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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

"DÁ VOZ À LETRA" - FINAL NA BMAG

A grande final do concurso "Dá voz à letra!" decorrerá na BMAG no próximo sábado, dia 13 de fevereiro.
Os finalistas, alunos da Área Metropolitana do Porto que mostraram saber dar vida às palavras, irão mostrar mais uma vez que gostam de ler.
A não perder!


Para saberes mais, clica AQUI!

E a vencedora foi... a Mara Martins! Ouve-a aqui:


terça-feira, 1 de outubro de 2013

LIVROS DO MÊS DE OUTUBRO

OUTUBRO MEIO CHUVOSO 
TORNA O LEITOR VENTUROSO. 

Neste outubro, que começa muito chuvoso, sugerimos:


FOI MESMO ASSIM QUE ACONTECEU? De Sérgio Luís Carvalho


Sabes qual foi o mais antigo texto escrito em português? Será que Lisboa foi fundada por Ulisses? Quantas palavras de origem árabe há na língua portuguesa? Será que D. Afonso Henriques bateu mesmo na mãe? De que morreu o único Papa português? É verdade que os apelidos baseados em animais e em árvores são de origem judia? É verdade que os portugueses foram os primeiros a chegar ao Japão? Por que razão morriam tantos marinheiros nas caravelas? Qual foi o nosso primeiro jornal? Quem traduziu a primeira Bíblia para português? Qual foi a primeira BD em Portugal? Quais foram e como surgiram os nossos hinos nacionais? Por que é que a bandeira nacional é verde e vermelha? É verdade que a primeira mulher a votar em todo o mundo foi portuguesa? 
Se queres saber as respostas para estas e muitas outras questões sobre a história do nosso país, aconselhamos-te a leitura de FOI MESMO ASSIM QUE ACONTECEU? De Sérgio Luís de Carvalho, onde são abordados “mitos, enganos e mistérios da História de Portugal que ajudaram a formar uma nação, viver sonhos e construir quimeras”. 

A DESUMANIZAÇÃO, de Valter Hugo Mãe



"Passado nos recônditos fiordes islandeses, este romance é a voz de uma menina diferente que nos conta o que sobra depois de perder a irmã gémea. Um livro de profunda delicadeza em que a disciplina da tristeza não impede uma certa redenção e o permanente assombro da beleza. 

O livro mais plástico de Valter Hugo Mãe, [que nos fala da espiritualização e da conquista da solidão]. Um livro de ver. Uma utopia de purificar a experiência difícil e maravilhosa de se estar vivo". 
(Texto da contracapa) 



Esta obra, lançada há poucos dias com chancela da Porto Editora, tem merecido ótimas críticas da imprensa:
                                       
                                                  «Uma ode fervorosa a um país distante e gélido.»
                                                                                                 Jornal de Notícias

                                              «É o grande livro de ficção da rentrée literária de 2013.»
                                                                                                       Diário de Notícias

                                                        «Este livro mostra o autor no seu melhor.»
                                                                                                   Diário Digital

                                             «Provavelmente, o melhor romance de Valter Hugo Mãe.»
                                                                                                                     Público

                                                                            «Poderosa história.»
                                                                                                  Visão

                                                                             «Milagre literário.»
                                                                                 Jornal de Letras

AQUI aqui a apresentação desta obra de Valter Hugo Mãe na Casa da Música (em 10.10.2013)

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

"AS BIBLIOTECAS", POR VALTER HUGO MÃE

   

   Agora que o ano letivo está prestes a começar, convidamos-te a visitar a nossa e outras bibliotecas, pois, como lembra Valter Hugo Mãe...

