terça-feira, 31 de janeiro de 2012

OS DEZ MAIORES MITOS DA LÍNGUA PORTUGUESA

Diz-se "ovelha ranhosa" ou "ovelha ronhosa"?
"Comprei vários DVD's" ou "Comprei vários DVD"?
Esclarece esta e outras dúvidas no filme que se segue!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

INÊS COSTA: A MELHOR LEITORA DO 1.º PERÍODO

     Será que ler 26 livros em três meses é impossível? Não, não é! E a prová-lo está a Inês Costa, uma leitora compulsiva do 6.º E.
     Falamos com esta grande leitora, que nos deu muito boas razões para ler.

ADORO LER!

     Ler é o meu passatempo preferido: passo a maior parte dos tempos livres a ler, pois um livro faz-me abstrair de tudo. Enquanto leio, posso ir a qualquer lugar sem sair do sítio onde estou.
     Quando estou a ler, parece que entro dentro da história e vejo as personagens a falarem... a fazerem tudo.    Também posso atravessar rios perigosos, escalar uma montanha, observar uma descoberta, nadar em águas quentes, andar no deserto... Todos os cenários são possíveis, dependendo do tipo de história que estou a ler em cada momento.
     Se for uma aventura, enfrentamos ladrões, testemunhamos actos horríveis, saltamos precipícios... vivemos mil aventuras!
     Se for um livro de terror, vemos criaturas horrorosas, animais mutantes... tudo o que existe de horrível para assustar o leitor!
     Já num conto de fadas, todos os finais são felizes!
    E com tudo isto só posso chegar a uma conclusão: podemos ler muitos tipos de histórias, mas todas são engraçadas à sua maneira e aprendemos sempre algo de novo com cada uma delas.
Inês Costa, 6.º E

OS NOSSOS MELHORES LEITORES!

     Ao longo do primeiro período, muitos foram os alunos que requisitaram livros para leitura domiciliária na nossa biblioteca.
     São estes os alunos que mais livros requisitaram:
          1.º lugar – Inês Costa, 6.º E - 26 livros
          2.º lugar – Matilde Abreu, 5.º B – 14 livros
          3.º lugar ex æquo, com 8 livros
               - Ana Catarina Monteiro, 5.º B
               - Rúben Filipe Silva, 5.º B
          4.º lugar – Marcos Domingues, 8.º A – 7 livros
          5.º lugar – Alberto Martins, 6.º H – 6 livros
          6.º lugar ex æquo, com 5 livros
               - Abraão Azevedo, 5.º B
               - Sandra Moreira, 5.º D
               - Sofia Costa, 5.º D
               - Ana Maria Marques, 6.º D
               - Guadalupe Assunção Pereira, 7.º A
               - Nélson Tavares, 8.º S
     Estão todos de parabéns!
     Parabéns também ao 5.º B, turma que mais livros requisitou!

domingo, 29 de janeiro de 2012

ARISTIDES DE SOUSA MENDES

Sabes quem foi Aristides de Sousa Mendes? 
Como vale a pena conhecer este herói português, lê o texto que se segue!


