segunda-feira, 2 de abril de 2012

DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL

     Comemora-se hoje, 2 de abril – dia do nascimento de Hans Christian Andersen, autor dinamarquês de algumas das histórias mais lidas de todos os tempos, como é o caso de Alice no País das Maravilhas, O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia ou As Roupas Novas do Imperador - o Dia Internacional do Livro Infantil, por iniciativa da International Board on Books for Young People – IBBY.
      Todos os anos, o vencedor do Prémio Nacional de Ilustração é convidado pela Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB) a desenhar o cartaz comemorativo do Dia Internacional do Livro Infantil. Este ano, a missão coube a Yara Kono, premiada o ano passado pelas ilustrações do livro O Papão no Desvão, um picture book com texto de Ana Saldanha, publicado pela Caminho. 
     Para incentivar a leitura  é também difundida uma mensagem de um escritor de nacionalidade diferente, tendo sido o escritor e editor mexicano  Francisco Hinojosa  a criar a mensagem que te é apresentada em seguida e que vale a pena saborear.

Había una vez un cuento que contaba el mundo entero

     Había una vez un cuento que contaba el mundo entero. Ese cuento en realidad no era uno solo, sino muchos más que empezaron a poblar el mundo con sus historias de niñas desobedientes y lobos seductores, de zapatillas de cristal y príncipes enamorados, de gatos ingeniosos y soldaditos de plomo, de gigantes bonachones y fábricas de chocolate. Lo poblaron de palabras, de inteligencia, de imágenes, de personajes extraordinarios. Le permitieron reír, asombrarse, convivir. Lo cargaron de significados. Y desde entonces esos cuentos han continuado multiplicándose para decirnos mil y una veces “Había una vez un cuento que contaba el mundo entero…”
     Al leer, al contar o al escuchar cuentos estamos ejercitando la imaginación, como si fuera necesario darle entrenamiento para mantenerla en forma. Algún día, seguramente sin que lo sepamos, una de esas historias acudirá a nuestras vidas para ofrecernos soluciones creativas a los obstáculos que se nos presenten en el camino.
     Al leer, al contar o al escuchar cuentos en voz alta también estamos repitiendo un ritual muy antiguo que ha cumplido un papel fundamental en la historia de la civilización: hacer comunidad. Alrededor de esos cuentos se han reunido las culturas, las épocas y las generaciones para decirnos que somos uno solo los japoneses, los alemanes y los mexicanos; aquellos que vivieron en el siglo XVII y nosotros que leemos un cuento en la internet; los abuelos, los padres y los hijos. Los cuentos nos llenan por igual a los seres humanos, a pesar de nuestras enormes diferencias, porque todos somos, en el fondo, sus protagonistas.
     Al contrario de los organismos vivos, que nacen, se reproducen y mueren, los cuentos, que surgen colmados de fertilidad, pueden ser inmortales. En especial aquellos de tradición popular
que se adecúan a las circunstancias y el contexto del presente en el que son contados o reescritos. Se trata de cuentos que, al reproducirlos o escucharlos, nos convierten en sus coautores.
     Y había una vez, también, un país lleno de mitos, cuentos y leyendas que viajaron por siglos, de boca en boca, para exhibir su idea de la creación, para narrar su historia, para ofrecer su riqueza cultural, para excitar la curiosidad y llenar de sonrisas los labios. Era también un país en el que pocos de sus pobladores tenían acceso a los libros. Pero eso es una historia que ya ha empezado a cambiar. Hoy los cuentos están llegando cada vez más a rincones apartados de mi país, México. Y al encontrarse con sus lectores están cumpliendo con su papel de hacer comunidad, hacer familia y hacer individuos con mayor posibilidad de ser felices.
Francisco Hinojosa

terça-feira, 27 de março de 2012

ARTISTAS DIGITAIS DA NOSSA ESCOLA GANHAM PRÉMIOS A NÍVEL NACIONAL

X Edição do Concurso Artistas Digitais
Escola E. B. 2/3 de Paranhos
1º lugar - Rita Aleixo / 2º lugar – Inês Pereira


     A X Edição do Concurso Artistas Digitais, promovida pelo CCEMS, visava a utilização das TIC em contexto escolar e o desenvolvimento da criatividade. Os alunos do 6ºA e 6ºD, que participaram no concurso, realizaram um trabalho com recurso às ferramentas de processamento e imagem, sob a orientação das professoras Ana Salgado e Fernanda Lima, e foi precisamente destas turmas que saíram as alunas vencedoras do 1.º e 2.º lugares: a Rita Aleixo e  a Inês Pereira.
     Na cerimónia de entrega de prémios, que teve lugar no passado dia 21 de março no auditório da Junta de Freguesia de Paranhos,  estiveram presentes alunos representantes de todas as turmas do agrupamento, encarregados de educação, docentes de todos os ciclos de ensino, coordenadores de todos os departamentos e das bibliotecas, a professora Ana Maria Monteiro, que apresentou a cerimónia, a  direção do agrupamento, o presidente do Conselho Geral, António Rodrigues, o diretor do CCEMS, António Carvalho Rodrigues, a responsável pelo pelouro da cultura da Junta de freguesia, Fátima Fontes, e o presidente da junta de freguesia de Paranhos, Alberto Machado.
     A Gradiva ofereceu livros a todos os elementos da comunidade educativa e também à nossa biblioteca.
    Obrigada, Rita e Inês, por este prémio partilhado!

quinta-feira, 22 de março de 2012

TODOS OS DIAS SÃO DIAS DE POESIA

     O dia 21 de março é um dia verdadeiramente especial: além de ser  "Dia da Árvore" e "Dia da Cor e da Luz", é também o "Dia Mundial da Poesia".
     Nós não quisemos que este dia passasse despercebido. Por isso, logo pela manhã, distribuímos - a alunos, professores e funcionários - alguns poemas, que foram, de seguida, lidos em várias turmas. Já durante a tarde, na Biblioteca, foi exibido um filme no qual  personalidades conhecidas disseram, de forma muito original, belíssimos poemas.


