quinta-feira, 4 de abril de 2013

AJUDARIS - EXPOSIÇÃO E HORA DO CONTO NA BIBLIOTECA DA E.B. 1 DE COSTA CABRAL


    Está patente, na biblioteca da Escola E.B. 1 de Costa Cabral, uma vasta e interessantíssima exposição de ilustrações dos contos da última edição das Histórias da Ajudaris. Os contos são fruto da imaginação de alunos de escolas de todo o país e as ilustrações são da autoria de muitos artistas consagrados.
   A par da visita à exposição, todas as turmas do primeiro ciclo do agrupamento têm participado ativamente na “Hora do Conto” em que também participaram docentes da escola-sede.
   Uma experiência fantástica para quem partilha, ouvindo e contando, num espaço bonito e acolhedor!























VALE A PENA PENSAR NISTO...


«Contar histórias às crianças é 
roubar-lhes a possibilidade de fracasso.» 

Thomas Bakk, contautor de histórias, que esteve, ontem, no nosso auditório, no âmbito do Projeto Ajudaris, onde alunos das três escolas do primeiro ciclo do nosso agrupamento mostraram diferentes formas de contar histórias a um auditório apinhado de pais, avós, docentes, direção do agrupamento, presidente do conselho geral e autarcas locais.

TURMA DE CEF EM PROJETO NACIONAL DE REABILITAÇÃO


A turma do CEF da nossa escola está a participar no concurso “Escola Alerta!” 2012/2013 que é promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação (INR).
Para se submeter a este concurso, realizou o projeto “Sociedade Inclusa” que teve como objetivo sensibilizar a sociedade para pequenas alterações, fáceis de realizar, em locais públicos, tais como, centros de saúde, unidades de saúde familiar e hospitais. As referidas modificações podem ser exequíveis através da instalação do “Sistema de Gestão de Vez” que pode dar às pessoas surdas autonomia para recorrerem a estes serviços, tendo assim, menos uma barreira comunicacional.

terça-feira, 2 de abril de 2013

MARIA SIBYLA MERIAN: A ARTISTA CUJA PAIXÃO PELOS INSETOS MUDOU A CIÊNCIA


     

     Hoje, 2 de abril, o doodle do Google homenageia uma das primeiras ilustradoras científicas do mundo, Maria Sibylla Merian (1647-1717). Muito antes de a máquina fotográfica ter sido inventada, esta artista e entomologista alemã agiu como se fosse os olhos do mundo, pintando imagens impressionantes e cientificamente precisas de flores e de insetos. 
     Da sua estadia no Suriname, onde se deslocou para estudar a fauna e a flora locais, resultou o livro Magnus Opus, Metamorphosis insectorum Surinamensium, em cujas páginas figuram belíssimas pinturas de plantas e animais, especialmente de mariposas e borboletas, de besouros e aranhas, e até de cobras e lagartos.
     Aprecia as pinturas de uma das maiores ilustradoras científicas do seu tempo e de todos os tempos, bem como a música de Georg Friedrich Händel, célebre compositor alemão, naturalizado cidadão britânico em 1726, no filme que te é apresentado em seguida.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

LIVROS DO MÊS DE ABRIL

Em abril, águas e palavras mil...