ARISTIDES DE SOUSA MENDES (1885-1954)
O HOMEM QUE FICOU SEM SONO
OU A HISTÓRIA DE UM HERÓI CONTADA EM PORTUGUÊS
     Era uma vez um homem que um dia ficou sem sono. Queria dormir, mas não conseguia, apesar de sempre ter dormido bem. Quando fechava os olhos, não lhe saía da cabeça a tristeza que havia no olhar das crianças que se apinhavam junto da porta da casa onde morava e trabalhava. Era um homem bom que gostava do que fazia e que fora educado para obedecer às ordens dos seus superiores, estivesse onde estivesse. Nunca lhe passara sequer pela cabeça a possibilidade de um dia vir a infringir essa regra.
     Esta história é verdadeira e aconteceu poucos dias antes de começar o Verão do ano de 1940. Ainda há muita gente viva que se lembra bem desse homem e daquilo que ele fez, deixando de pensar em si e pensando nos outros e na sua salvação. O homem era diplomata e nascera no norte de Portugal. Chamava-se Aristides de Sousa Mendes, era casado e tinha vários filhos. A sua carreira como cônsul levou-o até à cidade francesa de Bordéus, onde lhe chegaram as primeiras notícias do começo da Segunda Guerra Mundial quando as tropas alemãs atacaram a Polónia e a Inglaterra se opôs a essa agressão, em defesa da liberdade e da democracia, declarando que faria frente, pelas armas, aos agressores.
     O homem era pessoa de bem e defensor da paz. Não podia aceitar a ideia de que alguém pudesse ser perseguido, torturado e morto só por ter ideias políticas diferentes ou outra religião. Fora educado para a tolerância e por isso respeitava os direitos dos outros. À medida que as tropas alemãs invadiam países como a Bélgica ou a Holanda e se aproximavam da fronteira francesa, iam chegando a Bordéus refugiados das nações ocupadas, em busca de um visto no passaporte que lhes permitisse chegar a Espanha e depois a Portugal, apanhando mais tarde, em Lisboa, um barco ou um avião que os levasse para países como os Estados Unidos da América, o Brasil ou a Argentina, onde não havia guerra. Portugal e Espanha, governados por ditadores como Hitler, o senhor da Alemanha, não tinham entrado na guerra e iriam manter-se à margem dela, embora durante muito tempo tenham estado ao lado dos alemães e do que eles representavam.
     O homem queria dormir, mas não era capaz. Ecoavam-lhe na cabeça as vozes das crianças que sofriam de fome e de sede e que, lembrando-lhe os seus filhos, tinham o direito de viver e de crescer em liberdade. De Lisboa, o cônsul português recebera ordens muito rigorosas no sentido de não deixar chegar refugiados a Portugal. Pensou e voltou a pensar, consultou a mulher e escreveu uma longa carta aos filhos explicando o que tencionava fazer e as razões dessa opção. Espreitou pela janela e viu nos olhos das crianças um sorriso fugidio que representava a última réstia de esperança. Por elas valeria a pena arriscar. Por elas e pelos princípios que defendia. Foi assim que a palavra «desobediência» entrou definitivamente no seu vocabulário. Mandou abrir as portas do Consulado de Portugal e forneceu aos funcionários carimbos e selos brancos para poderem emitir o maior número de vistos possível. A partir desse momento seria uma batalha sem tréguas contra o tempo. Cada minuto contava. Cada dia parecia uma eternidade.
     Durante três dias não houve descanso para ninguém dentro do Consulado, e ainda sobrou tempo para se dar água e comida àqueles que esperavam à porta em intermináveis filas, com a esperança de que o pesadelo por fim terminasse. Pela rádio chegavam notícias da rendição da França, o que significava que já faltava muito pouco para que as tropas de Hitler chegassem também a Bordéus, perseguindo e prendendo judeus e opositores políticos ao regime nazi. Era preciso actuar ainda mais depressa. O cônsul conseguiu arranjar tempo para ir às cidades de Bayonne e Hendaye onde havia um grande número de refugiados tentando passar a fronteira em direcção a Espanha. Aristides de Sousa Mendes sabia que o desrespeito pelas ordens de Lisboa teria consequências dramáticas para o seu futuro e da sua família. Ainda assim, não recuou. Sabia que a razão estava do seu lado e não estava disposto a abdicar dessa razão, que correspondia à salvação de milhares de vidas.
     — Mãe, tenho fome e sede e quero sair deste sítio — dizia a menina austríaca para a mãe pálida e exausta.
     — Talvez amanhã de manhã já possamos estar a caminho da liberdade, porque há ali dentro um homem bom que nos quer ajudar.
     O homem não se deixou vencer pelo cansaço, pelo sono, pela fome ou pela sede. A vida dos outros estava primeiro. Se eles tinham pressa, a sua conseguia ser ainda maior. No Consulado, houve quem o avisasse: «O senhor bem sabe o que lhe pode acontecer!» 
      Mas ele não quis saber e continuou a passar vistos, perdendo a conta às pessoas que já tinha conseguido salvar.     
     Terão sido dez mil, quinze mil ou trinta mil? Não se sabe ao certo. Sabe-se sim que chegaram a Lisboa e que depois foram encaminhados para o Estoril, para a Ericeira, para a Figueira da Foz ou para as Caldas da Rainha. Mais tarde, a maioria conseguiu partir para países onde havia liberdade. Alguns voltaram depois do final da guerra às suas terras, outros nunca mais as quiseram ver porque não conseguiram esquecer as horas de sofrimento e perda.
     Três dias bastaram para que o cônsul Aristides de Sousa Mendes abrisse a milhares de refugiados as portas para a liberdade, desobedecendo a Salazar e ao regime que ele dirigia. Por isso foi prontamente banido da carreira diplomática e proibido de exercer qualquer actividade profissional, morrendo na miséria em 1954, com os filhos dispersos por países como os Estados Unidos, onde puderam estudar e seguir as suas carreiras. Num dia quente de Junho de 1940, no Rossio, em Lisboa, um menino de cabelo loiro perguntou aos pais, enquanto estes procuravam uma pensão ou um hotel onde se pudessem instalar até conseguirem arranjar bilhetes num barco ou num avião para Nova Iorque:
     — Como é que se chama aquele senhor que, em Bordéus, nos passou os vistos para podermos chegar a este país?
     O pai, não contendo uma lágrima comovida, respondeu-lhe:
     — Chama-se herói, filho. Quem faz o que ele fez por nós só pode ter esse nome.
    Ainda não houve um grande realizador de cinema que fizesse um filme sobre esta história verdadeira, à semelhança do que Steven Spielberg fez com Oskar Schindler, mas pode ser que ainda venha a ser feito. Nunca é tarde para celebrar os feitos dos heróis. Naquelas noites quentes de Junho de 1940, havia em Bordéus um português que não conseguia dormir. Não lhe saía da memória a aflição das crianças que queriam ver abrir-se a porta que as deixasse seguir o caminho até à liberdade.
     Essa porta abriu-se e por ela passou uma réstia de luz, desenhando no cetim negro do céu, entre as estrelas, a linda palavra «Esperança», escrita em português como esta história verdadeira que é sempre bom contar e recontar. Porquê? Porque é sempre possível que a tragédia volte a acontecer, onde e quando menos se espera.
José Jorge Letria
AAVV, Contos de um Mundo com Esperança
Lisboa, Texto Editora, 2003
(excertos adaptados)

LEITURAS EM INGLÊS: LUCKY BEANS

Vale a pena conhecer outros tempos e outros lugares, para compreendermos o momento que vivemos. 
Por isso recomenda-se...