     E porque todos os dias são dias de poesia, deixamos-te dois poemas particularmente interessantes:


O POETA É UM GUARDADOR

o poeta é um guardador

guarda a diferença 
guarda da indiferença

no incerto
guarda a certeza da voz

Ana Hatherly,
 in Um Calculador de Improbabilidades

UM POEMA 

Não tenhas medo, ouve:
 ... É um poema. 
Um misto de oração e de feitiço
Sem qualquer compromisso. 
Ouve-o atentamente 
De coração lavado. 
Poderás decorá-lo 
E rezá-lo 
Ao deitar, 
Ao levantar, 
Ou nas restantes horas de tristeza 
Na segura certeza 
De que não te faz mal 
E pode ser que te dê paz 
Miguel Torga, 
in Diário X

segunda-feira, 19 de março de 2012

MAIS UMA HISTÓRIA PARA REFLETIR

          The Boy With the Sun Tree Bow ou O menino e o arco da árvore do sol , de Gerald Hausman, é uma história que nos faz refletir acerca das consequências que as ações humanas têm sobre os seres de outras espécies, as quais poderão tornar-se no motivo da extinção da própria espécie Humana.
       A propósito da sua obra, Gerald Hausman afirmou o seguinte: «A história do Menino, na verdade, fala de como tratamos, ou maltratamos, a Mãe Terra. Baseia-se em muitas lendas indígenas da América do Norte. Ouvi a história ser contada de várias maneiras por vários contadores - iroqueses, crows, sioux, navajos. Adaptei-a, tornei-a curta e definitiva, para que todos pudessem ver a alegoria de como estamos a destruir a Terra.
     Os nativos americanos  gostaram da minha versão da história. June LaGrande, contadora de histórias cherokee, viajou e contou a história para onde foi. Depois de falecer, o seu filho, Ramon Shiloh, contou a história e ainda a conta. Ramon assessorou o desenho animado.
       Professores primários da Rússia usaram a história nas suas aulas. A história foi escolhida por professores americanos para ser apresentada a professores russos. Transformei-a num livro em áudio e o Menino começou a realmente viajar pelo mundo.
       Muitos professores veem esta história como um protesto contra o mau uso da energia nuclear.»

Gerald Hausman
(Texto adaptado)


Nota: Se te interessas sobre esta temática, poderás ler 
História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, de Luis Sepúlveda, 
uma obra existente na nossa biblioteca.

EXPOSIÇÃO «A CIÊNCIA NA ESCOLA»: BALANÇO EM IMAGENS

Terminou a exposição «A Ciência na Escola», que integrou trabalhos de Ciências Naturais, Ciências Físico-Químicas e Matemática. Foi significativo o número de alunos, professores e encarregados de educação que a visitaram e tiveram a oportunidade de participar numa palestra sobre o mesmo tema.
Deixamos-te a memória dessa exposição nas imagens que se seguem.



quarta-feira, 14 de março de 2012

A MAIOR FLOR DO MUNDO: UM DESAFIO DE PRIMAVERA

Com a primavera à espreita, deixamos-te aqui um filme muito especial: A Maior Flor do Mundo, o único conto infantil de José Saramago, transportado na sua magia para o mundo do cinema animado.


E lançamos-te um desafio: partindo deste belíssimo filme, reescreve a história que José Saramago teria escrito “se soubesse escrever histórias para crianças… com palavras muito simples e descomplicadas”.
Entrega a tua história na biblioteca, até ao dia 21 de Março, onde está reservado um prémio para a melhor versão!

EXPOSIÇÃO «A CIÊNCIA NA ESCOLA»

CONVITE

Convida-se toda a comunidade educativa a visitar a exposição «A Ciência na Escola» patente na nossa biblioteca, que inclui trabalhos realizados por alunos do 6.º e  7.º anos,  nas disciplinas de Ciências Naturais, Ciências Físico-Químicas e Matemática.
Venham conhecer melhor o nosso Mundo!

segunda-feira, 12 de março de 2012

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA – FASE DISTRITAL

Biblioteca Municipal Almeida Garrett
24 de abril de 2012



A realização de provas da 2.ª fase do Concurso Nacional de Leitura 2011/12, no distrito do Porto, tem a data marcada para 24 de abril de 2012, de manhã, no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, aos Jardins do Palácio de Cristal.
As obras selecionadas para o terceiro ciclo são as seguintes:




A prova escrita para o 3º ciclo do Ensino Básico realizar-se-á às 10h. As provas orais para os apurados decorrerão durante a tarde.
Os alunos que representarão a nossa escola são a Lia Borges, do 8.º A, a Maria Inês Matos, do 8.º D, e o Daniel Brochado da Cunha, do 7.º C.
Boas leituras e boa sorte a todos!

quinta-feira, 8 de março de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Com a celebração do Dia Internacional da Mulher pretende-se realçar o papel e a dignidade da mulher, assim como promover a consciência do seu valor, perceber o seu papel na sociedade e contestar preconceitos e limitações que lhe têm sido impostos ao longo dos tempos.

Porquê o dia 8 de março?
Em 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve e ocuparam a fábrica em que trabalhavam, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarou um incêndio, daí resultando a morte de cerca de 130 mulheres.
Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas operárias, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".

O Dia Internacional da Mulher na Nossa Escola
Para festejar este dia, realizou-se na nossa biblioteca a atividade “Cultura no Feminino”, que teve várias vertentes: foram expostas biografias, textos e imagens de mulheres que marcaram a cultura portuguesa em várias áreas, e também foram dramatizadas, por alunos do 5.º E e do 7.º A, entrevistas ficcionadas, que nos deram a conhecer mulheres das artes e das letras, como Carolina Michaëlis, Guilherminha Suggia, Vieira da Silva, Maria Lamas, Matilde Rosa Araújo, Paula Rego, Maria João Pires, Alice Vieira, Florbela Espanca e Luísa Dacosta.
Assistiram a esta atividade vários docentes, alunos surdos e ouvintes, formadores e intérpretes de língua gestual, pais e encarregados de educação.







