa, na Biblioteca.
     A Visão Júnior, com ideias de prendas para fazermos nós próprios, enfeites originais, artigos sobre animais, cinema e muitos outros assuntos divertidos. Traz ainda um trabalho sobre os Irmãos Grimm, os famosos autores de contos de fadas.
     A National Geographic espanta-nos sempre com as excelentes reportagens fotográficas. Só vendo mesmo! A história da borboleta que precisa de uma planta e de uma formiga para se metamorfosear, as descobertas de um cientista sobre as árvores maiores do mundo (as sequóias), o papel dos xamãs na cura dos corpos e das mentes na Mongólia e o perigo do charlatanismo, as chamadas “aves do Paraíso”, Os Vikings e os Nativos Americanos, a beleza das folhas secas, o perigo da libertação exagerada de gás natural no aquecimento do planeta Terra e outros pequenos grandes assuntos.
     A Superinteressante que, para além de muitas, muitas novidades, traz uma reportagem sobre os fetos (plantas antiquíssimas que assistiram ao aparecimento e à extinção dos dinossauros), com especial referência a espécies raras só existentes em Portugal e boas notícias sobre o temido fim do mundo (que afinal não é para já…!).
Texto da Prof.ª Fátima Neto
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O QUE FAZEM OS LIVROS QUANDO DORMIMOS?

     O que fazem os livros quando estamos a dormir? Já algumas vez pensaste nisso? Será que os livros têm vida própria? 
    Os alunos do 6.º F foram desafiados a refletir sobre estas questões. Eis as respostas do Rúben e da Mariana:

O que fazem os livros quando nós dormimos?



     O que fazem os livros quando nós dormimos?
     Eu tenho livros de todos os tamanhos e género, grandes, pequenos, velhos e novos, de aventura, romances, contos e mais e mais.
     Para mim ler é muito importante. Mas já há algum tempo que uma dúvida me persegue e para a qual ainda não tenho a resposta certa. O que fazem os livros quando nós dormimos? Será que brincam? Será que contam histórias uns aos outros? Será que me veem dormir? Será que os livros de terror brincam a assustar os livros de amor?
     Será que fazem grandes festas? Comem sandes de letras e bebem sumos com sabor a tinta vermelha, dançam abanando a lombada. Chamam os seus avós enciclopédias para dançarem com eles.
Será que afinal nada disto acontece e ficam simplesmente à espera que eu acorde para olhar para eles e pensar : “Eu sei o que vocês fazem quando eu estou a dormir...”.
Rúben nº 18 Turma 6º F



     Quando a luz se apaga e tudo fica em silêncio, as crianças fecham os olhos e adormecem profundamente num sono leve e tranquilo.
      Nesse momento, todos os livros saem das prateleiras e começam a conversar uns com os outros. Falam baixinho de um livro novo que chegou durante o dia. Estão curiosos, não sabem nada sobre ele. Uns dizem que deve ser um livro de aventura, outros dizem... não, não, é um livro de poesia. Esta manhã, ouvimos a menina a pedir à mãe um livro de poesia, deve ser ele.
      O livro novo sentia-se triste e assustado, não conhecia ninguém e nunca tinha sido lido. Quando um livro não é lido sente-se excluído e envergonhado, como se não tivesse nenhum amigo na sua nova morada.
      No entanto, os outros livros ganharam coragem e foram ter com ele para saberem como se chamava. O livro, muito envergonhado, disse que era um “livro incompleto”, porque tinha todas as suas páginas em branco. Os outros livros olharam uns para os outros e gritaram ao mesmo tempo,” é um livro de escrita”, as letras que lá apareceriam iriam depender da imaginação do seu dono. Ele ficou felicíssimo, já sabia quem era, um livro muito especial.
     Quando nós dormimos, os livros têm vida e falam entre eles, como são tratados, como são acarinhados e por vezes mal tratados. Temos de cuidar dos nossos livros pois em alguns momentos podem ser os nossos melhores amigos.
Mariana Alves, nº 15, Turma 6º F

Ilustrações de Cristina Brás
(Prof.ª de Educação Visual)

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

BACH E STRAUSS NA ALFÂNDEGA, COM SUZANNA E ISOLDA LIDEGRAN


Agrada-nos imenso divulgar o...

CONCERTO DE NATAL 
“Sem Mãe não há Natal” 

...promovido pela Associação para o Museu dos Transportes e Comunicações, que decorrerá amanhã, dia 12 de Dezembro, pelas 21:30 horas na Sala do Arquivo da Alfândega do Porto.
Suzanna Lidegran (violino) e Isolda Lidegran (violino), acompanhadas pela Orquestra do Norte, dirigida por José Ferreira Lobo, executarão Johann Sebastian Bach e Johann Strauss II, de acordo com o programa seguinte:

  • Johann Sebastian Bach – Concerto para dois violinos em Ré menor, BWV 1043 
  • Johann Strauss II – O Morcego, Abertura 
  • Johann Strauss II – Contos dos Bosques de Viena, Op.325 
  • Johann Strauss II – Uma Noite em Veneza, Abertura 
  • Johann Strauss II – 1001 Noites, Intermezzo 
  • Johann Strauss II – Trish Trash Polka, Op.214 

Nota: A entrada é livre, ainda que sujeita a marcação prévia para o número 223403044!

Para saberes mais sobre Johann Sebastian Bach e Johann Strauss II, clica nos nomes de ambos os compositores. 


URL da imagem: https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9Gc
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EXPOSIÇÃO: "QUANDO COMEÇA O SÉCULO XIX?"



