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domingo, 20 de março de 2016

PENSAMENTO DA SEMANA: O PRAZER DA LEITURA


«Não há talvez dias da nossa infância 
que tenhamos tão intensamente vivido 
como aqueles que julgámos passar sem tê-los vivido, 
aqueles que passámos com um livro preferido.»

Marcel Proust, O Prazer da Leitura

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

PENSAMENTO DA SEMANA: OLHAR O MUNDO COM NOVOS OLHOS


"A verdadeira viagem de descoberta não consiste em procurar 
novas paisagens, mas em olhar com novos olhos."

“The real voyage of discovery consists not in seeking 
new landscapes but in having new eyes.”
(Marcel Proust)

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

CINCO TRUQUES PARA TE LEMBRARES DO QUE LÊS


["A lembrança das coisas passadas não é necessariamente 
a lembrança das coisas tal como elas aconteceram."
                                             Marcel Proust (escritor francês)]

Se estás a ler este blogue, provavelmente também gostas de livros – e muito! Nós também! Porém, nem sempre é fácil recordarmos tudo quanto lemos, não é verdade? E, mesmo que não sejas um grande leitor, terás de ler textos para reter informação sobre factos, personalidades, fórmulas...  Por isso, hoje partilhamos contigo alguns truques que poderão ajudar-te a recordar o que lês, seja ficção, seja não-ficção.

Lê num lugar calmo
Este é o truque mais importante para te lembrares daquilo que leste. Se estiveres distraído com outras pessoas, sons ou atividades, não conseguirás dedicar à leitura a atenção de que necessitas para absorver a informação. Até poderás "safar-te", se estiveres a ler para te divertires. No entanto, se estiveres a ler algo que necessitas de saber ou se te queres de facto lembrar daquilo que lês, será bem melhor leres num lugar sossegado.

Lê sempre o início e o fim bem como os diálogos
Diz-se frequentemente que a informação mais importante de cada parágrafo está na primeira e na última frases. O mesmo acontece na ficção, onde, geralmente, o primeiro e o último capítulos contêm muita da informação de que necessitas para saberes o essencial da história. Além disso, os diálogos incluem frequentemente os elementos mais importantes do enredo. Se prestares muita atenção a estas partes da história, é bem provável que te lembres do mais importante.

Resume o que lês
Resumir cada capítulo ajuda a recordar o que foi lido. Imagina que vais ser questionado acerca de determinado livro e que tens de reproduzir o que leste sem olhar para o livro. Pois bem: se resumires o conteúdo desse livro, certamente mais tarte lembrar-te-ás dos aspetos fundamentais.

Regista os aspetos importantes
Para te recordares do que leste, é importante que registes as passagens de que gostaste particularmente, ou as partes do enredo que queres recordar.

Lê em voz alta
Ler em voz alta ajuda a recordar o que leste. Poderás sentir-te um pouco apatetado ao fazê-lo, mas a verdade é que ouvir alguma coisa com frequência ajuda a guardá-la firmemente no cérebro. Ler em voz alta é especialmente útil quando estamos cansados.

Boas leituras e ótimas lembranças!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

LIVROS DO MÊS DE OUTUBRO

ANTÓNIO MEGA FERREIRA, VIAGEM PELA LITERATURA EUROPEIA

«É a bodo do navio que leva Ulisses de regresso a Ítaca bem-amada que embarcamos nesta viagem, que nos há de conduzir do Mediterrâneo até às portas de Lisboa, ao longo de dez capítulos, cada um dedicado a uma obra maior da literatura europeia. Da Odisseia, atribuída tradicionalmente a Homero, ao Livro do Desassossego, atribuído por Fernando Pessoa ao seu semi-heterónimo Bernardo Soares, poderemos acompanhar aqui as aventuras prodigiosas do mais comovente dos heróis, D. Quixote, seguir as subtilezas do cruel jogo de sedução, nas Ligações Perigosas, de Laclos, acompanhar a irresistível ambição (e não menos irresistível queda) do Lucien de Rubempré inventado por Balzac em Ilusões Perdidas, apreciar o muito particular sentido de humor de Thomas Mann na tragicomédia A Montanha Mágica, e embrenharmo-nos na “catedral” que é o romance (em sete volumes) Em busca do tempo perdido de Marcel Proust. Sugestão de um roteiro, não exaustivo, que se pretende cais de partida para outras viagens.»
(Texto da contracapa)




EÇA DE QUEIROZ, CARTAS DE INGLATERRA

Hoje propomos-te a leitura de um livro escrito há mais de 100 anos, mas com uma atualidade incrível. Trata-se de um conjunto de crónicas escritas por Eça aquando da sua estadia em Inglaterra, nas quais este autor maior da nossa literatura reflete sobre diversos temas.
Deixamos-te alguns excertos, na esperança de que venhas a ler outras páginas desta obra.




ACERCA DE OUTUBRO E DOS LIVROS
«Outubro chegou, e, com este mês, em que as folhas caem, começam aqui a aparecer os livros, folhas às vezes tão efémeras como as das árvores, e não tendo como elas o encanto do verde, do murmúrio e da sombra. Estamos com efeito em plena book-season, a estação dos livros.
Estes dois meses, setembro e outubro (e eles merecem-no, porque, como cor, luz, repouso, são os mais simpáticos do ano), têm acumulado em si as mais interessantes seasons, as estações mais fecundas da liga inglesa.»

ACERCA DAS CRIANÇAS, DOS ADULTOS E DA IDIOTICE
«Isto é tanto mais atroz quanto a criança portuguesa é excessivamente viva, inteligente e imaginativa. Em geral, nós outros, os Portugueses, só começamos a ser idiotas – quando chegamos à idade da razão. Em pequenos temos todos uma pontinha de génio: e estou certo que se existisse uma literatura infantil como a da Suécia ou da Holanda, para citar só países tão pequenos como o nosso, erguer-se-ia entre nós o nível intelectual.
Em lugar disso, apenas a luz do entendimento se abre aos nossos filhos, sepultamo-la sob grossas camadas de latim! Depois do Latim acumulamos a retórica! Depois da retórica atulhamo-la de lógica (de lógica, Deus piedoso!). E assim vamos erguendo até aos céus o monumento da camelice!»

SOBRE AS VERDADEIRAS RECOMPENSAS
«Uma boa fazenda, de rendimento certo, numa província rica, com casa já mobilada e alguns cavalos na cavalariça, não seria talvez de mais. Se a gratidão do governo imperial quisesse juntar a isto, para alfinetes, um ou dois milhões de ouro, eu não os recusaria. E se não me quisessem dar nada, bastar-me-ia então que um só bebé se risse e fosse alguns minutos feliz. Pensando bem – é esta a recompensa que prefiro.»

quarta-feira, 4 de julho de 2012

VALE A PENA PENSAR NISTO...



Todo o leitor é leitor de si mesmo.
     Na realidade, todo leitor é, quando lê, o leitor de si mesmo. A obra não passa de uma espécie de instrumento óptico oferecido ao leitor a fim de lhe ser possível discernir o que, sem ela, não teria certamente visto em si mesmo.
Marcel Proust, in O Tempo Redescoberto