segunda-feira, 5 de março de 2012

NOVIDADES NA BIBLIOTECA ESCOLAR

A HISTÓRIA DE IRENA SENDLER, de Anna Mieszkowska


        Durante a ocupação nazi, na Segunda Guerra Mundial, Irena Sendler dedicou a sua vida a salvar judeus. Ciente de que era uma questão de vida ou de morte para as crianças cuja única culpa era terem sangue não-ariano a correr-lhe nas veias, foi capaz de encontrar dentro de si uma energia extraordinária e imaginação para as salvar, revelando ainda um espantoso talento organizativo.
        Ela, que trabalhava como assistente social, organizou então juntamente com as suas colaboradoras a saída de cerca de 2.500 crianças do Gueto de Varsóvia, para o seio de famílias católicas, orfanatos, conventos ou fábricas.
        Não houve uma única criança salva - muitas delas disfarçadas sob a forma de pacotes - que tivesse sido atraiçoada ou descoberta pelos Nazis.
        Irena Sendler não só salvou milhares de vidas, como incontáveis gerações dos seus descendentes.
        Foi considerada como uma das grandes heroínas da resistência polaca ao nazismo, tendo estado nomeada para o Prémio Nobel da Paz.

Outros livros sobre a temática do Holocausto na nossa biblioteca:
  • Diário de Anne Frank
  • O mundo em que vivi, de Ilse Losa   
  • A ilha da rua dos pássaros, de Uri Orlev       
  • O rapaz do pijama às riscas, de John Boyne

domingo, 4 de março de 2012

ESCRITA CRIATIVA: ALGUNS CONSELHOS DE QUEM SABE DA ARTE

Escrever um texto nem sempre é fácil. A página em branco pode ser verdadeiramente assustadora!
No entanto, há alguns "truques", como aqueles que Alice Vieira e outros escritores partilharam no site do Grande C (http://grandec.org/escrita-criativa), que te poderão ajudar a superar o receio de escrever.
Ora ouve Alice Vieira com atenção!


OS ALFABETOS MAIS CRIATIVOS

Em março celebra-se a "Semana da Leitura", que se alicerça em textos e em letras.
Por isso, deixamos-te aqui alguns dos alfabetos mais criativos de diversos autores, incluindo um em linguagem gestual.
Inspira-te e cria o teu próprio alfabeto!

Matchbookslalphabet
Alfabeto em linguagem gestual, de Jonathan Keller
Actionaryalphabet_2
Alfabeto humano, de Kalle Mattsson

Found04alphabet_2
Alfabeto de Jonas Mouritsen
Para veres outros alfabetos originais, clica  aqui .

sábado, 3 de março de 2012

O QUE É O COPYRIGHT?

Copyright (ou Direito Autoral) é uma lei que dá aos autores de documentos escritos, composições musicais, livros, fotografias, quadros, esculturas, filmes, logótipos, projetos de arquitetura, ou quaisquer outros trabalhos criativos, o direito de decidir o que as outras pessoas podem fazer com as suas obras. O copyright protege os direitos dos autores. Consequentemente, devido ao copyright, um trabalho só pode ser copiado se o seu autor o permitir, e quem copiar uma obra protegida por copyright sem a permissão do proprietário, pode ser punido por lei.
Se quiseres saber mais sobre o copyright e sobre o Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos , clica  aqui .



quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

LIVROS DO MÊS DE MARÇO

PARA OS MAIS NOVOS


TERRÍVEIS MATEMÁTICAS 
      «-  Conta-me mais contos de números – pediu a menina.
      - Pensava que detestavas a matemática.
      - E detesto; mas gosto de contos. Também detesto os ratos; no entanto, gosto muito das histórias do rato Mickey.»

  Eis um excerto de Terríveis Matemáticas, uma história cujos protagonistas são Alice e Lewis Carroll.
     Alice detesta as matemáticas e considera que não servem para nada.    Porém, um dia, enquanto está a estudar num parque, um estranho indivíduo convida-a a dar uma volta pelo País dos Números.
     O “estranho indivíduo” que dirige o convite a Alice é, nem mais nem menos, Lewis Carroll, o autor de Alice no País das Maravilhas. Será ele o acompanhante de Alice na sua fantástica viagem, em que terão de enfrentar o monstro do labirinto, cruzarão um deserto de grãos de trigo, entrarão num bosque de números e tomarão chá com o Chapeleiro Maluco.
     Neste livro, a maior aventura para Alice e para todos os leitores será descobrir que as matemáticas não só são úteis, mas também divertidas.
   Descobre também tu o encanto da matemática, através da viagem que as páginas deste livro te proporcionam!

PARA OS ADULTOS

A PAPISA JOANA

     Das profundezas ocultas do Vaticano, chega uma história de intriga e paixão proibida, mantida em segredo pela Igreja Católica, durante milhares de anos. 
     Num tempo em que a obediência total era exigida, João Anglicus – ou seja, a papisa Joana - manteve-se como uma luz ao fundo do túnel numa era de trevas.
     Personagem histórica envolta em lenda, a papisa Joana protagoniza a notável ascensão de uma mulher que não aceita as limitações que a sua época lhe impõe: dotada de uma inteligência esclarecida e de uma imensa força de carácter, atinge o mais elevado grau da hierarquia religiosa católica. 
     Apoiado numa investigação rigorosa, este é um romance magnífico, cativante, que prende o leitor nas complexidades da luta pelo poder, das conspirações e segredos políticos e dos fanatismos sangrentos. O livro que inspirou um grande filme épico realizado em 2010 e que certamente te inspirará também a ti!

Tal como muitos outros livros extraordinários, A Papisa Joana deu origem a um filme do aclamado realizador Sönke Wortmann. 
Deixamos-te aqui o trailer: 


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

ZECA AFONSO 25 ANOS DEPOIS

Zeca Afonso foi um cantor e compositor fortemente comprometido, política e socialmente. Faleceu há 25 anos,  no dia 23 de Fevereiro. Porém, os seus poemas continuam a ser lidos e as suas músicas apreciadas e cantadas.