     Lucky Beans takes place during the Great Depression, which lasted in the United States from 1929, when the financial system called the stock market collapsed, until about 1939. Banks, stores, factories, and businesses closed. The Depression affected the whole country, and spread to other countries as well.
     Like Marshall’s dad, many people lost their jobs. In 1933, one in four workers was unemployed. For African Americans, that number was nearly two in four.
     Although black and white children attended school together in northern cities, like the one where the Loman family lived, blacks and whites did not always have equal opportunities. This was long before the civil rights movement. Like Marshall, African Americans worried about facing discrimination (unfair practices) when they wanted to apply for a job, or even enter a contest.
     Without jobs, people did not have money for food. Some stood in line for a free loaf of bread or got relief from the government or charities. Beans were one of the foods the government provided. They were cheap and nutritious.
     Many families lost homes or farms because they couldn’t pay their mortgages every month. Family members opened their homes to relatives who needed a place to stay or to boarders who could pay rent. Like Marshall’s ma, people mended and repaired old things instead of throwing them out, as many people might do today.
     People had fun during the Depression, too. They enjoyed newspaper comic strips about characters like “Little Orphan Annie” and listened to shows like “The Lone Ranger” on the radio. Jigsaw puzzles were a big pastime, and the game Monopoly was invented. Contests were popular.
     In 1932, the American people elected Franklin Delano Roosevelt president because they hoped he could fix the economy, create jobs, and be a good leader. Roosevelt was the first president to talk directly to Americans on the radio. His broadcasts, called Fireside Chats, kept people’s spirits up. He told Americans about the New Deal, his plan for getting people back to work.
     Lucky Beans is based on the stories of my grandmother, who claimed she cooked beans by a different recipe every night during the Depression. She really did win a sewing machine in a contest by guessing how many beans were in a jar.
Becky Birtha, Lucky Beans

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

TERESA CALÇADA NA BIBLIOTECA DE PARANHOS





No passado dia 11, a coordenadora nacional da Rede de Bibliotecas Escolares, Dr.ª Teresa Calçada, a coordenadora interconcelhia Dr.ª Helena Paz dos Reis e a Dr.ª Carla Tavares, técnica responsável pelo programa da RBE na DREN, deslocaram-se à nossa biblioteca com o objetivo de conhecerem o trabalho que é aqui desenvolvido quotidianamente. Para tal, dialogaram com as professoras bibliotecárias Assunção Ribeiro e Maria Antónia Fernandes, com alunos presentes na biblioteca e também com a diretora do nosso agrupamento, Drª Natália Cabral.
Para Teresa Calçada, esteio fundamental da rede de bibliotecas existentes nas escolas do nosso país, «Uma revolução silenciosa ocorre hoje nas escolas, graças às bibliotecas escolares e aos professores bibliotecários. Portugal conseguiu pela primeira vez, em 2010, atingir a média dos países da OCDE em literacia de leitura», como afirmou em entrevista à “VISÃO”.
Ler a entrevista completa em http://dl.dropbox.com/u/13032283/Teresa%20Cal%C3%A7ada-Entrevista.pdf

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Concurso de Leitura do 3.º Ciclo

O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry
No dia 11 de janeiro houve concurso de leitura para os alunos do 3.º ciclo e os concorrentes leram uma obra que tem sido muito apreciada por sucessivas gerações. Desde que foi publicado pela primeira vez, em 1943, é um dos livros mais lidos em todo o mundo.
Os vencedores do concurso fizeram um breve comentário ao livro de Antoine de Saint-Exupéry.


O livro O Principezinho é uma excelente leitura! É uma história interessante, bonita e que pode ser lida por pessoas de todas as idades.
Há pessoas que pensam que este livro é um livro para crianças. Pois enganam-se! Para ler este livro é preciso ter uma certa maturidade, pois é um livro com alguma fantasia, mas que tem uma fantástica conclusão moral.
Gostei muito de ler esta história e acho que todos podemos aprender um pouco com O Principezinho.
Lia Vilela Borges, 8.º A (1.º lugar)

O Principezinho é uma história para todo o tipo de pessoas e de todas as idades.
É uma história que eu achei muito interessante e cheia de originalidade. Fala sobre a amizade e, ao mesmo tempo, sobre os sonhos de uma criança. Fala do carinho por objetos ou seres que têm beleza natural.
Eu gostei muito de ler este livro, porque é uma história que traduz o amor que as crianças têm por coisas que, para as pessoas crescidas, parecem insignificantes.
Maria Inês Matos, 8.º D (2.º lugar)
Eu gostei muito de ler este livro, porque é um livro sobre a amizade.
A parte de que mais gostei foi aquela em que o narrador conheceu o principezinho, porque acho engraçado que um rapaz, no meio do deserto, tenha pedido um desenho de uma ovelha.
Também gostei muito do encontro entre o principezinho e o rei absoluto, porque este sentia-se solitário e só queria companhia.
Achei muito engraçado um rapaz viver num lugar muito pequeno.
Aconselho as crianças de todas as idades a ler este livro e tenho a certeza de que eu o vou ler mais vezes.
Daniel Brochado da Cunha, 7.º C (3.º lugar)

domingo, 8 de janeiro de 2012

O QUE É UMA BIBLIOTECA?

Delicia-te com as respostas...

O que é uma Biblioteca?
Será qualquer conjunto de livros uma Biblioteca?

