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domingo, 13 de março de 2016

EM TEMPO DE GUERRA - EXPOSIÇÃO NA BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL DO PORTO


Há 100 anos, vivia-se a primeira guerra à escala mundial, um conflito devastador em que Portugal também esteve envolvido: mais de 100 000 soldados portugueses combateram em África e na Flandres; quase 8000 morreram e outros tantos foram feridos; mais de 7000 foram feitos prisioneiros e 6000 ficaram desaparecidos.

A Exposição “Em Tempo de Guerra: 1914-1918”, patente na Biblioteca Municipal do Porto entre o próximo dia 15 de março (3.ª feira) e 31 de maio, de segunda a sábado entre as 10 e as 18 horas presta homenagem a estes homens, entre os quais figuram escritores, pensadores e intervenientes políticos, como  Augusto Casimiro, André Brun, Hernâni Cidade, Jaime Cortesão, Carlos Selvagem ou João Pina de Morais, cujo testemunho memorialístico , materializado em inúmeros livros, integra também esta exposição.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

NATAL: FOI ASSIM EM 1917


        O Natal de 1917 ocorreu numa época de conflito, durante a Primeira Guerra Mundial. Em França, milhares de soldados sobreviviam em trincheiras frias e lamacentas: Alemães de um lado, Franceses e seus aliados do outro. A separá-los, havia uma faixa de terra com ferros, arame farpado e minas. As bombas caíam e os gases venenosos espalhavam-se no ar, matando e ferindo muitos jovens. Cheios de saudades de casa e da família, todos odiavam aquela guerra horrível.
     Eram 10:30 da noite quando os Alemães pararam de disparar. Os Aliados sentiram medo, pensando que eles estavam a preparar um ataque surpresa e esperaram em silêncio. Mas, quando faltavam dez minutos para a meia noite, tocou uma trombeta de cessar-fogo e viram os Alemães a sair das trincheiras sem armas, só com bandeiras brancas. Então, a certa altura, alguém começou a cantar a música «Tudo é paz...». Em resposta, os Aliados saíram também dos seus esconderijos e cantaram com eles. 
     A seguir, os soldados cortaram o arame farpado, e, durante 12 horas, cumprimentaram-se amistosamente, mostraram fotografias doas suas famílias, trocaram pequenos presentes e sorriram, como crianças.
          Foram 12 horas memoráveis!

Fonte: Revista "Nosso Amiguinho", n.º 327