Arte, Conhecimento, Crítica, Ética, Fórmulas, Humor, Ideias, Imagens, Informação, Literacia, Livros, Música, Números, Reflexão, Saber, Viagens… O Blogue das Bibliotecas do Agrupamento de Escolas Eugénio de Andrade!
Decorrerá amanhã, dia 20 de março, na Biblioteca Municipal da Maia, um colóquio com os objetivos de celebrar o centenário do nascimento da escritora Ilse Losa, proporcionar um cruzamento de olhares sobre a autora e sua obra e despertar para a leitura, num colóquio que se pretende simultaneamente especializado e abrangente.
Especialistas e leitores comuns cruzarão olhares sobre a riqueza da obra multifacetada de Ilse Losa, escritora nascida numa aldeia perto de Hanôver em 20 de Março de 1913, que adotou a cidade do Porto para viver a partir de 1934.
Escrever um livro não é uma tarefa fácil. Bom, talvez não seja bem assim! Que o diga Adauto Kovalsk, um jovem brasileiro de 13 anos, que publicou o seu primeiro livro aos 5 anos e 302 dias, o que lhe valeu o reconhecimento de escritor mais jovem do mundo por parte do Guinness Book of Records. Além de Aprender é fácil, o seu primeiro título, Adauto é autor de Dentes, O Barco Pirata, Histórias da Vovó e A Arte da Música.
Também no Brasil, o grande poeta português Fernando Pessoa será tema de uma das mesas da 11.ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty, que decorrerá em junho e juntará a cantora Bethânia a professora emérita Cleonice Berardinelli, galardoadas com a medalha Ordem do Desassossego atribuída pela Casa Fernando Pessoa por “trabalhos em prol da divulgação da obra” do poeta. (Saber +)
Gonçalo M. Tavares, outro escritor português que promete dar que falar, é um dos nomeados para Prémio de Melhor Livro Traduzido nos EUA, com a obra A Máquina de Joseph Walser. Na lista dos nomeados constam também os nomes de Herta Müller, Clarice Lispector e Michel Houellebecq. (Saber +)
A editora Planeta Tangerina, que faz um trabalho especialmente direcionado para a infância e juventude, está nomeada para o prémio Editora do Ano pela Feira do Livro Infantil de Bolonha, em Itália. Concorrem a este prémio editoras dos cinco continentes, sendo que da Europa, para além de Planeta Tangerina, estão nomeadas mais quatro editoras: a Baobab & Gplusg (República Checa), a Edizioni EL (Itália), a Editions Thierry Magnier (França) e a Beltz & Geldberg (Alemanha). (Saber +)
Para comemorar 50 anos de vida literária, Vasco Graça Moura lançou Discursos Vários Poéticos, uma coletânea em que reúne “algumas dezenas de textos de índole mais ou menos ensaística que o auto escreveu nos últimos vinte e tantos anos “(…) por ocasião de entregas de prémios e homenagens , como serviram para apresentar ou prefaciar livros, funcionaram como base de comunicações e conferências ou constituíram simplesmente artigos de temática literária ou afim”, como refere o autor na introdução da obra. (Saber +)
Celebra-se hoje, dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, adotado pelas Nações Unidas em 1977, para recordar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres.
Em homenagem a todas as mulheres, convidamos-te a ler um dos livros que se seguem, que encontrarás na nossa biblioteca:
Michele - Uma biografia, de Liza Mundy, que nos apresenta Michele Obama, a mulher a quem o homem mais poderoso do mundo, Barack Obama, chama “The Boss” e que, segundo a autora desta biografia, pode ser divertida e acutilante, perspicaz e franca, empática e exigente, mas também moderna e conservadora, cética e otimista, implacável e calorosa…
Marie Curie – A cientista polaca que descobriu o rádio e suas propriedades salvadoras, de Beverly Bitch, com prefácio de Margaret Thatcher. Trata-se de uma homenagem a uma mulher duas vezes galardoada com o Prémio Nobel, que podia ter sido uma das mulheres mais ricas do mundo, devido às suas descobertas científicas, mas que, em vez disso, viveu na pobreza, porque queria que os benefícios do seu trabalho estivessem livremente à disposição de todos.