     Toda a gente sabe o que é uma Biblioteca. Os gregos, que lhe puseram o nome, escolheram Biblos de livro e  teca de depósito. Ou de cofre. Cofre de livros. Gosto desta ideia. Cofre é um local onde guardamos coisas que queremos ver seguras. E que objetos mais valiosos para a Humanidade pode haver do que os livros? Nos livros encontramos informações sobre todas as descobertas, todos os sonhos, todos os avanços, toda a História das mulheres e dos homens que têm povoado, vivido no nosso planeta. Com o andar dos anos, na Biblioteca se foram guardando também outros suportes que podem conter informação preciosa sobre a Humanidade: os jornais, os CDs, os filmes, os DVDs, os livros em formato digital ….
     Quando eu era pequena e descobri que sabia ler, considerei que a partir daí nunca mais ninguém me poderia limitar, proibir ou vencer! Adorava que me castigassem e me mandassem para o meu quarto porque lá podia ler, ler, ler… Receio até que tenha tido a ousadia de provocar alguns castigos só pelo prazer de ler e me sentir indescritivelmente livre! A Biblioteca, a minha pequena biblioteca era nessa altura mais do que nunca, o meu cofre de livros, a minha Ilha do Tesouro, a minha Caverna de Ali Babá, o local onde as mais fantásticas jóias, os livros, me aguardavam para me enfeitarem a imaginação. Não gostava, nessa altura, que me emprestassem livros, nem gostava de os emprestar. E jurei a mim própria que iria ser dona de todos os livros que lesse ao longo da minha vida. Quando alguém me quisesse conhecer melhor, eu mostraria a minha biblioteca e pelos livros adormecidos nas estantes, qualquer pessoa ficaria a saber que tipo de pessoa eu era. Uma espécie de “Diz-me o que leste, dir-te-ei quem és!”
     À medida que fui crescendo, tive, no entanto, de ler muitos livros para descobrir que não gostava nada deles e decidi então separá-los em estantes para poder explicar que daqueles não gostara nada! Também aí me enganei! É que alguns livros de que não gostara, lidos anos mais tarde, vieram a revelar-se fantásticos e emocionantes!
     Seja como for, todos juntos ou separados, esses livros foram construindo a minha Biblioteca pessoal. Agora, que estou mais velha e portanto mais madura, mudei de novo de opinião. Para quê ter tantos livros, esquecidos nas estantes? Não será muito melhor fazê-los circular e permitir que possam enriquecer outras pessoas? A minha biblioteca está agora a transformar-se num local onde só vão ficando os livros que amo e mesmo esses, por vezes, vão dar umas voltas com as pessoas que estimo, a quem os empresto com muito prazer.
     Bem, mas se calhar, fugi ao assunto… Uma Biblioteca de uma escola, de uma Universidade, de uma cidade, de um país, é muito mais importante. Ela guarda e disponibiliza aos leitores um tesouro muito maior que o meu e tem de ter obras variadas: de referência, como dicionários, gramáticas, enciclopédias, volumes de reconhecido mérito científico sobre as várias áreas do saber, da História à Geografia, da Biologia à Química, romances, aventuras, poesia e tantos outros temas que ficaria aqui uma eternidade a enumerá-los.
     Uma Biblioteca, em jeito de conclusão, é um local de encontro entre a sabedoria e o conhecimento que herdámos do Passado, os amores e os desamores que os escritores ousaram escrever e os nossos próprios sonhos de Futuro.
Professora Fátima Neto

LIVROS DO MÊS DE JANEIRO



PARA OS MAIS JOVENS: uma história  divertidíssima, que arranca o riso das pedras e a espada de D. Afonso Henriques do século XII!

A Espada do Rei Afonso, de Alice Vieira

«Não se assustem: não se trata de um compêndio de História de Portugal, antes um livro divertido, um livro de aventuras de três irmãos que, por artes e malasartes do destino, se veem transportados centenas de anos atrás, caindo em cheio na cidade de Al-Usbuna [Lisboa], recém-conquistada aos mouros. Aventuras em que tudo pode acontecer, desde uma perseguição por terras alentejanas em busca de Geraldo, o Sem Pavor, a estranhos OVNIS pairando no céu, passando por cantigas, bailes, arremedilhos – e trovas meio loucas de um bobo que já perdeu a conta dos anos que tem e descobre espiões por todos os cantos…» 
(Texto da contracapa)



PARA OS ADULTOS: uma obra extraordinária, de todos os tempos!

Uma História da Leitura, de Alberto Manguel («autor que goza de grande reputação internacional como escritor, romancista, antologista, tradutor e editor. Entre alguns dos seus trabalhos premiados contam-se: The Dictionary os Imaginary Places, Black Water, News From a Foreign Country Came e The Gates of Paradise.»)
(Texto da contracapa)


«As páginas desta obra encerram um convite subtil e irresistível para uma jornada exploratória do Livro, do Leitor, do Leitor e da Leitura, através de tempos e culturas próximos e distantes. Fascinados, os nossos olhos assistem ao desenrolar de uma série cativante de episódios exemplares, revelações silenciosas e encontros oportunos que Alberto Manguel trata com uma atenção simultaneamente voraz e delicada, com o encanto e o entusiasmo do amante apaixonado. Desde as duas pequenas placas de argila do IV milénio a. C. descobertas na Síria até ao presente, é-nos revelada uma história da leitura, medidos e pesados os materiais, os símbolos, as influências, os tesouros, os contextos do Livro: da invenção do leitor à leitura ouvida, à leitura silenciosa, à leitura íntima, passando pela aprendizagem da leitura, pela leitura de imagens, pelas leituras proibidas ou pelas metáforas da leitura; da biblioteca de Alexandria à invenção da imprensa. Um livro que nos reconcilia com o ato de ler
(Texto da contracapa)

sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO!

«Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.» 
Carlos Drummond de Andrade
FELIZ 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

CONVITE: FEIRA DO LIVRO

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS EUGÉNIO DE ANDRADE
Escola E. B. 2/ 3 de paranhos
FEIRA DO LIVRO
7 a 12 de Dezembro
Se procuras os Livros inspiradores, para te presenteares ou para ofereceres a amigos e familiares neste Natal, procura-os na nossa Feira do Livro.
Encontrá-los-ás a preços especiais!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

SEMANA DA LEITURA: MOMENTO DE PARTILHA EM VOLTA DOS LIVROS


A leitura segue e persegue qualquer pessoa civilizada.
Nós, civilizados e letrados, lemos a toda a hora e minuto, não paramos de ler.
Então, porquê a semana da leitura?
É só e apenas para nos lembrarmos de que, além de tudo o que todos nós já sabemos bem, a leitura pode ser um prazer e um pretexto para construir e reforçar amizades.
Haverá, pois, um programa de visitas às turmas – alguns alunos e alguns professores aceitaram o convite e visitarão várias turmas para lhes oferecer uma leitura especial.
Para a biblioteca, estão já preparados momentos de leitura a diferentes ritmos e a várias vozes.
E… para todos, todos, mesmo todos, para (con)vivermos no mundo das letras, para vivermos em comum a aventura da palavra escrita, faremos, à semelhança de anos anteriores, um pequeno intervalo, antes do intervalo, apenas e só para lermos – cada um lê o que quer, mas todos leem ao mesmo tempo.
Assim, prestem atenção aos toques: 4ª feira (30 de Novembro) toca às 9:40 e às 14:50, para marcar os intervalos a gozar nas salas de aula com a companhia do livro ou pedaço de leitura que cada um trouxer.
Tragam boas leituras e fiquem atentos aos toques!
Biblioteca e Departamento de Línguas

terça-feira, 22 de novembro de 2011

JORNAL DO AGRUPAMENTO: APRESENTAÇÃO, DECLARAÇÃO DE INTENÇÕES E ELEMENTOS DE REGULAÇÃO


     A equipa de professores que vai coordenar os trabalhos do jornal tem o maior prazer em apresentar-se: Sónia Cruzeiro, Assunção Ribeiro, Isabel Torres, António Rodrigues, Mário Agnelo.
     Este ano queremos:
     1. Transformar definitivamente o “100 Limites” num jornal de todo o agrupamento;
    2. Apresentar um jornal online, regularmente enriquecido com as produções de alunos e professores que nos forem chegando;
     3. Editar em papel dois números do “100 Limites”.
    Pensamos em sete secções para o jornal (tanto para o que se materializará em papel como para aquele que virtualmente ficará na internet, acessível a toda a navegação): «o que pensamos», «o que pesquisamos e descobrimos», «o que fazemos», «o que criamos», «o que vemos, lemos e ouvimos», «o que nos diverte», «o que divulgamos».
     São sete secções!
    Sete, porquê? Ora, naturalmente, porque sete corresponde às sete cores do arco-íris e às sete notas da gama diatónica, às sete pétalas da rosa e aos sete dias da semana!
     Gostaríamos muito, mesmo muito, que o jornal fosse de todos e para todos.
   Imaginamos, de início, que, reservando uma página de papel, um bite ou um Mega bite, a cada um, teríamos um jornal indiscutivelmente de todos, embora nos ficasse a dúvida se seria realmente para todos.     Isto, porque, depois de trabalhosos e rigorosos cálculos, chegamos à conclusão: em papel, a coisa ficaria em mais de mil páginas!!! E, quanto a bites, um só não dá para dizer, ou escrever, «ai», e um mega é tão grande que até assusta!
     Optamos, então, por imaginar um jornal com dezasseis folhas A4, ou seja, 32 páginas.
    Assim, sugerimos que cada uma das quatro escolas do agrupamento se aproprie do espaço equivalente a 8 páginas A4, em arial 12, espaçamento 1,5 e margens2X2X2X2.
    Oito páginas de texto e imagem.
    É claro que as 8 páginas de cada escola vão misturar-se com as restantes 24, distribuídas inevitavelmente pelas sete, e vale a pena repetir sete, sete secções do jornal (um agrupamento só será bem agrupado se envolver e misturar o que quer ser misturado!)
Em todo o caso, e dadas as propriedades da adição e da multiplicação, dada até a propriedade distributiva da multiplicação em relação à adição, o resultado esperado é, estamos mesmo convencidos que será sempre, aproximadamente 32 páginas.
    Quanto aos trabalhos que serão divulgados em termos de bites e Mega bites, os limites podem tender para mais infinito.
   Ora, todos estes raciocínios nos aconselham a requerer um cuidado muito especial na preparação e seleção dos trabalhos a enviar para o nosso jornal. Quer dizer, é preciso que os textos e as imagens a publicar sejam o mais representativos, que for possível, de todos nós.
  Só a marca da nossa originalidade garante a representatividade, isto é, não reproduzam belos ou complicados discursos em que qualquer um pode tropeçar, até na internet, não combinem as palavras nem disponham as imagens de modo a adormecer aqueles que vão ser os nossos leitores.
    Deem voz à vossa voz e digam o que pensam, o que pesquisam e descobrem, o que fazem, o que criam, o que veem, leem e ouvem, o que vos diverte e o que querem divulgar, mas digam-no com a voz única e inconfundível da vossa originalidade.
    Para montar o primeiro número do jornal em papel, a tempo de ele ver luz antes da auspiciosa data do       Carnaval, precisamos de receber todos os trabalhos até 13 de janeiro de 2011.