Informa-se a comunidade educativa de que  estará patente até amanhã,  na Biblioteca desta Escola, uma exposição de trabalhos de alunos do 6.º A, 6.º B e 6.º E, subordinada ao tema "Portugal no Início do Século XIX".

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

ADA BYRON, CONDESSA DE LOVELACE: A MULHER A QUEM A MATEMÁTICA DEU ASAS


        Celebra-se hoje, dia 10 de dezembro, o nascimento de Ada Lovelace, considerada a responsável por criar o primeiro programa de computador conhecido no mundo, algoritmos para cálculos usados na máquina analítica de Charles Babbage. Ela, portanto, entrou para a história da computação como sendo a primeira programadora de computadores de que há notícia.
        Ada, filha do grande poeta Lord Byron e de Anne Isabelle Milbanke, nasceu em Londres, em 1815 e faleceu na capital britânica em 1852. Desde cedo, sobre a influência de sua mãe, Ada teve tutores em matemática e música e, desde os 17 anos, evidenciou grande interesse pela matemática, pela lógica e pelo conhecimento em geral, contrariando a tendência de uma época em que as mulheres não eram ainda bem vistas nos meios intelectuais.
       Casada com o conde William King e mãe de três crianças, Ada Lovelace gostava de ser conhecida como “an Analyst (& Metaphysician)" e conviveu com matemáticos célebres, como Charles Babbage ou Luigi Menebrea. Foi a partir da colaboração com estes cientistas que Ada Lovelace desenvolveu o primeiro algoritmo destinado ao processamento por uma máquina. É por esta razão que Ada é conhecida como a primeira programadora informática e os seus estudos são também precursores da música gerada por computador.
      Em sua honra, o Departamento da Defesa dos E.U.A. designou a sua linguagem informática como “Ada” em 1980, e, no dia 16 de outubro de 2012, celebrou-se o Dia de Ada Lovelace, visando salientar o papel desempenhado pelas mulheres na ciência, na tecnologia, na engenharia e na matemática (STEM).

Máquina Analítica de Charles Babbage

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

OSCAR NIEMEYER: PARTIDA DE UM GÉNIO DA ARQUITETURA




   Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares, um dos maiores génios da arquitetura contemporânea, deixou-nos hoje, aos 104 anos.
      Niemeyer, que projetou a cidade de Brasília, atual capital do Brasil, entre muitos outros edifícios em diversas cidades brasileiras, defendia que nas faculdades de arquitetura deveria ser estudada a literatura e a filosofia, uma vez que considerava que os arquitetos devem conhecer bem o ser humano.
      Sem dúvida, um Homem invulgar, a quem prestamos homenagem.

Museu Oscar Niemeyer projetado pelo genial arquiteto

Para saberes mais sobre o génio e a sua obra:



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

ANA LUÍSA AMARAL: “O ESPANTO COM AS PALAVRAS ACONTECEU-ME”


  
   Gosta de todos os temas: qualquer tema pode estar na génese de um poema seu, desde o amor, ao leite-creme ou a uma simples ervilha… Gosta de viver junto ao mar, de conversar, de estar com os amigos, de cinema. Prefere a poesia à prosa e até a sua prosa é poética. Gosta de ler, embora não tenha nascido numa casa de grandes bibliotecas: sua mãe gostava de policiais e seu pai lia muito sobre engenharia. Já a sua tia, Luísa Amaral, que também escrevia poesia, foi uma influência muito importante.
     Ana Luísa Amaral gosta da música das palavras! Primeiro encantou-se com as palavras: o espanto com as palavras aconteceu-lhe muito cedo. Depois contactou com muitos autores através das seletas da escola. Mais tarde encontrou-se com O Cavaleiro da Dinamarca de Sophia de Mello Breyner Andresen. Um encontro muito forte. Maravilhoso!
     Ana Luísa Amaral lê muito, há muito tempo, escritores lusos e também estrangeiros, fruto da sua atividade de docente na FLUP. Como afirma, "o escritor é sempre um leitor e precisa sempre de ler o que os outros escrevem para encontrar a sua própria voz. Ler cria-nos mundos diferentes. A literatura, como toda a arte, é fundamental!"

Reportagem fotográfica de um encontro invulgar: imagens, sons e silêncios na diferença de COMO TU!

O Dr. Emídio Isaias e a Dr.ª Paula Aires deram
as boas-vindas a Ana Luísa Amaral.
Alunos do 5.º B leram poemas de COMO TU, sob o olhar atento da  autora.

A Dr.ª Elsa Silva leu um poema...



... e alguns alunos da nossa comunidade surda acompanharam-na.


Alunos ouvintes também leram...

... e houve tradução simultânea!





A poetisa leu e os alunos do 5.º A dramatizaram.
Encanto!


 Depois foi a vez das perguntas, das respostas e dos desafios...
















A Inês assistiu a tudo via Skipe!
Por último? Os autógrafos!

E ainda outro poema de Ana Luísa Amaral:


VISITAÇÕES, OU POEMA QUE SE DIZ MANSO 

De mansinho ela entrou, a minha filha. 

A madrugada entrava como ela, mas não 
tão de mansinho. Os pés descalços, 
de ruído menor que o do meu lápis 
e um riso bem maior que o dos meus versos. 

Sentou-se no meu colo, de mansinho. 
O poema invadia como ela, mas não 
tão mansamente, não com esta exigência
 tão mansinha. Como um ladrão furtivo,
 a minha filha roubou-me a inspiração, 
versos quase chegados, quase meus. 

E mansamente aqui adormeceu, 
feliz pelo seu crime.