D. Filipa de Lencastre, da coleção “História Júnior”, dirigida por Carmo Reis – que nos dá a conhecer a vida de uma rainha extraordinária e Inês de Castro, da mesma coleção, livro em que conhecemos “aquela que depois de morta foi rainha”.
20 mulheres para o Século XX, de Inês Pedrosa, fala-nos de 20 mulheres extraordinárias que marcaram o século passado em diversas áreas, como a literatura, a arte, a moda, o cinema, a política: Sophia de Mello Breyner Andresen, Hannah Arendt, simone de Beauvoir, Agustina Bessa-Luís, Coco Chanel, Agatha Christie, Marie Curie, Bette Davis, Isadora Duncan, Frida Kahlo, Carson McCullers, Golda Meir, Marilyn Monroe, Eva Peròn, Maria João Pires, Paula Rego, Amália Rodrigues, Lou Andreas Salomé, Madre Teresa e Virginia Woolf são as mulheres que, na opinião da autora mais marcaram o século que «marcou a entrada das mulheres na História e pôs fim à crença segundo a qual as mulheres “eram aquela metade de uma espécie de mamíferos que se destina aos nascimentos”».
História das Mulheres, uma coleção sob a direção de Pauline Schmitt Pantel, na qual nos é dado a conhecer o lugar, a «condição», os papéis, os poderes, as formas de ação, os silêncios e as palavras das mulheres aos longo dos séculos, desde a Antiguidade até ao século XX.
A História de Irena Sendler – A Mãe das Crianças do Holocausto, de Anna Mieszkowska, prefaciado por Marcelo Rebelo de Sousa, uma descrição fiel e detalhada da vida de uma mulher que, durante a ocupação nazi da Polónia, na Segunda Guerra Mundial, dedicou a sua vida a salvar crianças cuja única culpa era terem sangue não ariano a correr-lhes nas veias.
OS MELHORES CONTOS ESPIRITUAIS DO ORIENTE, recolhidos e recompilados por Ramiro Calle.
Um conjunto de 250 histórias impregnadas de sabedoria, que podem ser lidas por todo o tipo de pessoas, incluindo, obviamente, os adolescentes, que habitualmente sentem uma grande predileção por estas narrações divertidas e sempre pedagógicas.
Os mestres espirituais da Índia foram os primeiros a servirem-se da narrativa, para instruir espiritualmente os seus discípulos. A maioria destas narrativas é milenar e anónima e foi sendo transmitida de forma oral, de mestre a discípulo, durante séculos. Em poucas palavras, estes contos partilham conhecimentos fundamentais e profundos que abrem a mente e o coração, e podem ser interpretados consoante a perspicácia e o grau de maturidade mental de quem os escuta.
Livro para ter junto à cama, ler e reler...
Deixamos-te aqui um dos contos desta magnífica coletânea:
O GRÃO DE ARROZ
Era um discípulo muito preguiçoso. Poucos preguiçosos encontram a libertação espiritual, porque, se assim fosse, haveria incontáveis homens livres. Este deixara o trabalho nas mãos do seu mestre, embora aquele lhe repetisse vezes sem conta que o discípulo tem de desenvolver o esforço correto e que ninguém se pode libertar em nome doutrem. Mas o discípulo preferia ouvir os ensinamentos do mestre e esquivar-se de qualquer prática para o desenvolvimento de si mesmo. Enganava-se quando pensava que receber os ensinamentos seria mais do que suficiente.
O tempo passava e ele não evoluía espiritualmente. Estava cada vez mais longe de alcançar a paz interior. Certo dia, dirigiu-se ao mestre e lamentou-se desta forma:
- É muito bom mestre, talvez… - ironizou – mas não estou a avançar grande coisa com os seus ensinamentos.
- Isso tem bom remédio – disse o mestre, pacientemente. – Toma este grão de arroz, planta-o em terra fértil e espera que desponte. Então, eu farei o trabalho por ti e libertarei a tua mente daquilo que a prende.
Passou o tempo, muito tempo. A uma estação seguiu-se outra e assim sucessivamente. O grão de arroz não despontava. Desesperado, o discípulo dirigiu-se ao mestre e disse-lhe:
- Escolhi uma terra muito fértil e tem chovido adequadamente. É inexplicável que o grão de arroz não desponte.