     As bibliotecas são como aeroportos. São lugares de viagem. Entramos numa biblioteca como quem está a ponto de partir. E nada é pequeno quando tem uma biblioteca. O mundo inteiro pode ser convocado à força dos seus livros. 
     Todas as coisas do mundo podem ser chamadas a comparecer à força das palavras, para existirem diante de nós como matéria da imaginação. As bibliotecas são do tamanho do infinito e sabem toda a maravilha.
     Os livros são família direta dos aviões, dos tapetes-voadores ou dos pássaros. Os livros são da família das nuvens e, como elas, sabem tornar-se invisíveis enquanto pairam, como se entrassem para dentro do próprio ar, a ver o que existe dentro do ar que não se vê. 
     O leitor entra com o livro para dentro do ar que não se vê. 
     Com um pequeno sopro, o leitor muda para o outro lado do mundo ou para outro mundo, do avesso da realidade até ao avesso do tempo. Fora de tudo, fora da biblioteca. As bibliotecas não se importam que os leitores se sintam fora das bibliotecas. 
     Os livros são toupeiras, são minhocas, eles são troncos caídos, maduros de uma longevidade inteira, os livros escutam e falam ininterruptamente. São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo e já do fim do mundo. Os livros esticam e tapam furos na cabeça. Eles sabem chover e fazer escuro, casam filhos e coram, choram, imaginam que mais tarde voltam ao início, a serem como crianças. Os livros têm crianças ao dependuro e giram como carrosséis para as ouvir rir. Os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e baixo, o esquerda e direita de cada coisa ou coisa nenhuma. Nem pestanejam de tanta curiosidade. Querem ver e contar. Os livros é que contam. 
     As bibliotecas só aparentemente são casas sossegadas. O sossego das bibliotecas é a ingenuidade dos incautos. Porque elas são como festas ou batalhas contínuas e soam trombetas a cada instante e há sempre quem discuta com fervor o futuro, quem exija o futuro e seja destemido, merecedor da nossa confiança e da nossa fé. 
     Adianta pouco manter os livros de capas fechadas. Eles têm memória absoluta. Vão saber esperar até que alguém os abra. 
Até que alguém se encoraje, esfaime, amadureça, reclame direito de seguir maior viagem. E vão oferecer tudo, uma e outra vez, generosos e abundantes. Os livros oferecem o que são, o que sabem, uma e outra vez, sem refilarem, sem se aborrecerem de encontrar infinitamente pessoas novas. Os livros gostam de pessoas que nunca pegaram neles, porque têm surpresas para elas e divertem-se a surpreender. Os livros divertem-se. 
     As pessoas que se tornam leitoras ficam logo mais espertas, até andam três centímetros mais altas, que é efeito de um orgulho saudável de estarem a fazer a coisa certa. Ler livros é uma coisa muito certa. As pessoas percebem isso imediatamente. E os livros não têm vertigens. Eles gostam de pessoas baixas e gostam de pessoas que ficam mais altas. 
     Depois da leitura de muitos livros pode ficar-se com uma inteligência admirável e a cabeça acende como se tivesse uma lâmpada dentro. É muito engraçado. Às vezes, os leitores são tão obstinados com a leitura que nem acendem a luz. Ficam com o livro perto do nariz a correr as linhas muito lentamente para serem capazes de ler. Os leitores mesmo inteligentes aprendem a ler tudo. Leem claramente o humor dos outros, a ansiedade, conseguem ler as tempestades e o silêncio, mesmo que seja um silêncio muito baixinho. Os melhores leitores, um dia, até aprendem a escrever. Aprendem a escrever livros. São como pessoas com palavras por fruto, como as árvores que dão maçãs ou laranjas. Dão palavras que fazem sentido e contam coisas às outras pessoas. Já vi gente a sair de dentro dos livros. Gente atarefada até com mudar o mundo. Saem das palavras e vestem-se à pressa com roupas diversas e vão porta fora a explicar descobertas importantes. Muita gente que vive dentro dos livros tem assuntos importantes para tratar.                 Precisamos de estar sempre atentos. Às vezes, compete-nos dar despacho. Sim, compete-nos pôr mãos ao trabalho. Mas sem medo. O trabalho que temos pela escola dos livros é normalmente um modo de ficarmos felizes. 
     Este texto é um abraço especial à biblioteca da escola Frei João, de Vila do Conde, e à biblioteca do Centro Escolar de Barqueiros, concelho de Barcelos. As pessoas que ali leem livros saberão porquê. Não deixa também de ser um abraço a todas as demais bibliotecas e bibliotecários, na esperança de que nada nos convença de que a ignorância ou o fim da fantasia e do sonho são o melhor para nós e para os nossos. Ler é esperar por melhor. 
Valter Hugo Mãe 
("Jornal de Letras", 15 a 28 de maio)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

CONVITE LeV 2013

LeV 2013 - literatura em viagem: um programa a não perder!