    Enviem os vossos bites para 100limitesjornal@gmail.com.

    Podem consultar jornal100limites.webuda.com, para lerem os bites que forem chegando.

    Ficamos a aguardar, ansiosamente, textos e imagens para compor o nosso jornal.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A LÍNGUA QUE NOS CONSTRÓI: uma crónica para saborear

Caros leitores,
Por vezes temos encontros  memoráveis: com pessoas, com lugares e também com livros ou simples textos. Como a crónica de José Eduardo Agualusa que a seguir se transcreve é um desses textos deliciosos, não resisto a partilhá-lo convosco.
Ora apreciem!


Imagem via http://www.digiforum.com.br/viewconcurso.php?t=1

A língua que nos constrói *

           Não há como a brutal aspereza do alemão quando o que se pretende é intimidar alguém. Experimente, por exemplo, gritar "Macht es Ihnen etwas aus, wenn ich rauche?", enquanto arranha o ar com os punhos, e vai ver que o efeito é aterrador. A frase em causa, no entanto, significa simplesmente «Importa-se que eu fume?». Desconfio que pouca gente teria levado Adolfo Hitler a sério, com aquele bigode ridículo, a franjinha tenaz, a miserável figura de carteirista sem sorte, se ele se exprimisse no repousado português do Alentejo, na cantoria afável dos napolitanos ou na alegre geringonça dos ciganos espanhóis. Porém, sempre que vejo imagens do homenzinho, aos gritos, no esforço de cuspir arame farpado, compreendo o vasto terror que inspirou.
       Em francês, pelo contrário, é possível dizer quase tudo, inclusive obscenidades, como se fosse uma declaração de amor. […] "Escargots", outro exemplo, não são caracóis. Os caracóis comem-se nas tascas rudes dos bairros operários, com palmadas nas costas, gargalhadas, vinho derramado sobre a mesa (de plástico). Já o "escargot" supõe toalhas de linho, copos de cristal, velas altas em candelabros de prata, sussurros, o tédio da boa educação. 
        E o espanhol? Quando era criança, acreditava que fosse uma língua inventada pelos palhaços. Talvez porque os palhaços da minha infância fossem invariavelmente de origem espanhola, talvez porque o espanhol me parecesse uma forma desastrada de falar português. Hoje, continuo a acreditar que o espírito festivo dos espanhóis — uma cortina de melancolia separa Portugal da península — se deve ao uso da língua. 
        Ao sol dos trópicos, em África e no Brasil, a língua portuguesa floresceu. […] Nos países onde se fala português ficou sempre, no entanto, uma sombra da melancolia lusitana, o que explica a morna, o chorinho, o culto particularíssimo da saudade 
        Nós criamos as línguas e depois elas recriam-nos a nós. Escritores como o brasileiro Guimarães Rosa ou o moçambicano Mia Couto tornaram-se conhecidos como inventores de palavras. Raramente, porém, as palavras criadas por um escritor ganham vida real, ou seja, alcançam a linguagem do povo. As palavras não têm autor. 
      Conheço no entanto um brasileiro que se orgulha de ter dado nome a um objeto — o que seria realmente vulgar —, mas a um povo. Um povo inteiro. Gustavo, o meu amigo, é operador de câmara. Há alguns anos acompanhou uma pequena equipa numa expedição à floresta da Amazónia. Numa zona remota da floresta descobriram uma tribo indígena até então completamente desconhecida. Os índios receberam-nos com manifestações de júbilo e deslumbramento. Afeiçoaram-se sobretudo ao meu amigo, carioca de Copacabana, surfista, excelente figura. Gustavo odiava a curiosidade dos índios. Afastava aos gritos os bandos de crianças que teimavam em investigar os seus pertences, fascinados com a câmara, as lentes, as luzes: «Tira a mão daí! Tira a mão daí!» Era isto o dia inteiro. Os índios não se incomodavam. «Tira a mão daí!», gritava o Gustavo, e eles riam-se, ensaiavam carícias, voltavam a enfiar as mãos nas mochilas. A equipa foi-se embora, e alguns meses depois um grupo de antropólogos chegou ao local. Gustavo tem a certeza que os índios receberam a delegação, efusivamente, com a única frase que sabiam em português. Os antropólogos acharam, provavelmente, que era uma afirmação identitária. O facto é que a tribo é conhecida hoje entre os indigenistas por este estranho nome — Txiramãdaí.

* In Pública, 3 de outubro de 1999.  24/03/2010
Sobre o Autor
** Escritor e jornalista angolano.
Texto inserto no site http://www.ciberduvidas.com/idioma.php?rid=2183

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

HALLOWEEN IN OUR LIBRARY: A HUGE SUCCESS!