O mestre riu-se e perguntou:
- Sabes porquê?
- Não – respondeu o discípulo.
- Então vou dizer-te: porque o grão já estava cozido.
Nota: Encontras outros contos do mesmo livro na página "Leituras em várias línguas".(Ver aqui)
O SOLISTA, de Steve Lopez
Um livro que nos fala de um sonho perdido, de uma amizade improvável e do poder redentor da música!
Quando o jornalista Steve Lopez vê o sem-abrigo Nathaniel Ayers a tocar de forma tão sentida o seu violino de duas cordas no Skid Row de Los Angeles, fica estupefacto. A princípio, é atraído pela oportunidade de fazer dele o tema de mais uma das suas colunas para o Los Angeles Times. Mas o que descobre sobre o misterioso músico das ruas deixa-o fascinado. Trinta anos antes, Ayers tinha sido um promissor aluno de contrabaixo da Juilliard - um aluno ambicioso, encantador e um dos poucos afro-americanos - até que, gradualmente, foi vencido por um esgotamento mental. Quando Lopez o encontra, Ayers está sozinho, profundamente perturbado e desconfia de toda a gente, mas ainda é possível vislumbrar nele resquícios desse brilho. Os dois homens aprendem a comunicar através da música. A sua amizade vai passar por momentos dolorosos, pois Lopez imagina-se capaz de convencer Ayers a abandonar as ruas de Los Angeles. Aos momentos de triunfo segue-se sempre uma desilusão, mas nenhum dos dois desiste. E. embora a intenção inicial de Lopez seja salvar Ayers, acaba por constatar que a sua própria vida mudou profundamente.
O Solista, uma obra cativante, comovente e inspiradora, narra a história verdadeira de uma amizade, de uma devoção artística e do poder transformador da música.
Este livro deu origem a um filme, de que te deixamos o trailer:
Neste mês de Carnaval, mas também de São Valentim, sugerimos:
100 DATAS QUE FIZERAM A HISTÓRIA DE PORTUGAL – Tudo o que precisa de saber, de Pedro Rabaçal
Trata-se de um livro “escrito com o objetivo de tentar despertar o interesse pela história de Portugal por meio da desconstrução de mitos históricos e da revelação de diferentes versões do mesmo acontecimento”, associando-se cada data ao “ambiente histórico e socioeconómico respetivo, assim como os dados biográficos mais relevantes das personagens envolvidas, para se visar uma melhor compreensão do contexto e ambiente em que se enquadram”, mostrando-se a “verdade por detrás de cada acontecimento [que] costuma ser mais complicada do que a primeira impressão dá a entender”.
Aí são referidas datas que nos elucidam acerca das nossas origens, das nossas maiores aventuras, dos momentos mais marcantes e dos acontecimentos mais dramáticos, como a morte de Inês de Castro em 1355, no fatídico dia 7 de janeiro.
Curiosidades:
A história de amor de Pedro e Inês deu origem a inúmeras manifestações culturais, entre as quais se encontra um dos episódios líricos da epopeia Os Lusíadas (1572) de Luís de Camões; os textos dramáticos Reinar después de morir (1625) de Luís Vélez de Guevara, Inês de Castro (1723) de Antoine Houdar de La Motte; La reine morte (1942) de Henri de Montherlant; Corona de amor y muerte (1955), de Alejandro Casona; a ópera “Inês de Castro” (1835) do compositor Giuseppe Persiani, escrita sobre libreto de Salvatore Cammarano; a pintura “A morte de Inês de Castro” de K.P. Bryullov, presente no Museu do Estado em São Petesburgo na Rússia. Também o primeiro trabalho do escritor francês Victor Hugo, autor de Os Miseráveis, teve como fonte este tema e, já no final do século XX, o compositor escocês James MacMillan compôs a ópera “Inês de Castro”.