Conferência inaugural 
Salão Nobre dos Paços do Concelho 
24 de maio | 21.30
Esta conferência inaugural será proferida por Jerónimo Pizarro e terá como tema Fernando Pessoa, cujos 125 anos sobre o nascimento se celebram em 2013. 
Após a conferência inaugural, haverá lugar a uma leitura encenada de alguns textos de Pessoa. 
25 maio 
Mesas
1. O ELOGIO DO IBERISMO 
Biblioteca Municipal Florbela Espanca 25 de maio | 11.00
A pujança de países sul-americanos, como o Brasil e a Colômbia, será um bom pretexto para reforçar os laços ibero-americanos? Podem Portugal e Espanha desenvolver uma estratégia conjunta de desenvolvimento com os países com que partilham o idioma? A que distância estamos de constituir a Jangada de Pedra de José Saramago?
Moderador: Joel Cleto.
Participantes: Pilar del Río, Jerónimo Pizarro, Valter Hugo Mãe e Alexandre Honrado.
2. PORTUGAL DO NOSSO DESCONTENTAMENTO 
Biblioteca Municipal Florbela Espanca 25 de maio | 15.30 
É este o país que esperamos? O que falhou nos últimos 40 anos? Neste debate pretende-se discutir, mais do que o papel dos políticos e dirigentes, os erros cometidos pela sociedade no seu todo. Há falta de comprometimento? Há uma cultura de desinteresse pela construção do país?
Moderador: Pedro Marques Lopes. Participantes: Eduardo Pitta, José Rentes de Carvalho, Francisco José Viegas e Pedro Vieira.
3. VIAGEM AO CENTRO DO FUTURO 
Biblioteca Municipal Florbela Espanca 25 de maio | 17.30 
Já fomos um país de comerciantes. Hoje as opiniões dividem-se entre sermos um país de turismo ou um país de serviços, havendo ainda quem defenda que podemos ser a Índia da Europa. O que esperar do nosso futuro, como nos podemos reinventar. Que papel terão a cultura e a literatura nesse futuro?
Moderador: Miguel Soares. Participantes: Júlio Magalhães, Afonso Cruz, Alberto Santos, Fernando Pinto do Amaral.
Homenagem a Carlos Tê: Benvindo sejas Carlos 
Biblioteca Municipal Florbela Espanca 25 de maio | 21.30 
O mote é dado pela canção «Benvinda sejas Maria». Será uma visita à vida e obra do poeta e letrista através de uma entrevista pontuada por momentos de música e intervenções de convidados que se cruzaram com Carlos Tê ao longo da sua carreira musical.
26 maio 
Mesas 
4. A LÍNGUA PORTUGUESA É UMA FESTA 
Biblioteca Municipal Florbela Espanca 26 de maio | 15.30 
Com a descolonização, Portugal virou as costas ao espaço lusófono. Com a Europa em ruínas e o Brasil em franco desenvolvimento, estamos a redescobrir a importância da língua portuguesa. Terá Portugal humildade para ser o copiloto do Brasil? Qual deve ser o nosso papel numa política global da língua?
Participantes: João Luís Barreto Guimarães, Carla Maia de Almeida, Onésimo Teotónio de Almeida e Teolinda Gersão.
5. A EUROPA EM TEMPOS DE CÓLERA 
Biblioteca Municipal Florbela Espanca 26 de maio | 17.30
Os períodos de crise profunda na Europa geraram graves conflitos. Poderemos estar na antecâmara de um conflito Norte/Sul? Estamos a assistir ao fim do sonho europeu? A falta de solidariedade entre os estados é só fruto de um contexto económico-financeiro ou é uma profunda questão cultural?
Moderador: Luís Caetano.
Participantes: Christiane Rösinger, Lucian Vasilescu, Manuel Jorge Marmelo, Nuno Camarneiro e Miguel Miranda.
Atividades Paralelas Levezinho; Exposições; Lounge; Feira do Livro

terça-feira, 27 de novembro de 2012

VALTER HUGO MÃE VENCE GRANDE PRÉMIO PT DE LITERATURA

O livro "A Máquina de Fazer Espanhóis" valeu a Valter Hugo Mãe o Grande Prémio Portugal Telecom de Literatura 2012    
   Valter Hugo Mãe, um dos escritores portugueses já citados neste blogue, venceu hoje o Grande Prémio Portugal Telecom de Literatura, com o romance A máquina de fazer espanhóis, entregue ao início da madrugada em São Paulo, Brasil.
     Além de Valter Hugo Mãe, foram galardoados outros escritores: Dalton Trevisan, com a obra O anão e a ninfeta (categoria conto e crónica); Sérgio Sant’Anna, com O livro de Praga; João Anzanello Carrascoza, com Amores mínimos; e Evando Nascimento, com Cantos do mundo.
     Para saberes mais sobre este evento, lê a reportagem de Fernanda Barbosa aqui.

Sinopse de A máquina de fazer espanhóis:

«Esta é a história de quem, no momento mais árido da vida, se surpreende com a manifestação ainda de uma alegria. Uma alegria complexa, até difícil de aceitar, mas que comprova a validade do ser humano até ao seu último segundo. A máquina de fazer espanhóis é uma aventura irónica, trágica e divertida, pela madura idade, que será uma maturidade diferente, um estádio de conhecimento outro no qual o indivíduo se repensa para reincidir ou mudar. O que mudará na vida de António Silva, com oitenta e quatro anos, no dia em que violentamente o seu mundo se transforma?»
Fonte: http://www.wook.pt/ficha/a-maquina-de-fazer-espanhois/a/id/3501619

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

AINDA A PROPÓSITO DO DIA MUNDIAL DOS PROFESSORES...



Vale a pena ler, porque simplesmente belo!

“Os alunos nascem diante dos professores uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões. Quantas vezes me senti outro diante de uma aula brilhante. Punha-me a caminho de casa como se tivesse crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo.”


Excerto do artigo de opinião intitulado “Os Professores” de Valter Hugo Mãe, 
in JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias, 19 de Setembro de 2012

Sobre a biografia e obra de Valter Hugo Mãe, ver site do autor aqui .

URL da imagem: http://www.oconesul.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Professor.jpg