ELOGIO DA CONVERSA, de Theodore Zeldin


     Theodore Zeldin acredita que o século em que vivemos necessita de uma nova ambição para desenvolver, não a conversa superficial, mas a verdadeira conversação, que «consiste na partilha de ideias e de sentimentos e que modifica as pessoas (…) que é incendiária e implica mais do que enviar e receber informação». Não pretende presentear-nos com mais um livro pretensamente sobre a conversa, com instruções sobre a maneira de adular ou de iludir, de seduzir ou de parecer atualizado. Não pretende oferecer-nos mais «uma coleção de receitas destinada a produzir um estilo de conversa que possamos exibir aos amigos».
     Na realidade, o autor está interessado no tipo de conversa «que iniciamos na disposição de nos tornarmos uma pessoa diferente quando a terminamos» que «envolve risco», e é «uma aventura em que nos dispomos a cozinhar o mundo juntos para o tornarmos menos amargo», sendo a forma «como ela modifica não só a nossa maneira de ver o mundo, mas também o próprio mundo» o aspeto da conversa que mais lhe interessa e, neste livro o autor pretendeu analisar a maneira como tal acontece. Por isso, aborda neste interessante livro – que existe na nossa biblioteca, oferecido pela Gradiva – temas tão interessantes como:
     • Que alternativas haverá para as banalidades que geralmente se utilizam para dar início a uma conversa?
     • Até que ponto será útil imitar os estilos de conversa de outras pessoas?
     • Como melhorar a capacidade de adivinhar o que as pessoas deixam de dizer?
     • Como podemos expressar admiração sem lisonja ou sem nos rebaixarmos?
     • Que idade precisamos de ter para conversar?
    •As recordações partilhadas serão um ingrediente necessário de uma conversa capaz de durar toda a vida?
     •Uma conversa bem sucedida será aquela que se desenrola exatamente como foi planeada?
    •Terá uma pessoa o emprego errado se não consegue partilhar as suas preocupações pessoais com os colegas?
     •Como poderia a formação técnica aumentar a sensibilidade poética?
     • Será verdade que demasiada informação provoca a síndroma do mocho irritável?
     Encontra as respostas a estas e outras perguntas lendo Elogio da conversa!

LEMBRO-ME QUE… , de Ferreira Fernandes


Inspirando-se, quer na forma, quer no espírito de Je me souviens… do francês Georges Perec (1936-1982) e de I Remember (1970), I Remember More (1972) e More I Remember More (1973) do americano Joe Brainard, Ferreira Fernandes desfia as recordações do ano de 1974, puxando um a um, como quem come cerejas, os acontecimentos dos dias que antecederam o 25 de Abril.
Deixamos-te aqui algumas dessas recordações:
2
Lembro-me que, no dia 1 de janeiro [de 1974], se tornou obrigatório o cinto de segurança, mas só nas aulas de condução. (No ano seguinte a medida foi revogada. E só em 1992 voltou a ser lei, dessa vez já para todos os carros e não só os do ensino.)
4
Lembro-me que ir ao café ficava por 4$50. Três vezes 15 tostões assim divididos: 1$50 para o café, 1$50 para o jornal e 1$50 para engraxar os sapatos.
9
Lembro-me que uma editora do Porto, a Inova, instituiu um prémio de poesia, que se chamava Prémio Pablo Neruda. Quem ganhou foi Nuno Júdice (aconteceu quatro meses depois do golpe de Pinochet, no Chile, e a Revolução de Abril só viria quatro meses depois).
12
Lembro-me que havia anúncios assim: “Uma semana em Londres/2500 escudos – Agência Abreu.”
327
Lembro-me.

quarta-feira, 27 de março de 2013

MAIS NOTÍCIAS DO MUNDO DOS LIVROS

     
     A editora portuguesa Planeta Tangerina - que tem obras traduzidas em línguas como o inglês, francês, italiano, coreano e norueguês - foi eleita a melhor da Europa na Feira do Livro Infantil de Bolonha e conquistou ainda uma menção especial na categoria de primeira obra com o livro A Ilha, de João Gomes de Abreu e Yara Kono. (Saber +)

     Imagina que possuías um manto capaz de te tornar invisível. Que maravilha, não achas? Uma ideia verdadeiramente tentadora, que até agora pertencia ao mundo da ficção: existia um na saga Harry Potter, por exemplo. No entanto, em breve, tal manto poderá passar a ser uma excitante realidade, graças a investigadores da Universidade do Texas, que desenvolveram um material ultrafino capaz de tornar invisível tudo aquilo que estiver a cobrir. (Saber +)