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A VIDA DE PI – A VIAGEM DE UMA VIDA, de Yann Martel
Esta obra, que valeu a Yann Martel o Man Booker Prize de 2002, entre outros prémios, e figurou como bestseller do New York Times durante mais de um ano, conta-nos a história de um jovem que aos dezasseis anos emigra com a sua família para a América do Norte num navio cargueiro juntamente com os habitantes do zoo. Porém, o navio afunda-se logo nos primeiros dias de viagem. Pi vê-se na imensidão do Pacífico a bordo de um salva-vidas acompanhado de uma hiena, um orangotango, uma zebra ferida e um tigre de Bengala. Em breve restarão apenas Pi e o tigre.
Recomendada pelo PNL para o 8.º ano de escolaridade e recentemente adaptada ao cinema pela realizador Ang Lee, este romance tem recebido críticas extraordinárias da imprensa, das quais destacamos:
«Martel recria [neste livro] os grandes temas romanescos: um herói à procura de aventuras maravilhosas, a liberdade para as viver, a fuga permanente para a frente, seguindo os desígnios do destino e da própria fantasia - depois, há que pagar o preço pela exaltação dos delírios. (...) "Podemos ler esta história como uma alegoria da vida, dos 'trabalhos' e provações pelas quais, de uma maneira ou de outra, todos passamos. Será que alguém está absolutamente protegido contra o medo, o desgosto, a sensação de ter perdido tudo? Para Pi, é indispensável vencer o medo, ultrapassar as provações e manter intacta a humanidade. É bom que seja a literatura a ensinar isso.» Helena Vasconcelos, Público, Mil Folhas, 28/6/03
«Uma obra soberba, muito bem escrita e capaz de prender o leitor da primeira à última linha, com algumas paragens pelo meio para pensar, reflectir, sorrir, ou simplesmente para respirar fundo…» Diário de Notícias
«Se este século nos deixar um clássico de literatura sobre sobrevivência, Martel é sem dúvida um candidato a esse título.» The Nation «Uma fabulosa incursão por uma imaginação a seu tempo arrebatadora, astuta, desesperada e inabalável, este romance é uma obra impressionante. Martel revela uma voz inteligente e um espantoso talento para contra histórias.» Publishers Weekly
Apresentamos-te também o trailer do filme de Ang Lee, nomeado para diversos óscares:
Convida-se toda a comunidade educativa a observar o painel presente na vitrina da biblioteca, criado pela Professora Cristina Brás, onde está patente a temática da “Terra e do Mar”.
Nos frágeis barcos de papel vegetal, que navegam num mar tormentoso, viajam belíssimos poemas de Sophia e de Eugénio de Andrade.
Venham admirar a paisagem e mergulhar nas palavras!
«Não há fórmulas mágicas para tornar o estudante num bom aluno»: assim afirmava Eduardo Marçal Grilo no prefácio do livro O Método Ser Bom Aluno, Bora lá?, no qual o autor – Prof. Jorge Rio Cardoso - nos apresenta inúmeros depoimentos de bons alunos.
Quais os segredos destes bons alunos? São vários!
Como não podia deixar de ser, cada aluno tem o seu método; no entanto, há “regras básicas” que os bons dizem seguir, encontrando-se entre elas:
Os bons alunos são assíduos.
Os bons alunos são atentos e concentrados nas aulas, o que é fundamental, já que propicia que os apontamentos sejam melhores e o estudo seja, por isso, facilitado.
Os bons alunos preocupam-se com a organização dos cadernos diários, que são ótimos guias para o estudo, para além de serem mais um elemento de avaliação.
Os bons alunos não abandonam as matérias mais difíceis e problemáticas; pelo contrário, encaram-nas como um desafio e estudam-nas com cuidado e atenção para se “verem livres delas”.
Os bons alunos estudam regularmente e não têm receio de expor as suas dúvidas, afinal, “ter dúvidas é saber” ou pelo menos é ter a consciência de que não se sabe e de que é necessário encontrar as respostas.
Os bons alunos tentam perceber as matérias explicadas, não se limitam a decorá-las; e, quando estudam, tentam traduzi-las pelas suas próprias palavras.
Os bons alunos fazem pequenas anotações das dúvidas que surgem quando estão a realizar o TPC e depois esclarecem-nas junto dos seus professores.