Traz Outro Amigo Também 

Amigo
 Maior que o pensamento
 Por essa estrada amigo vem 
Por essa estrada amigo vem
 Não percas tempo que o vento
 É meu amigo também
 Não percas tempo que o vento
 É meu amigo também

 Em terras
 Em todas as fronteiras
 Seja bem vindo quem vier por bem
 Se alguém houver que não queira
 Trá-lo contigo também

 Aqueles
 Aqueles que ficaram
 (Em toda a parte todo o mundo tem)
 Em sonhos me visitaram
 Traz outro amigo também
 Zeca Afonso

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

DIA DE S. VALENTIM


Escultura de Isaac Salazar


Celebra-se hoje, dia 14 de fevereiro, o Dia dos Namorados ou Dia de S. Valentim. 
Por essa razão é talvez seja importante saberes a… 


LENDA DE S. VALENTIM 

     Acreditando que os solteiros eram melhores combatentes, o imperador Cláudio II, proibiu o casamento durante as guerras. O bispo Valentim lutou contra as suas ordens e continuou a celebrar casamentos. 
     A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto esteve na prisão, teria recebido muitas mensagens de encorajamento e flores das pessoas que acreditavam no amor. 
     Durante a prisão, Júlia, filha do seu carcereiro e cega de nascença, visitava-o com alguma frequência, levava-lhe comida e conversava com ele. Diz a história que Valentim, sensibilizado com o problema de Júlia, implorou diariamente a Deus para que a fizesse recuperar a visão. 
     Certo dia, durante uma das suas visitas, uma luz iluminou a cela e Júlia começou a chorar e… a ver. Perante este milagre, toda a sua família se converteu ao Cristianismo, mas Cláudio II acabou por condenar S. Valentim à morte, que se deu a 14 de Fevereiro de 269 d.C.. S. 
     Desde então, Valentim passou a ser considerado o mártir protetor dos namorados. 

Geralmente, associam-se a este dia vários símbolos:




O CORAÇÃO



Antigamente acreditava-se que o coração era o cofre de todas as emoções. Por isso, a oferta de um coração significava dar tudo à pessoa amada. Embora as pessoas de outros tempos não tivessem consciência de que o coração era responsável pela circulação do sangue, tinham a certeza de que o coração era o centro dos sentimentos. E a crença perdura até hoje!

                          

CUPIDO, O DEUS DO AMOR

Cupido
O amor e a atração que um homem e uma mulher sentem é tradicionalmente associado a Cupido, sendo que, em latim, “cupido” significa “desejo”.
Cupido é representado por um rechonchudo anjo nu, alado e de sorriso travesso, que transporta um arco e uma aljava de setas,  utilizadas para atingir e transfigurar os corações dos humanos.





                                                     

 AS ROSAS


Desde tempos imemoriais que os apaixonados têm sido comparados a rosas. Se invertermos as letras da palavra ROSE (rosa, em inglês e francês) obtemos… EROS, ou seja, o Deus do Amor. Assim, não admira que as rosas sejam uma escolha tradicional para os enamorados de todo o mundo.



"AMO-TE!", "I LOVE YOU", JE T'AIME", "TE QUIERO" ou "ICH LIEBE DICH"?

Embora estes símbolos sejam universais, cada língua tem a sua forma de dizer "Amo-te!".
Se queres saber como se diz "Amo-te" em diversas línguas, incluindo a língua gestual portuguesa, dirige-te à vitrina da nossa ludoteca, onde podes descobri-lo!

CARTAS DE AMOR... RIDÍCULAS?

E como noutros tempos era comum escreverem-se cartas de amor, deixamos-te com o poema "Todas as cartas de amor são ridículas", de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa...

 Todas as Cartas de Amor são Ridículas

                                                            Todas as cartas de amor são
                                                            Ridículas.
                                                            Não seriam cartas de amor se não fossem
                                                            Ridículas.

                                                            Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
                                                            Como as outras,
                                                            Ridículas.

                                                           As cartas de amor, se há amor,
                                                           Têm de ser
                                                           Ridículas.

                                                           Mas, afinal,
                                                           Só as criaturas que nunca escreveram
                                                           Cartas de amor
                                                           É que são
                                                           Ridículas

                                                           Quem me dera no tempo em que escrevia
                                                           Sem dar por isso
                                                           Cartas de amor
                                                           Ridículas.

                                                           A verdade é que hoje
                                                           As minhas memórias
                                                           Dessas cartas de amor
                                                           É que são
                                                           Ridículas.

                                                          (Todas as palavras esdrúxulas,
                                                          Como os sentimentos esdrúxulos,
                                                          São naturalmente
                                                          Ridículas.)

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

NOVAMENTE "O PRINCIPEZINHO"

LE PETIT PRINCE, por YANNICK NOAH

O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry, obra escolhida para o concurso de leitura no terceiro ciclo, inspira leitores e artistas de todo o mundo. Desta vez foi Yannick Noah, o famoso tenista francês, que criou uma canção a partir do clássico de Saint-Exupéry:


Marcher sur les chemins de roses
Il suffit parfois que l'on ose 
L'amour, l'amitié 
c'est les terres de l'exile 
Ton seul pays, ta seule famille

De planète en planète, 
sur la route des vents, 
de silence en tempête, 
La vie comme un roman 

De planète en planète, 
Petit Prince de la terre 
Tous les mots de tous les poètes, 
Fait le signe de l'Univers

E porque "o essencial é invisível aos olhos", procura O Principezinho numa estante da nossa biblioteca!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

LIVROS DO MÊS DE FEVEREIRO

PARA OS MAIS JOVENS

O Menino Escritor, de Rosário Alçada Araújo
Uma história surpreendente, com ilustrações lindíssimas!
Um livro que parecia "um livro como tantos outros. Mas não era. Não que os livros sejam todos iguais, cada um é um mundo diferente."




