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quinta-feira, 6 de junho de 2013

CONVITE: EXPOSIÇÃO NA BMAG


     Convida-se toda a comunidade educativa a visitar a exposição de trabalhos realizados por alunos de várias escolas do Porto no âmbito do Projeto de Animação Comum das Bibliotecas Escolares, patente na Biblioteca Municipal Almeida Garrett. 
     Esta exposição - que inclui 14 trabalhos da autoria dos alunos do curso CEF de Pintura e Decoração Cerâmica da nossa escola, realizados na disciplina de "Cores a Água" sob a orientação da professora Cristina Brás - poderá ser visitada até ao final do mês de junho.

     Vê, na PhotoStory abaixo, uma amostra dos trabalhos dos alunos do CEF Pintura e Decoração Cerâmica.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

UM PRESENTE: UM CONTO DE NATAL

     Após três meses de aulas, chegaram as tão aguardadas férias de Natal. Na escola, na ludoteca e na biblioteca, as decorações natalícias lembram-nos que esta é uma época especial. Na cantina, mesmo ali ao lado, há rabanadas. O cheirinho não engana. Apetece saborear uma: a primeira rabanada do ano é sempre a mais apetecida.
     Este é também tempo de presentes. Mas um presente não necessita de vir embrulhado em papel brilhante e colorido. Pode ser um gesto, uma palavra, um texto. Por isso, deixamos-te aqui o primeiro presente de Natal: um conto. Saboreia-o!



UM CONTO DE NATAL

     O inverno já se fazia sentir. O vento soprava com força e as nuvens escuras eram presságio de chuva. Talvez por isso, mais ninguém se encontrava ali, à beira-mar. Já ali tinha estado no dia anterior e no dia antes desse. As ondas batiam com violência nas rochas e chapinavam-me a cara. Mas a ansiedade era tanta que não podia desistir ... e olhava naquela imensidão de água ... e esperava. Todos os sonhos de prendas de Natal, a carta que escrevi ao Pai Natal, nada disso era agora importante. Apesar de ser véspera de Natal, as notícias que aguardava eram bem diferentes.
     Tudo acontecera três dias antes quando o meu pai e os meus irmãos sairam no barco para a pesca. Como de costume fizeram-se ao mar de madrugada, com o barco vazio mas cheio de esperança numa pescaria que pudesse trazer algum conforto para a família. Prometeram estar de regresso no dia seguinte, mas não chegaram. Nem no dia a seguir. Foi nessa altura que um oficial da marinha veio lá a casa informar que a embarcação tinha sido dada como desaparecida, pois não conseguiam comunicar desde a sua partida. A minha mãe nem queria acreditar e passou toda a noite a chorar.
     Resolvi desligar as luzes da árvore de Natal. Apenas um vela junto à janela permanecia acesa, dia e noite. Sei que por ter apenas dez anos, os mais velhos pensam que não nos apercebemos destas coisas, mas estava triste, muito triste ...
      Continuei a olhar a imensidão do mar.
     Quando chegou a noite deixei de ver os barcos ao longe e decidi regressar a casa. A minha mãe não tinha feito as rabanadas, não havia bolo rei nem pão de ló, nem queijo, nem bacalhau com batatas, nem ovos, nem sumo, nem presentes junto ao pinheiro. Mas nada disso era importante e acabamos por adormecer no sofá, as luzes apagadas e apenas com uma vela acesa junto à janela.
      De repente, acordamos com um enorme estrondo. Como estava a dormir nem me apercebi do que se passava. Saltamos do sofá e vimos que estava alguém a bater à porta. A minha mãe correu para a abrir e o meu pai e os meus irmãos entraram a correr pela casa e abraçaram-nos com tanta força que até faltava o ar. Tinham estado perdidos no mar mas foram salvos pela Guarda Costeira, que os trouxe de regresso a terra. Após a grande confusão que se gerou, todos nos sentamos à mesa. Conversámos toda a noite cheios de felicidade por estarmos todos juntos. E os presentes? Tudo o que mais desejava já estava ali comigo, no conforto da nossa casa.
      Afinal, este Natal não fiquei zangado por não receber presentes.
Texto de autor anónimo
Ilustração da Prof.ª Cristina Brás

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O QUE FAZEM OS LIVROS QUANDO DORMIMOS?

     O que fazem os livros quando estamos a dormir? Já algumas vez pensaste nisso? Será que os livros têm vida própria? 
    Os alunos do 6.º F foram desafiados a refletir sobre estas questões. Eis as respostas do Rúben e da Mariana:

O que fazem os livros quando nós dormimos?



     O que fazem os livros quando nós dormimos?
     Eu tenho livros de todos os tamanhos e género, grandes, pequenos, velhos e novos, de aventura, romances, contos e mais e mais.
     Para mim ler é muito importante. Mas já há algum tempo que uma dúvida me persegue e para a qual ainda não tenho a resposta certa. O que fazem os livros quando nós dormimos? Será que brincam? Será que contam histórias uns aos outros? Será que me veem dormir? Será que os livros de terror brincam a assustar os livros de amor?
     Será que fazem grandes festas? Comem sandes de letras e bebem sumos com sabor a tinta vermelha, dançam abanando a lombada. Chamam os seus avós enciclopédias para dançarem com eles.
Será que afinal nada disto acontece e ficam simplesmente à espera que eu acorde para olhar para eles e pensar : “Eu sei o que vocês fazem quando eu estou a dormir...”.
Rúben nº 18 Turma 6º F



     Quando a luz se apaga e tudo fica em silêncio, as crianças fecham os olhos e adormecem profundamente num sono leve e tranquilo.
      Nesse momento, todos os livros saem das prateleiras e começam a conversar uns com os outros. Falam baixinho de um livro novo que chegou durante o dia. Estão curiosos, não sabem nada sobre ele. Uns dizem que deve ser um livro de aventura, outros dizem... não, não, é um livro de poesia. Esta manhã, ouvimos a menina a pedir à mãe um livro de poesia, deve ser ele.
      O livro novo sentia-se triste e assustado, não conhecia ninguém e nunca tinha sido lido. Quando um livro não é lido sente-se excluído e envergonhado, como se não tivesse nenhum amigo na sua nova morada.
      No entanto, os outros livros ganharam coragem e foram ter com ele para saberem como se chamava. O livro, muito envergonhado, disse que era um “livro incompleto”, porque tinha todas as suas páginas em branco. Os outros livros olharam uns para os outros e gritaram ao mesmo tempo,” é um livro de escrita”, as letras que lá apareceriam iriam depender da imaginação do seu dono. Ele ficou felicíssimo, já sabia quem era, um livro muito especial.
     Quando nós dormimos, os livros têm vida e falam entre eles, como são tratados, como são acarinhados e por vezes mal tratados. Temos de cuidar dos nossos livros pois em alguns momentos podem ser os nossos melhores amigos.
Mariana Alves, nº 15, Turma 6º F

Ilustrações de Cristina Brás
(Prof.ª de Educação Visual)