Os bons alunos não estudam apenas para os testes: estudam e preparam-se regularmente e, na véspera de teste ou exame, apenas reveem a matéria, no caso de surgirem dúvidas pontuais.
Os bons alunos fazem resumos e esquemas da matéria.
Os bons alunos complementam a matéria dada nas aulas com leituras suplementares.
Esta é uma lista que te desafiamos a completar com outras ideias inovadoras e eficazes.
Entretanto, fomos ouvir a Inês Afonso, uma boa aluna do 6.º D, que partilhou connosco, em verso, alguns dos seus segredos:
José Saramagovai ser homenageado em Lanzarote, onde uma escultura de uma oliveira com quase cinco metros de altura será instalada junto à casa onde o escritor viveu. (Saber +)
Os escritores Vasco Graça Moura e Daniel Jonas, o realizador Miguel Gomes, e o fadista Camané foram distinguidos com o Prémio Europa - David Mourão Ferreira 2010-2012, segundo anunciou o Instituto Camões. O galardão, atribuído pelo Centro Studi Lusofoni - Cátedra David Mourão-Ferreira da Universidade de Bari Aldo Moro e do CICL, foi criado em homenagem ao autor português David Mourão Ferreira (1927-1996) , com o objetivo de contribuir para a divulgação da língua e da cultura portuguesa nos países da União Europeia e do Mediterrâneo.(Saber +)
A obra Orgulho e Preconceito de Jane Austen (1775-1817), que continua a ser reeditada e lida e várias vezes adaptada ao cinema e à televisão, foi editada pela primeira vez há duzentos anos, no dia 28 de Janeiro de 1813, sob o pseudónimo “Uma Senhora”. (Saber +)
A Editora Tcharan promove O "Prémio Manuel António Pina de Literatura para a Infância". Trata-se de uma iniciativa cujo objetivo é homenagear anualmente o escritor pelo seu grande contributo na valorização e promoção da literatura infantil. O Prémio, que distingue um livro que tenha sido publicado entre 1 de Janeiro de 2012 e 31 de Dezembro de 2012, tem o valor de 2000€ atribuído ao escritor da obra. Será ainda atribuída uma Menção Especial no valor de 500€. Os premiados receberão também um Troféu, que será uma peça exclusiva da Vista Alegre, desenhada e concebida especialmente para o Prémio. O prazo de candidatura decorre de 1 de Janeiro a 31 de Março. Para informações de regulamento e inscrições aceda a www.tcharan.pt.
Ao passar os olhos por um dos jornais gratuitos existentes na nossa biblioteca, o “Destak”, deparei-me com o seguinte artigo de opinião. Curto, incisivo, de rajada, sem parágrafos!
RESISTENTES
Encarregados de educação em extinção
Sinto que sou um dos resistentes, daqueles que ainda vê a escola como algo importante, de muito sério, que não pode ser levado com leviandade. E digo resistente porque vejo, com tristeza e preocupação, a forma como a maioria, hoje em dia, encara o assunto. Encarregados de educação são uma espécie em vias de extinção. Basta ir a uma reunião na escola e contar os pais e/ou encarregados de educação que lá estão. Dir-me-á que a culpa é da falta de tempo, desculpa para muita coisa. Acredito que para alguns seja uma razão válida, até porque todos sabemos como as coisas estão e pedir ao patrão para sair mais cedo pode ser complicado. Mas essa falta de interesse vê-se também pelo acompanhamento em casa, onde parece haver cada vez mais distanciamento. Conheço pais que dizem alto e bom som que o seu filho até não esteve mal… com 4 negativas! Afinal quem está a brincar? De quem é a falta de interesse? É triste sentir que há pais que veem a escola como apenas um depósito de filhos.
Paulo Fragoso, jornalista /locutor da RFM
URL da imagem:http://4.bp.blogspot.com/_oWilVaFi3Jc/S3JopKq
TtMI/AAAAAAAAA_w/3njFP8g_TP4/s320/pais.jpg
Lido o artigo de Paulo Fragoso, apetece-me dizer:
Abençoados os pais que não se escudam na falta de tempo para descurarem a sua tarefa primordial.
