Arte, Conhecimento, Crítica, Ética, Fórmulas, Humor, Ideias, Imagens, Informação, Literacia, Livros, Música, Números, Reflexão, Saber, Viagens… O Blogue das Bibliotecas do Agrupamento de Escolas Eugénio de Andrade!
Se
fosse viva, Alice Herz-Sommer teria, agora, 112 anos.
Alice
partiu em fevereiro. Há dois anos. Porém, como o seu exemplo de vida merece ser
recordado por todos, deixamos-te algumas frases desta mulher extraordinária,
para que possas refletir sobre elas e, quem sabe, adotá-las como lema de vida:
«Não
existe nada no nosso mundo que seja apenas mau.
Até o
mau é bonito, quando se sabe para onde olhar.»
E
para que conheças a vida desta mulher extraordinária, para quem a música era
tudo, deixamos-te um relato emocionante e inspirador de uma vida que se iniciou
em Praga, na República Checa, quando corria o ano de 1903. Vê-o AQUI.
Talvez nunca tenhas ouvido falar de Alice Herz-Sommer. Porém, é possível que, doravante, não esqueças o nome desta mulher invulgar, que faleceu ontem, 23 de fevereiro, com 110 anos.
Considerada a sobrevivente mais idosa do holocausto, aos 108 anos Alice Herz-Sommer ainda praticava piano durante 3 (três!) horas por dia, havendo uma razão bem forte para que não abandonasse a música…
A sua vida não foi fácil: aos 83 anos sobreviveu a um cancro, mas durante a Segunda Guerra Mundial sobreviveu a algo ainda mais terrível: o campo de concentração de Theresienstadt, para onde foi enviada devido às suas raízes judias. Testemunhou aí a morte de sua mãe e de seu marido.
Nascida no seio de uma família abastada e culta, quando jovem, Alice contactou com escritores, como Franz Kafka, e compositores, como Gustav Mahler, mas foi a sua irmã mais velha, Irma, que a ensinou a tocar piano, seguida de Artur Schnabel, pianista e compositor austríaco, que a encorajou a seguir uma carreira na música clássica.
Aquando do domínio de Praga pelos nazis, não era permitido a Alice tocar em público, participar em concursos ou ensinar a alunos não judeus. No entanto, o mesmo não aconteceu enquanto esteve presa em Theresienstadt: ali, como a pianista lembra na sua biografia – A Garden of Eden in Hell (Um Jardim do Paraíso no Inferno), os judeus tinham de tocar porque a Cruz Vermelha visitava o campo de concentração três vezes por ano e os alemães tinham de mostrar aos seus representantes que a situação dos judeus naquele campo era boa. Assim, sempre que Alice sabia que haveria um concerto, sentia-se feliz. Nesses momentos, os músicos atuavam perante uma plateia de 150 pessoas famintas, doentes, desesperadas e gastas, mas Alice sentia-se feliz, porque aquelas pessoas viviam para a música, que, para elas, era como comida.
Não é, pois, de espantar que Alice tenha dito: “Foi a música que me salvou!”
Observa e escuta Alice Herz-Sommer no filme que se segue! Sente o entusiamo desta mulher notável quando falava de música, que para ela significava - também - "milagre", "plenitude", "sonho" e "beleza".
Milagre de Natal, de António Torrado (texto) e Inês Oliveira (ilustração)
Imagina um cãozinho perdido. Imagina a balbúrdia das ruas cheias de gente, na roda-viva das últimas compras de Natal. O que vai ser do cãozinho? Quem lhe acode?
Mas eis que entra na história o Pai Natal. Às vezes, o bom velhinho faz grandes confusões com as prendas, o que, atendendo à idade, tem desculpa. Não lhe peçam responsabilidades, que preocupações a mais já ele tem. E o que acontece ao cãozinho? Recebeu prenda? Deu prenda? Teve sorte? Pouca sorte?
Milagre de Natal conta a noite de Natal de um cachorrinho de rua que, devido a uma série de peripécias, acaba no saco de presentes do trenó do Pai Natal e, por engano, é deixado como oferta na casa de um menino. Este presente vai ser encarado como um verdadeiro milagre, enchendo de magia e alegria a família do menino e esta bela história de António Torrado.
O Caderno do Avô Heinrich, de Conceição Dinis Tomé Um livro sobre dois amigos que se conheceram na Polónia, no início da Segunda Guerra Mundial. Heinrich (alemão) e Jósef (judeu) vão conseguir manter a sua amizade, apesar do sofrimento e horror de uma guerra que não compreendem.
A história é-nos dada pela voz de Heinrich, que a registou num caderno já perto do final da sua vida. Através dela, o neto, Henrique, irá compreender a razão por que o avô às vezes estava tão triste. "Adormecemos a dor, mantemo-la sossegada anos a fio, a hibernar como os ursos. Mas há uma altura em que, mesmo sem querermos, ela desperta e, como um lobo assustado e faminto, nos ataca à queima-roupa."
Escrito com sensibilidade e correção, "O Caderno do Avô Heinrich" venceu o Prémio Literário Maria Rosa Colaço 2012, na categoria Literatura Juvenil.
Indicado pela editora para leitores dos 10 aos 14 anos, pode servir de ponto de partida para o estudo de um período histórico que a todos devia envergonhar. Depois, importará mais valorizar o ponto de chegada: "Descubro agora que estou velho, que somos feitos de barro e a vida é que nos vai moldando. Apenas nos é dada, todos os dias, a oportunidade de escolher se queremos viver como ratos ou como condores. Sei que o meu pai sempre teve razão. É possível acordar todas as manhãs e começar de novo."
Durante a ocupação nazi, na Segunda Guerra Mundial, Irena Sendler dedicou a sua vida a salvar judeus. Ciente de que era uma questão de vida ou de morte para as crianças cuja única culpa era terem sangue não-ariano a correr-lhe nas veias, foi capaz de encontrar dentro de si uma energia extraordinária e imaginação para as salvar, revelando ainda um espantoso talento organizativo.
Ela, que trabalhava como assistente social, organizou então juntamente com as suas colaboradoras a saída de cerca de 2.500 crianças do Gueto de Varsóvia, para o seio de famílias católicas, orfanatos, conventos ou fábricas.
Não houve uma única criança salva - muitas delas disfarçadas sob a forma de pacotes - que tivesse sido atraiçoada ou descoberta pelos Nazis.
Irena Sendler não só salvou milhares de vidas, como incontáveis gerações dos seus descendentes.
Foi considerada como uma das grandes heroínas da resistência polaca ao nazismo, tendo estado nomeada para o Prémio Nobel da Paz.
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