A Halloween Story
A Jelly Bean for Halloween
The bag of assorted candies was ready, and I’d been looking forward to visits from pint-sized goblins. But Halloween morning, my arthritis flared up, and by evening, I could barely move. I couldn’t possibly answer each knock on the door to distribute the goodies, so I decided to fasten the candy bag to the door and watch the parade of trick-or-treaters from my darkened living room.
The first to arrive was a ballet dancer with three little ghosts. Each picked out a sweet in turn. When the last tiny hand emerged full-fisted, I heard the ballerina scold: “You’re not supposed to take more than one!” I was pleased big sister would play conscience for the little one.
Princesses, astronauts, skeletons and aliens followed. More children showed up than I had expected. The candy was running low, and I was about to turn off the porch light when I noticed four more visitors. The three oldest
reached into the bag and pulled out Hershey bars. I held my breath, hoping there would be one left for the tiny witch. But when she pulled out her hand, all it held was a single orange jelly bean.
Already the others were calling, “C’mon, Emily, let’s go. There’s no one home to give you more.”
But Emily lingered an extra moment. She dropped the candy in her bag and then paused, facing the doors. Deliberately, she said, “Thank you, house. I like the jelly bean.”
Then I watched her scamper away to join her fellow trick-or-treaters.
One dear little witch had cast her spell on me.
Evelyn M. Gibb
J. Canfield, M. V. Hansen, J. Read Hawthorne, M. Shimoff
Second Chicken Soup for the Woman’s Soul
Florida, HCI, 1998

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CONVITE: EXPOSIÇÃO FIO CONDUTOR

Convida-se toda a comunidade educativa do Agrupamento de Escolas Eugénio de Andrade a visitar a exposição Fio Condutor , que estará patente na nossa Biblioteca entre o dia 7 e o dia 18 de Novembro.
Esta exposição é o resultado de um conjunto de actividades desenvolvidas ao longo do ano lectivo transato em diversas escolas do Porto e enquadra-se no tema "Biodiversidade", tratado no âmbito do programa de Educação Ambiental promovido pela Câmara Municipal do Porto.
Para saberes mais sobre esta exposição, visita o site http://www.cm-porto.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=cmp.stories/17436

EM MAIO PASSADO FOI ASSIM...

Cartaz com o programa da  actividade.



No dia em que se realizou a actividade, vários alunos recortaram e montaram  miniaturas de morcegos, num momento de partilha entre alunos, pais e professores.


Os participantes observaram  morcegos, numa actividade muito interessante,
que envolveu toda a comunidade educativa.

Durante uma breve palestra, a Dr.ª Luzia Sousa, curadora do Museu de História Natural da FCUP,
esclareceu os presentes acerca da importância dos morcegos para os ecossistemas
e desmistificou crenças e mitos sobre estes animais.

FICA ALERTA, POIS PARA MAIO DO PRÓXIMO ANO
HÁ MAIS SOBRE QUIRÓPTEROS!!!!

domingo, 23 de outubro de 2011

Halloween



Halloween is coming soon. Don't miss it.
Visit your library, the scariest place at school on the 31st October.
You can deliver your works from 8:25 to 9.30, at the library.
Don't forget your work must have a name.
Your teacher can help you, ask for her assistance.
Winners will be announced at 5:00.
Be creative because on the 31st we dare to scare!

sábado, 22 de outubro de 2011

UM CONTO PARA PENSAR

Nasci hoje de madrugada
      vivi a minha infância esta manhã
            e cerca do meio-dia
                  já passava a minha adolescência.
                        E não é que me assuste
                              que o tempo passe por mim tão depressa.
                                    Só me inquieta um pouco pensar
                                          que talvez amanhã
                                                eu seja
                                                      demasiado velho
                                                            para fazer o que deixei pendente.

BUCAY, Jorge (2011). Contos para pensar. Maia : Editora Pergaminho

terça-feira, 18 de outubro de 2011

MÊS INTERNACIONAL DA BIBLIOTECA ESCOLAR


É em outubro que se celebra o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, segundo a declaração aprovada pela International Association of School Librarianship (IASL), em Janeiro de 2008. Já o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) decidiu declarar o dia 24 de outubro como o dia da Biblioteca Escolar. Para celebrar este dia, deixamos aqui um pouco de humor...


... e também um tributo a Steve Jobs, que ao inventar o iPad muito contribuiu para revolucionar o formato dos livros que se leem entre nós.



Já agora: exemplo de um clássico em formato digital.



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

RECEITA PARA LER EM FAMÍLIA


Porque ler é compreender, construir e posicionar-se e porque cabe à família um papel crucial na criação de jovens leitores, apresenta-se, em seguida uma “receita” para momentos encantatórios.