Abençoados os pais que, depois de um dia extenuante de trabalho, ainda têm tempo para perguntar: “Como foi o teu dia?” ou “O que aprendeste hoje na disciplina X e Y?” ou “Posso ajudar-te?” ou…
Abençoados os pais que abdicam do futebol e da telenovela para dialogar com os seus filhos, protegendo-os da imensa solidão partilhada com amigos virtuais.
Abençoados os pais que não percebendo nada de metáforas, nem de sistema respiratório, nem de algoritmos, nem de tabelas periódicas, nem de verb tenses, nem ouviram falar de Lord Byron, Telemann, Scriabin ou Shostakovitch uma só vez na vida, nem da clave de fá, nem de Arte Nova, nem de Bismarck, nem de…questionam, acompanham, orientam e até se propõem a aprender com os filhos. Sim, com os filhos, porque todos temos tanto a aprender com eles…
E quanto àqueles que alardeiam aos quatro ventos que os seus filhos até não estiveram mal… com 4 negativas (?!), perdoai-lhes, Senhor, porque eles… sabem o que fazem!
Replicamos, novamente, o convite da Câmara Municipal do Porto e da Universidade do Porto para a palestra a decorrer no dia 29 de Janeiro pelas 21h15 no auditório da BMAG, onde Mónica Baldaque, Renato Roque e Judite de Sousa, moderados pela Prof.ª Isabel Morujão da FLUP, falarão dos livros das suas vidas.
Judite de Sousa falará de Os miseráveis, obra de Vítor Hugo recentemente adaptada ao cinema, e de duas obras de Eugénio de Andrade: Os amantes sem dinheiro e As mãos e os frutos.
Neste fim de semana de Inverno - frio, cinzento e chuvoso - propomos-te uma viagem no tempo e no espaço com O Cavaleiro da Dinamarca de Sophia de Mello Breyner Andresen. Depois, convidamos-te a ler esta história maravilhosa, onde a família, a natureza e valores como a determinação, a perseverança, a lealdade, a honestidade, a solidariedade e a gratidão são protagonistas.
Não te esqueças: há vários exemplares desta obra na nossa biblioteca, que poderás ler, na escola ou em casa.
Boa viagem!
Temos muito gosto em divulgar o convite da Câmara Municipal do Porto e das Edições TDP para a apresentação do livro O Mistério da Casa Verde de Luísa Ramos Ferreira, professora de Português e História na nossa Escola, ilustrado por Nazaré Álvares.
Compareçam! Venham descobrir qual é o mistério que este livro tem para vos oferecer!
Será preciso ler meia biblioteca para se escrever um livro? Muito provavelmente, sim! Seguramente, quem lê, lê muito, e ama os livros, escreve desta forma sobre o que ama:
No princípio, o livro em embrião, a palavra escrita que encerra todas as alteridades do Universo.
Para sermos livres, lemos.
Lemos primeiro as árvores, as ondas, as labaredas, o vento. A seguir, o texto, que lhes oferece a coerência de que necessitam, ou que apenas existe para que se possam acomodar.
Depois a mão, para não esquecer, estiliza a escrita: tenta apanhar o recorte da folha, o marulhar da água, a dança do fogo e, acima de tudo, a liberdade do vento que tudo move e comove.
Para sermos livres, voltamos a ver, procurando as coisas que restaram na troca de palavras. O leitor faz-se para que as palavras escritas, as palavras pensadas e as palavras desejadas se possam encontrar.
A mão que segura o livro acaricia o lugar da mão que escreveu o mundo. As nossas duas mãos abertas são agora as folhas de um livro. E cada leitor é mais um par de folhas que se junta ao livro.
Para sermos livres, somos livros. Continuamente voltamos ao princípio, porque não há dois livros iguais, já que não há dois homens iguais.
Mas é possível traçar um roteiro de itinerâncias - da primeira palavra escrita ao seu desabrochar na plenitude de um livro não mãos de um leitor (...).
Texto de Isabel Pereira Leite e Maria Luísa Malato
Às vezes, para alguns, ler é um enorme aborrecimento, encarar um livro desperta neles uma imensa preguiça.
Mas também há quem já tenha descoberto na leitura um prazer, um prazer completamente desconhecido para aqueles que levam a vida a fugir e a esconder-se da letra escrita.