PARA OS ADULTOS



Se Numa Noite de Inverno um Viajante, de Italo Calvino

Porque vivemos num mundo de histórias que começam e não acabam, este mês propomos um romance sobre o prazer de ler romances, onde o protagonista é o leitor.
Fica aqui um excerto que, acreditamos, aguçará o apetite para mais um livro extraordinário.
«Foi logo na montra da livraria que descobriste a capa com o título que procuravas. Atrás desta pista visual, lá foste abrindo caminho pela loja dentro através da barreira cerrada dos Livros Que Não Leste, que de cenho franzido te olhavam das mesas e das estantes procurando intimidar-te. Mas tu sabes que não te deves deixar assustar, que no meio deles se estendem por hectares e hectares os Livros Que Podes Passar sem Ler, os Livros Feitos Para outros Usos Além Da Leitura, os Livros Já Lidos Sem Ser Preciso Sequer Abri-los Por Pertencerem à Categoria Do Já Lido Ainda Antes De Ser Escrito. E assim transpões a  primeira muralha dos baluartes e cai-te em cima a infantaria dos livros Que Se Tivesses Mais Vidas Para viver Certamente Lerias Também De Bom Grado Mas Infelizmente Os Dias Que Tens Para Viver São Os Que Tens Contados.  Com um movimento rápido passas por cima deles  e vais parar no meio das falanges dos Livros Que Tens Intenção De Ler Mas Antes Deverias Ler Outros, Dos Livros Demasiado Caros Que Podes Esperar Comprar Quando Forem Vendidos em Saldo, dos Livros Idem Idem Aspas Aspas Quando Forem Reeditados Em Formato De Bolso, dos Livros Que Podes Pedir A Alguém Que Te Empreste e dos Livros que Todos Leram E Portanto É Quase Como Se Também Os Tivesses Lido. Escapando a estes assaltos, avanças para diante das torres do reduto, onde te opõem resistência
os Livros Que Há Muito Tempo Programaste Ler,
os Livros Que Há Anos Procuravas Sem os Encontrares,
os Livros Que Tratam De Alguma Coisa De Que Te Ocupas Neste Momento,
os Livros Que Queres Ter Para estarem À Mão Em Qualquer Circunstância,
os Livros Que Poderias Pôr De Lado Para Ler Se Calhar Neste Verão,
os Livros Que Te Faltam Para Pôres Ao Lado De Outros Livros Na Tua Estante,
os Livros Que Te Inspiram Uma Curiosidade Repentina, Frenética E Não Claramente                 Justificada.
E lá conseguiste reduzir o número ilimitado das forças em campo a um conjunto  sem dúvida sem dúvida ainda muito grande mas já calculável num número finito, mesmo que este relativo alívio seja atacado pelas emboscadas dos Livros Lidos Há Tanto Tempo Que Já Seria Altura De Voltar A Lê-los e dos Livros  Que Dizes Sempre Que Leste E Seria Altura De te Decidires A Lê-los Mesmo.»

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

OS DEZ MAIORES MITOS DA LÍNGUA PORTUGUESA

Diz-se "ovelha ranhosa" ou "ovelha ronhosa"?
"Comprei vários DVD's" ou "Comprei vários DVD"?
Esclarece esta e outras dúvidas no filme que se segue!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

INÊS COSTA: A MELHOR LEITORA DO 1.º PERÍODO

     Será que ler 26 livros em três meses é impossível? Não, não é! E a prová-lo está a Inês Costa, uma leitora compulsiva do 6.º E.
     Falamos com esta grande leitora, que nos deu muito boas razões para ler.

ADORO LER!

     Ler é o meu passatempo preferido: passo a maior parte dos tempos livres a ler, pois um livro faz-me abstrair de tudo. Enquanto leio, posso ir a qualquer lugar sem sair do sítio onde estou.
     Quando estou a ler, parece que entro dentro da história e vejo as personagens a falarem... a fazerem tudo.    Também posso atravessar rios perigosos, escalar uma montanha, observar uma descoberta, nadar em águas quentes, andar no deserto... Todos os cenários são possíveis, dependendo do tipo de história que estou a ler em cada momento.
     Se for uma aventura, enfrentamos ladrões, testemunhamos actos horríveis, saltamos precipícios... vivemos mil aventuras!
     Se for um livro de terror, vemos criaturas horrorosas, animais mutantes... tudo o que existe de horrível para assustar o leitor!
     Já num conto de fadas, todos os finais são felizes!
    E com tudo isto só posso chegar a uma conclusão: podemos ler muitos tipos de histórias, mas todas são engraçadas à sua maneira e aprendemos sempre algo de novo com cada uma delas.
Inês Costa, 6.º E

OS NOSSOS MELHORES LEITORES!

     Ao longo do primeiro período, muitos foram os alunos que requisitaram livros para leitura domiciliária na nossa biblioteca.
     São estes os alunos que mais livros requisitaram:
          1.º lugar – Inês Costa, 6.º E - 26 livros
          2.º lugar – Matilde Abreu, 5.º B – 14 livros
          3.º lugar ex æquo, com 8 livros
               - Ana Catarina Monteiro, 5.º B
               - Rúben Filipe Silva, 5.º B
          4.º lugar – Marcos Domingues, 8.º A – 7 livros
          5.º lugar – Alberto Martins, 6.º H – 6 livros
          6.º lugar ex æquo, com 5 livros
               - Abraão Azevedo, 5.º B
               - Sandra Moreira, 5.º D
               - Sofia Costa, 5.º D
               - Ana Maria Marques, 6.º D
               - Guadalupe Assunção Pereira, 7.º A
               - Nélson Tavares, 8.º S
     Estão todos de parabéns!
     Parabéns também ao 5.º B, turma que mais livros requisitou!

domingo, 29 de janeiro de 2012

ARISTIDES DE SOUSA MENDES

Sabes quem foi Aristides de Sousa Mendes? 
Como vale a pena conhecer este herói português, lê o texto que se segue!