     Resumir textos nem sempre é fácil, mas compensa! Que o diga Nick D’Aloisio, o adolescente britânico que criou a aplicação Summly, cuja função é resumir longos textos em versões mais curtas para poderem ser lidas em smartphones. Ao vender a sua aplicação à Yahoo, Nick tornou-se multimilionário e ainda ganhou um emprego fabuloso! (Saber +)

     Será lançada na China, em maio, a primeira tradução dos poemas e ensaios de Alberto Caeiro, um dos heterónimos de Fernando Pessoa. O livro, com cerca de 300 páginas, é o primeiro volume de uma série intitulada “Obras de Fernando pessoa”, sendo a tradução da autoria de Min Xuefei, professora de português na Beida (a mais antiga universidade de Pequim). Min Xuefei traduziu os poemas de Caeiro em Portugal quando preparava a tese de doutoramento sobre Clarice Lispector. Para ela "Pessoa e Clarice Lispector são parecidos. Foram ambos uma grande ajuda para (…) entender a vida e a literatura". (Saber +)


O QUE FAZER PARA LEVAR AS CRIANÇAS A LER?


«Na terça-feira à noite, quando na Feira do Livro Infantil de Bolonha a editora portuguesa Planeta Tangerina foi eleita a melhor da Europa, Daniel Pennac, o conhecido autor francês, foi feito Doutor honoris causa da universidade da cidade. Na cerimónia, os adultos fizeram-lhe a pergunta do costume: como se levam as crianças a ler? Ele respondeu: “Leiam também. Isso basta.”» (Ler +) 
Fonte: Público
Url da imagem:http://www.livrospedagogicos.net/wp-content/uploads/2010/03/leitura.jpg 

quinta-feira, 21 de março de 2013

DIA MUNDIAL DA POESIA: HOMENAGEM AOS POETAS

Em mais um Dia Mundial da Poesia, prestamos homenagem a todos os poetas, essas cigarras que nos elevam da nossa efemeridade!



AOS POETAS

Somos nós
As humanas cigarras.
Nós,
Desde o tempo de Esopo conhecidos…
Nós,
Perseguidos.

Somos nós os ridículos comparsas
Da fábula burguesa da formiga.
Nós, a tribo faminta de ciganos
Que se abriga
Ao luar.
Nós, que nunca passamos,
A passar…

Somos nós, e só nós podemos ter
Asas sonoras.
Asas que em certas horas
Palpitam.
Asas que morrem, mas que ressuscitam
Da sepultura.
E que da planura
Da seara
Erguem a um campo de maior altura
A mão que só altura semeara.
Por isso a vós, Poetas, eu levanto
A taça fraternal deste meu canto,
E bebo em vossa honra o doce vinho
Da amizade e da paz.

Venho que não é meu,
Mas sim do mosto que a beleza traz.
E vos digo e conjuro que canteis.
Que sejais menestréis
Duma gesta de amor universal.
Duma epopeia que não tenha reis,
Mas homens de tamanho natural.

Homens de toda a terra sem fronteiras.
De todos os feitios e maneiras,
Da cor que o sol lhes deu à flor da pele.
Crias de Adão e Eva verdadeiras.
Homens da torre de Babel.

Homens do dia-a-dia
Que levantem paredes de ilusão.
Homens de pés no chão,
Que se calcem de sonho e de poesia
Pela graça infantil da vossa mão.

Miguel Torga, in Odes

terça-feira, 19 de março de 2013

CONVITE: CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE ILSE LOSA

       Decorrerá amanhã, dia 20 de março, na Biblioteca Municipal da Maia, um colóquio com os objetivos de celebrar o centenário do nascimento da escritora Ilse Losa, proporcionar um cruzamento de olhares sobre a autora e sua obra e despertar para a leitura, num colóquio que se pretende simultaneamente especializado e abrangente. 
     Especialistas e leitores comuns cruzarão olhares sobre a riqueza da obra multifacetada de Ilse Losa, escritora nascida numa aldeia perto de Hanôver em 20 de Março de 1913, que adotou a cidade do Porto para viver a partir de 1934.