Ler, além de tudo o que eles não sabem, também dá prémios.
O António e a Sara do 8.º B, o Fábio do 7.º C leram, participaram, competiram e venceram a primeira fase da 7.ª edição do Concurso Nacional de Leitura na nossa escola.
Estarão na Biblioteca Municipal Almeida Garrett para disputar a fase distrital do concurso, em finais de abril. Sentem-se já ansiosos por saber que novas leituras os esperam.
Está aberta a possibilidade de apuramento para a última fase do concurso, em Lisboa, perante as câmaras da televisão e os nossos olhos atentos.
Já sabemos que vão ter momentos de felicidade, porque são excelentes leitores, mas desejamos-lhes também as maiores e bem merecidas felicidades.
Replicamos o convite da Biblioteca Municipal Almeida Garrett para a palestra "Livres como Livros", a decorrer amanhã pelas 18 horas.
O tema promete e os intervenientes - Ana Saldanha, Fernando Pinto do Amaral, Richard Zimler e Maria Luísa Malato - também!
Falar e ouvir falar sobre livros: mais um caminho para a liberdade!
Imagina que és confrontado com o seguinte problema: «O Sr. António Reis pretende comprar um palacete com uma área total de 898 m2, sendo que lhe é pedida a quantia de € 534 por metro quadrado. Quanto terá de pagar o Sr. Reis para adquirir o imóvel?»
Nada mais fácil: trata-se de uma conta de multiplicar. Ao multiplicarmos o número de metros pela quantia pedida obteremos o valor a pagar. Basta pegarmos numa máquina calculadora, ou até usar a barra de pesquisa do Google e… num instante, aí está o resultado.
No entanto, nem sempre teremos uma calculadora ou um computador à mão, pelo que, o melhor é exercitar a nossa capacidade de cálculo e, o mais fantástico é que existem várias formas de realizar esta operação. Podemos optar por uma multiplicação em asa, mas também por uma multiplicação em quadra ou per gratícula ou per gelosia.
Vamos à primeira operação: multiplicação em asa.
Esta era a forma como os teus pais e eu fazíamos as contas de multiplicar, e, durante os Descobrimentos, era também a mais utilizada entre os mercadores e na generalidade das comunidades cristãs, sendo que a designação de “asa” decorre da semelhança da disposição com a asa de uma qualquer ave.
No entanto existe outro caminho para chegar ao resultado: a multiplicação em quadra ou per gratícula ou per gelosia.
Este foi talvez o processo mais utilizado até ao século XVIII, visto que oferece uma notável simplificação operatória. Repara bem na forma como se faz. Temos a certeza de que vais descobri-la e as contas de multiplicar vão ser, a partir de agora, ainda menos complicadas!
Conclusão: Em asa ou em quadra, se o Sr. António Reis quiser mesmo comprar o palacete, terá de gastar a quantia de € 479 532.
Fonte:A Matemática no Tempo dos Descobrimentos, de A.A.Marques de Almeida
(Edição do Grupo de trabalho do Ministério da Educação para as Comemorações dos
Descobrimentos Portugueses)
E as formas de multiplicar não se esgotam na "multiplicação em asa" ou na "multiplicação em quadra"! Vê aquicomo realizar esta operação de outra forma!
2013 já chegou. E com ele, chegaram, novinhas em folha as nossas revistas preferidas!
A Visão Júnior
Desta vez, ao lê-la, podemos descobrir factos interessantes sobre a vida dos Esquimós e o que são “igloos”; uma reportagem sobre a forma como se prepara o novo programa da televisão “Isto é Matemática” (na Sic Notícias aos sábados às 20h50m); um trabalho sobre a forma como se fabricam os sapatos que nos calçam no dia a dia; uma entrevista aos dois mais premiados realizadores de filmes de desenhos animados portugueses e ainda “como jogar bilhar”, artigos sobre animais e muitas outras curiosidades.
A Superinteressante
No número de Janeiro, podemos ficar a saber imensas novidades sobre Ambiente, Ciência, novos livros, Astronomia, História e até Economia. Merece um destaque especial a reportagem sobre o novo livro “Pipocas com telemóvel” de David Marçal e Carlos Fiolhais que desmistifica algumas afirmações pseudocientíficas que andam por aí nas bocas do mundo.