ARISTIDES DE SOUSA MENDES (1885-1954)
O HOMEM QUE FICOU SEM SONO
OU A HISTÓRIA DE UM HERÓI CONTADA EM PORTUGUÊS
     Era uma vez um homem que um dia ficou sem sono. Queria dormir, mas não conseguia, apesar de sempre ter dormido bem. Quando fechava os olhos, não lhe saía da cabeça a tristeza que havia no olhar das crianças que se apinhavam junto da porta da casa onde morava e trabalhava. Era um homem bom que gostava do que fazia e que fora educado para obedecer às ordens dos seus superiores, estivesse onde estivesse. Nunca lhe passara sequer pela cabeça a possibilidade de um dia vir a infringir essa regra.
     Esta história é verdadeira e aconteceu poucos dias antes de começar o Verão do ano de 1940. Ainda há muita gente viva que se lembra bem desse homem e daquilo que ele fez, deixando de pensar em si e pensando nos outros e na sua salvação. O homem era diplomata e nascera no norte de Portugal. Chamava-se Aristides de Sousa Mendes, era casado e tinha vários filhos. A sua carreira como cônsul levou-o até à cidade francesa de Bordéus, onde lhe chegaram as primeiras notícias do começo da Segunda Guerra Mundial quando as tropas alemãs atacaram a Polónia e a Inglaterra se opôs a essa agressão, em defesa da liberdade e da democracia, declarando que faria frente, pelas armas, aos agressores.
     O homem era pessoa de bem e defensor da paz. Não podia aceitar a ideia de que alguém pudesse ser perseguido, torturado e morto só por ter ideias políticas diferentes ou outra religião. Fora educado para a tolerância e por isso respeitava os direitos dos outros. À medida que as tropas alemãs invadiam países como a Bélgica ou a Holanda e se aproximavam da fronteira francesa, iam chegando a Bordéus refugiados das nações ocupadas, em busca de um visto no passaporte que lhes permitisse chegar a Espanha e depois a Portugal, apanhando mais tarde, em Lisboa, um barco ou um avião que os levasse para países como os Estados Unidos da América, o Brasil ou a Argentina, onde não havia guerra. Portugal e Espanha, governados por ditadores como Hitler, o senhor da Alemanha, não tinham entrado na guerra e iriam manter-se à margem dela, embora durante muito tempo tenham estado ao lado dos alemães e do que eles representavam.
     O homem queria dormir, mas não era capaz. Ecoavam-lhe na cabeça as vozes das crianças que sofriam de fome e de sede e que, lembrando-lhe os seus filhos, tinham o direito de viver e de crescer em liberdade. De Lisboa, o cônsul português recebera ordens muito rigorosas no sentido de não deixar chegar refugiados a Portugal. Pensou e voltou a pensar, consultou a mulher e escreveu uma longa carta aos filhos explicando o que tencionava fazer e as razões dessa opção. Espreitou pela janela e viu nos olhos das crianças um sorriso fugidio que representava a última réstia de esperança. Por elas valeria a pena arriscar. Por elas e pelos princípios que defendia. Foi assim que a palavra «desobediência» entrou definitivamente no seu vocabulário. Mandou abrir as portas do Consulado de Portugal e forneceu aos funcionários carimbos e selos brancos para poderem emitir o maior número de vistos possível. A partir desse momento seria uma batalha sem tréguas contra o tempo. Cada minuto contava. Cada dia parecia uma eternidade.
     Durante três dias não houve descanso para ninguém dentro do Consulado, e ainda sobrou tempo para se dar água e comida àqueles que esperavam à porta em intermináveis filas, com a esperança de que o pesadelo por fim terminasse. Pela rádio chegavam notícias da rendição da França, o que significava que já faltava muito pouco para que as tropas de Hitler chegassem também a Bordéus, perseguindo e prendendo judeus e opositores políticos ao regime nazi. Era preciso actuar ainda mais depressa. O cônsul conseguiu arranjar tempo para ir às cidades de Bayonne e Hendaye onde havia um grande número de refugiados tentando passar a fronteira em direcção a Espanha. Aristides de Sousa Mendes sabia que o desrespeito pelas ordens de Lisboa teria consequências dramáticas para o seu futuro e da sua família. Ainda assim, não recuou. Sabia que a razão estava do seu lado e não estava disposto a abdicar dessa razão, que correspondia à salvação de milhares de vidas.
     — Mãe, tenho fome e sede e quero sair deste sítio — dizia a menina austríaca para a mãe pálida e exausta.
     — Talvez amanhã de manhã já possamos estar a caminho da liberdade, porque há ali dentro um homem bom que nos quer ajudar.
     O homem não se deixou vencer pelo cansaço, pelo sono, pela fome ou pela sede. A vida dos outros estava primeiro. Se eles tinham pressa, a sua conseguia ser ainda maior. No Consulado, houve quem o avisasse: «O senhor bem sabe o que lhe pode acontecer!» 
      Mas ele não quis saber e continuou a passar vistos, perdendo a conta às pessoas que já tinha conseguido salvar.     
     Terão sido dez mil, quinze mil ou trinta mil? Não se sabe ao certo. Sabe-se sim que chegaram a Lisboa e que depois foram encaminhados para o Estoril, para a Ericeira, para a Figueira da Foz ou para as Caldas da Rainha. Mais tarde, a maioria conseguiu partir para países onde havia liberdade. Alguns voltaram depois do final da guerra às suas terras, outros nunca mais as quiseram ver porque não conseguiram esquecer as horas de sofrimento e perda.
     Três dias bastaram para que o cônsul Aristides de Sousa Mendes abrisse a milhares de refugiados as portas para a liberdade, desobedecendo a Salazar e ao regime que ele dirigia. Por isso foi prontamente banido da carreira diplomática e proibido de exercer qualquer actividade profissional, morrendo na miséria em 1954, com os filhos dispersos por países como os Estados Unidos, onde puderam estudar e seguir as suas carreiras. Num dia quente de Junho de 1940, no Rossio, em Lisboa, um menino de cabelo loiro perguntou aos pais, enquanto estes procuravam uma pensão ou um hotel onde se pudessem instalar até conseguirem arranjar bilhetes num barco ou num avião para Nova Iorque:
     — Como é que se chama aquele senhor que, em Bordéus, nos passou os vistos para podermos chegar a este país?
     O pai, não contendo uma lágrima comovida, respondeu-lhe:
     — Chama-se herói, filho. Quem faz o que ele fez por nós só pode ter esse nome.
    Ainda não houve um grande realizador de cinema que fizesse um filme sobre esta história verdadeira, à semelhança do que Steven Spielberg fez com Oskar Schindler, mas pode ser que ainda venha a ser feito. Nunca é tarde para celebrar os feitos dos heróis. Naquelas noites quentes de Junho de 1940, havia em Bordéus um português que não conseguia dormir. Não lhe saía da memória a aflição das crianças que queriam ver abrir-se a porta que as deixasse seguir o caminho até à liberdade.
     Essa porta abriu-se e por ela passou uma réstia de luz, desenhando no cetim negro do céu, entre as estrelas, a linda palavra «Esperança», escrita em português como esta história verdadeira que é sempre bom contar e recontar. Porquê? Porque é sempre possível que a tragédia volte a acontecer, onde e quando menos se espera.
José Jorge Letria
AAVV, Contos de um Mundo com Esperança
Lisboa, Texto Editora, 2003
(excertos adaptados)