• Junte-se uma família - e por que não um vizinho, um amigo… - em redor de uma mesa, sobre os sofás confortáveis lá de casa ou simplesmente sobre algumas almofadas espalhadas em cima de um tapete.
• Desliguem-se todos os aparelhos que possam interromper a magia do momento: televisores, telemóveis, computadores… podendo, no entanto escolher-se uma música de fundo, suave, que, preferencialmente, narre uma história semelhante àquela que será transmitida através das palavras.
• Escolha-se, à vez, um elemento da família que esteja ansioso por deixar que a sua voz arranque as palavras de um livro previamente escolhido e lhes dê vida, para que estas envolvam os presentes, despertando neles a curiosidade, a diversão, o deslumbramento…
• São proibidas as leituras profissionais e práticas que nos estragam o gosto de ler: relatórios, notícias, cartas do banco, prospectos farmacêuticos e outras literaturas secas. Ao invés disso, comece-se por histórias breves mas que, simultaneamente, abram o apetite para mil e uma outras histórias igualmente interessantes.
• Por último, dialogue-se amenamente sobre a história que se ouviu, levantem-se questões a gosto, esclareçam-se as dúvidas que os mais jovens desejem ver clarificadas, confrontem-se pontos de vistas sobre a história lida. Ou, simplesmente, fique-se em silêncio, deixando que as palavras entusiasticamente lidas ecoem na mente de todos…
Ótimas leituras!
QUERES COMENTAR?
Onde arranjar tempo de ler, quando o tempo corre inexoravelmente? Tal como insiste Daniel Pennac, «Desde o momento em que se coloca o problema do tempo de ler, é porque não há vontade (…) Nunca ninguém tem tempo para ler. A vida é um obstáculo permanente à leitura. O tempo para ler, tal como o tempo para amar, dilata o tempo para viver. Quem tem tempo de estar apaixonado? Mas já se viu alguma vez um apaixonado não arranjar tempo para amar. A leitura é como o amor, uma maneira de ser. O problema é se ofereço ou não a mim mesmo a felicidade de ser leitor.»
Por isso, cara mãe e caro pai, ofereça-se a si mesmo um enorme presente: o prazer de ler. E, se quer conseguir que o(s) seu(s) filhos leiam, o mais importante a fazer é ler você mesma(o)!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

QUERES COMENTAR?


O fim é o princípio. Uma página que se vira. Somos a tinta fresca em folha áspera. A capa dura. Aquilo que procura. Somos a História. Desde sempre. O terramoto de 55 e a revolução de 74. Somos todos os nomes. As pessoas do Pessoa. Alexandre Herculano e Ramalho Ortigão. O mundo na mão. Ponto de encontro. De quem pensa. De quem faz pensar. Temos a pele enrugada de acontecimento. As páginas são nossas. E o pó que descansa na capa também. Sabemos falar de guerra e paz, explorar a origem das espécies e dizer qual a causa das coisas. Somos o que temos. A tradição e a vocação. A atenção. A opinião. A história de dor e amor. Somos o nome do escritor. A mão do leitor. Somos livros.
Texto promocional da livraria Bertrand.

THE JOY OF READING - Leitura em Língua Inglesa

GIVING THANKS
“Thank you, Mother Earth. Thank you, Father Sky. Thank you for this day.”
This is what my father says, every morning, standing in the field near our house.
Like his Indian friends – singers and storytellers – Dad believes that the things of nature are a gift. And that in return, we must give something back. We must give thanks.
He gives thanks to the frogs and the crickets singing down by the creek – and to all the tiny beings with six or eight legs, weaving their tiny stories close to the earth.
He says “Thank you” to chanterelles, the wild mushrooms that smell like pumpkins.
He says “Thank you” to the trees that wave their arms and spin their leaves in the breeze.
He says “Thank you, Fox”, at a glimpse in the tall grass – the pointy ears, the bushy tail dancing.
He says “Thank you” to the deer who have passed this way, their tracks like two fingers pressed in the dirt, pointing toward water.
He gives thanks to the quail who flare up and scatter and rejoin.
He says “Thank you, Jackrabbit,” as it zigs and zags and jumps in leaps twenty-five feet through the air, racing a shadow.
He says “Thank you, Hawk,” as it circles high in the sky and cries scree! scree! before it dives.
He says “Thank you, Grandfather Sun,” as it begins to sink beyond the hills. “Thank you for this day.”
And he says, “Thank you, Grandmother Moon, for coming this way.”
To me, it’s a little embarrassing to say thanks to trees and things. But Dad says it becomes a habit; it makes you feel good.
“Thank you, stars,” I say as we near home.
And the stars come out, one by one, as if from hiding.
Jonathan London
Giving Thanks
Massachusetts, Candlewick Press, 2005

domingo, 11 de setembro de 2011

A BECRE em 2011 - Retrospetiva em Imagens


Exposição das ilustrações das "Histórias da Ajudaris"
Hora do Conto: Uma viagem com Luna...

Os alunos e professores das E.B. 1 também nos visitaram

Os  alunos surdos  são outra das nossas prioridades.

Vieram Contadores de Histórias de vários pontos do país...

E encantaram-nos! Até ouvimos ópera... e adorámos!

O Dr Amílcar Martins: um excelente animador que deixou fãs...

Na Semana da Leitura



E homenageamos as pessoas...



Numa Biblioteca cabe o Universo!

domingo, 10 de abril de 2011

ESCUTAR VERMEER - EXPOSIÇÃO NA BECRE

ESCUTAR VERMEER*
O que nos contam os quadros de Vermeer? Para que mundo(s) nos transportam? Que emoções nos despertam? Quem são as personagens eternizadas nas suas telas? Como se relacionaria com elas Johannes Vermeer, um dos expoentes máximos da pintura naturalista do Século de Ouro holandês?
Dando asas à sua criatividade e numa tentativa de encontrar respostas, alunos das turmas A, G e H do 6.º ano vestiram as pinturas do artista com novas cores e novos traços, e alunos do 9.ºA recriaram as narrativas que ecoam nas telas do pintor.
Escutemo-los!


          

*Vermeer de Delft (1632-1675), é considerado, juntamente com Rembrandt, o expoente máximo da pintura holandesa de Seiscentos.