A National Geographic
Com uma edição especial do seu 125º aniversário, traz “viagens” às estrelas, ao lugar mais selvagem do planeta (a floresta tropical no Equador), ao mundo secreto dos micróbios que vivem entre nós, ao fundo dos oceanos e , como sempre, fotografias lindíssimas que nos fazem querer ser exploradores, cientistas ou simplesmente …. fotógrafos!
Lembramos a todos os alunos do 3.º ciclo que a primeira etapa do Concurso Nacional de Leitura decorrerá no dia 9 de janeiro, próxima 4.ª feira, pelas 14:30.
Este ano foi escolhida a obra Aventuras de João Sem Medo de José Gomes Ferreira e o conto “Saga”, inserto na obra Histórias da Terra e do Mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Testa a tua capacidade de leitura, compreensão e interpretação destes textos e ganha prémios.
Se fores um dos três vencedores, poderás participar na fase distrital e, caso venças também a segunda etapa, poderás participar na final, a decorrer em Lisboa.
Não deixes escapar esta oportunidade de te divertires a … LER, participando numa atividade cujo objetivo central é "estimular o treino da leitura e desenvolver competências de expressão escrita e oral junto dos alunos do 3º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário."
Neste início de ano civil, ainda com o gosto das passas e dos desejos na boca, sugerimos - a alunos, pais e professores - um livro que nos aponta caminhos de sucesso, onde não faltam depoimentos de alunos que já os percorreram.
E porque a história também é feita por homens e mulheres anónimos, apresentamos um livro extraordinário onde a voz do "mudo" é a protagonista. De um dos grandes autores peruanos do século XX, só recentemente "descoberto" em Portugal.
O MÉTODO SER BOM ALUNO - BORA LÁ?, de Jorge Rio Cardoso
O autor deste livro, nascido em Lisboa, começou por ser um aluno sofrível para, no final da adolescência, se tornar um aluno invejável.
Como é que essa transformação aconteceu?
Encontra muitas respostas neste livro, considerado por Eduardo Marçal Grilo «um trabalho interessantíssimo que deve ser lido por estudantes, pelos pais dos estudantes que acompanham diariamente a vida na escola dos seus filhos e pelos professores, cuja função é ensinar e fazer com que os seus alunos aprendam e adquiram conhecimentos considerados indispensáveis para o sucesso educativo».
Trata-se de um livro que demonstra que «ser bom aluno não é um privilégio de ninguém, [mas antes] o resultado de um trabalho sério que cada um deve fazer, estudando de forma planeada, organizada e disciplinada, [sem que, para tal] tenha de abdicar dos seus hobbies, das suas distrações e dos seus divertimentos.»
Efetivamente, «NÃO HÁ FÓRMULAS MÁGICAS PARA TORNAR O ESTUDANTE NUM BOM ALUNO.»
Fonte: textos das abas e do prefácio, por Eduardo Marçal Grilo
A PALAVRA DO MUDO, de Julio Ramón Ribeyro
Neste livro de Julio Ramón Ribeyro - «um escritor magnífico, um dos melhores da América Latina e provavelmente da língua espanhola», segundo Mario Vargas Llosa - aquele autor apresenta-nos um conjunto de contos onde, numa prosa límpida, soube radiografar a classe média e o colapso dos seus sonhos de prosperidade, esforçando-se sobretudo por dar voz aos «mudos», ou seja, aqueles que foram excluídos do festim da vida: seres anónimos, discretos, privados da palavra, marginalizados, condenados a uma existência insignificante, anónima e sem voz, quase invisíveis, que se inquietam e se questionam se a vida pode ser só o que lhes é imposto e que assumem como um tributo a pagar, sem qualquer protesto.
Mas então o que será realmente a vida? Haverá alguma senha, qualquer coisa que permita transpor a barreira da rotina e da indolência e chegar por fim ao conhecimento, à verdadeira realidade?
Procura respostas nestes 13 contos, através da voz de outros tantos «mudos», a quem Ramón Ribeyro devolveu o sopro negado e permitiu modular as suas aspirações, expectativas e angústias.