LEITURAS EM INGLÊS: LUCKY BEANS

Vale a pena conhecer outros tempos e outros lugares, para compreendermos o momento que vivemos. 
Por isso recomenda-se...

     Lucky Beans takes place during the Great Depression, which lasted in the United States from 1929, when the financial system called the stock market collapsed, until about 1939. Banks, stores, factories, and businesses closed. The Depression affected the whole country, and spread to other countries as well.
     Like Marshall’s dad, many people lost their jobs. In 1933, one in four workers was unemployed. For African Americans, that number was nearly two in four.
     Although black and white children attended school together in northern cities, like the one where the Loman family lived, blacks and whites did not always have equal opportunities. This was long before the civil rights movement. Like Marshall, African Americans worried about facing discrimination (unfair practices) when they wanted to apply for a job, or even enter a contest.
     Without jobs, people did not have money for food. Some stood in line for a free loaf of bread or got relief from the government or charities. Beans were one of the foods the government provided. They were cheap and nutritious.
     Many families lost homes or farms because they couldn’t pay their mortgages every month. Family members opened their homes to relatives who needed a place to stay or to boarders who could pay rent. Like Marshall’s ma, people mended and repaired old things instead of throwing them out, as many people might do today.
     People had fun during the Depression, too. They enjoyed newspaper comic strips about characters like “Little Orphan Annie” and listened to shows like “The Lone Ranger” on the radio. Jigsaw puzzles were a big pastime, and the game Monopoly was invented. Contests were popular.
     In 1932, the American people elected Franklin Delano Roosevelt president because they hoped he could fix the economy, create jobs, and be a good leader. Roosevelt was the first president to talk directly to Americans on the radio. His broadcasts, called Fireside Chats, kept people’s spirits up. He told Americans about the New Deal, his plan for getting people back to work.
     Lucky Beans is based on the stories of my grandmother, who claimed she cooked beans by a different recipe every night during the Depression. She really did win a sewing machine in a contest by guessing how many beans were in a jar.
Becky Birtha, Lucky Beans

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

TERESA CALÇADA NA BIBLIOTECA DE PARANHOS





No passado dia 11, a coordenadora nacional da Rede de Bibliotecas Escolares, Dr.ª Teresa Calçada, a coordenadora interconcelhia Dr.ª Helena Paz dos Reis e a Dr.ª Carla Tavares, técnica responsável pelo programa da RBE na DREN, deslocaram-se à nossa biblioteca com o objetivo de conhecerem o trabalho que é aqui desenvolvido quotidianamente. Para tal, dialogaram com as professoras bibliotecárias Assunção Ribeiro e Maria Antónia Fernandes, com alunos presentes na biblioteca e também com a diretora do nosso agrupamento, Drª Natália Cabral.
Para Teresa Calçada, esteio fundamental da rede de bibliotecas existentes nas escolas do nosso país, «Uma revolução silenciosa ocorre hoje nas escolas, graças às bibliotecas escolares e aos professores bibliotecários. Portugal conseguiu pela primeira vez, em 2010, atingir a média dos países da OCDE em literacia de leitura», como afirmou em entrevista à “VISÃO”.
Ler a entrevista completa em http://dl.dropbox.com/u/13032283/Teresa%20Cal%C3%A7ada-Entrevista.pdf

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Concurso de Leitura do 3.º Ciclo

O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry
No dia 11 de janeiro houve concurso de leitura para os alunos do 3.º ciclo e os concorrentes leram uma obra que tem sido muito apreciada por sucessivas gerações. Desde que foi publicado pela primeira vez, em 1943, é um dos livros mais lidos em todo o mundo.
Os vencedores do concurso fizeram um breve comentário ao livro de Antoine de Saint-Exupéry.


O livro O Principezinho é uma excelente leitura! É uma história interessante, bonita e que pode ser lida por pessoas de todas as idades.
Há pessoas que pensam que este livro é um livro para crianças. Pois enganam-se! Para ler este livro é preciso ter uma certa maturidade, pois é um livro com alguma fantasia, mas que tem uma fantástica conclusão moral.
Gostei muito de ler esta história e acho que todos podemos aprender um pouco com O Principezinho.
Lia Vilela Borges, 8.º A (1.º lugar)

O Principezinho é uma história para todo o tipo de pessoas e de todas as idades.
É uma história que eu achei muito interessante e cheia de originalidade. Fala sobre a amizade e, ao mesmo tempo, sobre os sonhos de uma criança. Fala do carinho por objetos ou seres que têm beleza natural.
Eu gostei muito de ler este livro, porque é uma história que traduz o amor que as crianças têm por coisas que, para as pessoas crescidas, parecem insignificantes.
Maria Inês Matos, 8.º D (2.º lugar)
Eu gostei muito de ler este livro, porque é um livro sobre a amizade.
A parte de que mais gostei foi aquela em que o narrador conheceu o principezinho, porque acho engraçado que um rapaz, no meio do deserto, tenha pedido um desenho de uma ovelha.
Também gostei muito do encontro entre o principezinho e o rei absoluto, porque este sentia-se solitário e só queria companhia.
Achei muito engraçado um rapaz viver num lugar muito pequeno.
Aconselho as crianças de todas as idades a ler este livro e tenho a certeza de que eu o vou ler mais vezes.
Daniel Brochado da Cunha, 7.º C (3.º lugar)

domingo, 8 de janeiro de 2012

O QUE É UMA BIBLIOTECA?

Delicia-te com as respostas...

O que é uma Biblioteca?
Será qualquer conjunto de livros uma Biblioteca?

     Toda a gente sabe o que é uma Biblioteca. Os gregos, que lhe puseram o nome, escolheram Biblos de livro e  teca de depósito. Ou de cofre. Cofre de livros. Gosto desta ideia. Cofre é um local onde guardamos coisas que queremos ver seguras. E que objetos mais valiosos para a Humanidade pode haver do que os livros? Nos livros encontramos informações sobre todas as descobertas, todos os sonhos, todos os avanços, toda a História das mulheres e dos homens que têm povoado, vivido no nosso planeta. Com o andar dos anos, na Biblioteca se foram guardando também outros suportes que podem conter informação preciosa sobre a Humanidade: os jornais, os CDs, os filmes, os DVDs, os livros em formato digital ….
     Quando eu era pequena e descobri que sabia ler, considerei que a partir daí nunca mais ninguém me poderia limitar, proibir ou vencer! Adorava que me castigassem e me mandassem para o meu quarto porque lá podia ler, ler, ler… Receio até que tenha tido a ousadia de provocar alguns castigos só pelo prazer de ler e me sentir indescritivelmente livre! A Biblioteca, a minha pequena biblioteca era nessa altura mais do que nunca, o meu cofre de livros, a minha Ilha do Tesouro, a minha Caverna de Ali Babá, o local onde as mais fantásticas jóias, os livros, me aguardavam para me enfeitarem a imaginação. Não gostava, nessa altura, que me emprestassem livros, nem gostava de os emprestar. E jurei a mim própria que iria ser dona de todos os livros que lesse ao longo da minha vida. Quando alguém me quisesse conhecer melhor, eu mostraria a minha biblioteca e pelos livros adormecidos nas estantes, qualquer pessoa ficaria a saber que tipo de pessoa eu era. Uma espécie de “Diz-me o que leste, dir-te-ei quem és!”
     À medida que fui crescendo, tive, no entanto, de ler muitos livros para descobrir que não gostava nada deles e decidi então separá-los em estantes para poder explicar que daqueles não gostara nada! Também aí me enganei! É que alguns livros de que não gostara, lidos anos mais tarde, vieram a revelar-se fantásticos e emocionantes!
     Seja como for, todos juntos ou separados, esses livros foram construindo a minha Biblioteca pessoal. Agora, que estou mais velha e portanto mais madura, mudei de novo de opinião. Para quê ter tantos livros, esquecidos nas estantes? Não será muito melhor fazê-los circular e permitir que possam enriquecer outras pessoas? A minha biblioteca está agora a transformar-se num local onde só vão ficando os livros que amo e mesmo esses, por vezes, vão dar umas voltas com as pessoas que estimo, a quem os empresto com muito prazer.
     Bem, mas se calhar, fugi ao assunto… Uma Biblioteca de uma escola, de uma Universidade, de uma cidade, de um país, é muito mais importante. Ela guarda e disponibiliza aos leitores um tesouro muito maior que o meu e tem de ter obras variadas: de referência, como dicionários, gramáticas, enciclopédias, volumes de reconhecido mérito científico sobre as várias áreas do saber, da História à Geografia, da Biologia à Química, romances, aventuras, poesia e tantos outros temas que ficaria aqui uma eternidade a enumerá-los.
     Uma Biblioteca, em jeito de conclusão, é um local de encontro entre a sabedoria e o conhecimento que herdámos do Passado, os amores e os desamores que os escritores ousaram escrever e os nossos próprios sonhos de Futuro.
Professora Fátima Neto

LIVROS DO MÊS DE JANEIRO



PARA OS MAIS JOVENS: uma história  divertidíssima, que arranca o riso das pedras e a espada de D. Afonso Henriques do século XII!

A Espada do Rei Afonso, de Alice Vieira

«Não se assustem: não se trata de um compêndio de História de Portugal, antes um livro divertido, um livro de aventuras de três irmãos que, por artes e malasartes do destino, se veem transportados centenas de anos atrás, caindo em cheio na cidade de Al-Usbuna [Lisboa], recém-conquistada aos mouros. Aventuras em que tudo pode acontecer, desde uma perseguição por terras alentejanas em busca de Geraldo, o Sem Pavor, a estranhos OVNIS pairando no céu, passando por cantigas, bailes, arremedilhos – e trovas meio loucas de um bobo que já perdeu a conta dos anos que tem e descobre espiões por todos os cantos…» 
(Texto da contracapa)



PARA OS ADULTOS: uma obra extraordinária, de todos os tempos!

Uma História da Leitura, de Alberto Manguel («autor que goza de grande reputação internacional como escritor, romancista, antologista, tradutor e editor. Entre alguns dos seus trabalhos premiados contam-se: The Dictionary os Imaginary Places, Black Water, News From a Foreign Country Came e The Gates of Paradise.»)
(Texto da contracapa)


«As páginas desta obra encerram um convite subtil e irresistível para uma jornada exploratória do Livro, do Leitor, do Leitor e da Leitura, através de tempos e culturas próximos e distantes. Fascinados, os nossos olhos assistem ao desenrolar de uma série cativante de episódios exemplares, revelações silenciosas e encontros oportunos que Alberto Manguel trata com uma atenção simultaneamente voraz e delicada, com o encanto e o entusiasmo do amante apaixonado. Desde as duas pequenas placas de argila do IV milénio a. C. descobertas na Síria até ao presente, é-nos revelada uma história da leitura, medidos e pesados os materiais, os símbolos, as influências, os tesouros, os contextos do Livro: da invenção do leitor à leitura ouvida, à leitura silenciosa, à leitura íntima, passando pela aprendizagem da leitura, pela leitura de imagens, pelas leituras proibidas ou pelas metáforas da leitura; da biblioteca de Alexandria à invenção da imprensa. Um livro que nos reconcilia com o ato de ler.»
(Texto da contracapa)